19 maio 2018

Fichas

Em 06.09.2017 eu estava no 5º semestre e pensando em novas forma de estudo e métodos de fichamento. Eis:

» Faço as fichas no computador ou no caderno?
Bem, o objetivo é eu fixar o conteúdo e não ter uma biblioteca. Até hoje meus cadernos pequenos foram funcionais, posso continuar a usá-los pra fazer resumos (não gosto de cadernos grandes). 

O caderno servirá pra fazer anotações, esquemas, resumos... tudo no estilo de fichamento. Posso até decorar tudo! 

» Usar um esquema de índice
Fazer um índice no início de cada caderno organizando as anotações por página e data. 

» Fichamento didático
No Google Docs farei um resumo no final com o conteúdo das pesquisas anotados no caderno. 

A formatação pode ser no padrão da Abnt. 

No início coloco as informações principais, depois um esquema e por fim meus apontamentos

» Divisão de conteúdo
Fazer primeiro um índice esquemático do que será estudado no semestre. 

Estudar nos primeiros períodos o que foi visto na semana. No segundo período rever o conteúdo perdido. No terceiro período fazer o fichamento didático. Pode ser até no Wordpad, pra não se bagunçar com a internet. 

» Método
Ler o livro por uns 25 minutos, marcando as partes principais. Marcar com asterisco as palvras a serem pesquisadas. Com isso, organizar as ideias no caderno!

Em 30.10.2017 eu me rebelei contra a internet e achei que só deveria esudar pelo caderno.


» Revisão
A ideia é revisar o conteúdo visto na semana. A revisão deve ser feita por meio de esquemas e resumos no caderno. O resumo vai ser estruturado em tópicos, com explicações. 

» Livros
Os livros serão os da biblitoeca. Nào usar da biblioteca digital. Comprar códigos pra não ter que olhar na internet. 

» Método
Qual o assunto dado na semana? Procurar esse assunto no índice do livro, ler e marcar as informações principais. Depois, colocar o esquema no caderno com comentários do autor. Seguir a ordem cronológica. 

No final, fazer revisão mental do assunto. Não usar canetas coloridas! Evitar perfeccionismo. 

Não fiz tudo isso, mas pensando bem, acabei incorporando essas ideias inconscientemente ao meu método atual que tem avançado e se mostrado eficiente. Continuei usando o computador porque escrever é muito cansativo pra mim, mas tenho me controlado mais no quesito navegar na internet. Apesar de eu não tirar as melhores notas, eu sinto que tenho aprendido muito mais.

16 maio 2018

O modelo

Na biblioteca da faculdade tem várias revistas profissionais do curso de moda. Em geral, eles trazem explicações sobre as coleções apresentadas recentmente, quais os tecidos mais usados, as cores principais, as peças mais importantes... e qual o sentido desses elementos juntos. Além disso, algumas revistas trazem também alguns quadros em que relacionam fotos das roupas com outros elementos de arte, cor, objetos etc, que possam expressar uma ideia para o estilista. Imediatamente me lembrei da Tavi. É exatamente o que ela fazia.

Lendo um de seus posts antigos, em que ela faz um quadro com referências de estilo para o inverno de 2009, eu tentei olhar com outros olhos. Se ela não era estilista, nem trabalhava com moda, então qual a finalidade dos moodboards dela?
"collages of Fall inspiration"
Ela "divide" a moda por estações, como era antigamente, antes de ter uma coleção pra cada mês. Antes tinha só roupa pra se agasalhar e roupa pra curtir a natureza. Eu tento, mas nunca, nunca, encontro clima prorpício pra usar roupas mais quentes. Então, para acabar com a agonia de se vestir e ficar horas pensando qual combinação de peças vai me fazer morrer de calor, e qual vai me deixar alegre com o sol, as inspirações de verão são muito úteis.
"This one is about greens, browns and pinks."
Ela relaciona as imagens por cores. As cores predominantes são um elmento importante, porque, por exemplo, meu estilo é composto majoritariamente de preto, azul rosa e vermelho. Provavelmente porque eu acho que preto combina com tudo, mas também porque acho mais elegante. Mas principalmente porque eu vejo outras cores pra variar. Quer dizer, porque não tenho nenhuma roupa verde? Identificar uma relação entre as cores de estação pode revelar o espírito, o tom.
"Sweaters, mixing of prints...carpet patterns"
As peças mais usadas exprimem conforto, extravagância ou forma, quem sabe. As estampas são uma das partes mais legais, porque são os desenhos, é o que se quer contar.
"Really good inspiration for wearing my..."
Essas referências servem pra mostrar um novo jeito de vestir coisas que já se tem, uma nova forma de ver a moda, de observar a história, a sociedade, o momento. Quer dizer, em 2005 era mais fácil ver vestidos mostrando partes do corpo, ou mais curtos, para corpos muitos magros. Hoje, apesar dos movimentos, tudo está tão coberto!

Sempre vejo coisas que gosto, mas acabo deixando passar. É tudo rápido demais, e o Pinterest acaba com o sentido e o contexto das coisas. Acho que se eu salvasse  que gostasse, fizesse comentários e depois relacionasse o que tudo isso tem a ver, eu poderia criar um senso crítico tão foda que nem o da Tavi. Quem sabe. Uma caixa digital de Joseph Cornell.

» "we don't want no old people dying all up in our boat", da Tavi.

14 maio 2018

++***+*+++*+*++ Yui

Encontrei o blog da Yui entre os sites que a Tavi seguia, e pude entender um pouco como ela tinha ideias pra fazer posts tão legais. Não sei se o nome da Yui é esse mesmo, também não sei de onde ela é exatamente, quantos anos ela tem, com o que trabalha... Tenho apenas informações vagas sobre tudo isso. Porém, lendo seu blog eu tenho uma visão de como a relação dela com a moda é admirável. Não é estranho eu não saber nada sobre a pessoa e ao mesmo tempo saber algo tão íntimo?

Já perdi muito tempo na internet procurando informações sobre ela, mas desisti, acho que a melhor forma de eu conhecê-la é por meio das análises impressionantes que ela faz sobre a moda e como é sua relação com a arte e tudo mais.

O blog da Yui marca uma fase na minha relação com a arte e com a moda que é menos adolescente, menos mística (como era quando a Tavi tinha um blog). Agora tudo é mais crítico e prático.

Nessa entrevista ela fala sobre ela, ao mesmo tempo que revela uma forma de ver o mundo e eu acho isso muito bonito. Ainda mais porque ela é japonesa e o mundo pra ela é bem diferente do que é pra mim!

Hello Yui from Slowboat to Mediocrity – your blog is anything but mediocre, any reason for the provenance of the name?
Hi. Ever since I read Haruki Murakami’s “A Slow Boat to China” I’ve had this image of a boat stuck in my head. It’s a sad old thing that’s floating aimlessly across the sea, and as a kid I thought that’s what growing up would be like. I still find the idea kind of romantic.
We always love the extreme East meets Wests quality of your blog. What’s your background?
Tokyo born, Australian bred.
What’s your current state of (fashion) mind?
Anything girly, sheer and a bit perverted.
Something about you that you wish people will know
Vodka > tequila, Nike > Adidas, Prada > Chanel, 2pac > any other rapper in the world, ever.
Describe your style at the moment.
Tight maxi skirts and backpacks always work for me.
What do you carry around with you on a daily basis?
Carmex. Love the way it smells.
What era in history/ or fictional future would you like to live in and why?
Meiji era Japan maybe. It must have been exciting, all that dramatic social change.
Designers who are underappreciated
Paul Harnden.
Overrated?
Lots! But it doesn’t bother me too much. In a way the boring vulgar designers help me understand which ones are actually doing something important and why.
If you can change your sex for one day, how would you dress like?
Oh, I would go hot gay boy hunting in Raf Simons for sure.
Best sentence from all of your reading materials of choice?
"Why don’t you kids dance, he decided to say. And then he said it. “Why don’t you dance?”
Raymond Carver
Musics you last listen to that you love
A Waltz for a Night, Julie Delpy’s song in Before Sunset.
Are you in love?
I’m working on it.
Your style icons/ influences
Miuccia Prada, Michiko Kitamura, Lynne Ramsay
Most treasured:
            Accessory? My two pairs of MM tabi boots (!!!!!!)
            Item? Of clothing all my old t-shirts
            Person?
            Belief? Life is empty but with such fullness!
How do you relax?
I try to get as close to the sun as I can.
Japanese brands that you would like to introduce to the rest of world?
Some that I haven’t mentioned before are Spoken Words Project, YAB-YUM, Sacai, and Suzuki Takayuki. I’ll try to keep writing about Japanese labels on the blog.
Describe your favorite print/graphic!
My CdG skirt uses this digital print of flowers and jewels that looks like a kaleidoscope pattern (I’m wearing it in the photo).
Tell us one thing you would like to change about yourself!
I could use some extra height.
If history could be rewritten, what would you edit?
The part that killed off the dinosaurs.
Most surreal moment?
I walked to the end of a rainbow once!
Biggest turn-off?
Smokers.
If LVMH approaches you to start a label of your own, describe the aesthetic/inspirations of your debut collection!
Ramen noodles. I would do the east-west thing like you said and send lots of short fat smiling redheaded girls down the runway in frilly yellow Elizabethan-style ramen print dresses with neck ruffs and hair in fluffy braids and buns.
Or not.
A partner in crime, fictional or real, for:
            Stay up all night? The "Down by Law" trio. We’ll drink and play cluedo and             exchange weird anecdotes.
            Riding on the back of a camel with in Sahara? Nina and Felix
            Keeping you warm in bed? Josh Beech! I love that he kinda looks like Buzz             Lightyear.
            Shop with? Rabo Karabekian, he’s one of my favorite fictional heroes of all time             and also happens to be filthy rich
Addictions?
Tortillas.
The person you most look up to and why?
My mama, she’s the best.
Mediocrity is__________
an imaginary boat?
You will give up fashion just to have___________
I could give up clothes for some things but never fashion, I relate fashion to everything. If I lost that my life would feel so colorless!
The last time you were deeply touched was
a few nights ago, reading Frog and Toad are Friends.
What are you wearing for spring 2010?
I’m in the mood for some Charles Anastase and dresses with top hats.
The best meal you’d ever had
It was midsummer, we’d just gone for a long swim and I was sitting in the back of a car with my sandy legs stretched out the window, eating a ham sandwich. It was the greatest feeling.
Boy and girl crush of all time
I don’t know, I love everyone and don’t really like anyone
The one thing that you can’t live without
Sunlight
Karaoke song of your life
Britney Spears TOXIC
Sexy to you is….
Jiro Shirasu chilling in jeans.
Movies that never fail to inspire
Ratcatcher, Bagdad Café, L’Annulaire, Stranger than Paradise, Kes, Ranpo Noir, Pulp Fiction, Lock Stock and Two Smoking Barrels and so many more
What are you afraid of?
Winter and the compulsive urge to hibernate
The best gift you’d ever received
A handmade book of collages, the sweetest thing you ever saw
Do you believe in art as a social force of change?
No. Art can inspire people to think differently but change requires practical action. That part is never pretty, it’s tough work and it takes time and the people who are brave enough to do it aren’t usually doing it for the sake of beauty, they’re just doing what they feel needs to be done.
But I don’t think art is useless either, why would anyone bother if it were?
Last vacation and what did you do?
My life = permanent vacation
Good hair or smelling good?
Good hair smells good anyway
Miso pork ramen or lobster roll?
I could go for both right now
Any parting words/wisdom to share with us?
Avoid Twilight at all costs!!!
» "Bloggalogue No.6: Yui from Slowboat to Mediocrity", em I Like My Style (via Wayback Machine)
» A Slowboat to Mediocrity

Beleza com B maiúsculo

Li em um blog uma análise muito boa sobre as fotos da Corrine Day. O autor fala como as fotos dela são intimistas e realistas, de forma elegante, nos fazendo ver a sinceridade de ser humano em face das imagens de pessoas que parecem não ser humanas. Quer dizer, se pensarmos em uma modelo ou em uma Kardashian é possível que não a vemos como humanas e isso é ruim para elas e para nós. Primeiro porque não as tratamos como alguém que mereça a dignidade dos humanos, exatamente porque as vemos como personagens, seres idealizados e distantes da realidade de nossas falhas, não precisam do mínimo de misericórdia. Os deuses de antigamente, seres absolutamente perfeitos, superiores e sem nenhuma de nossas mazelas humanas, parecem ter dado lugar às celebridades.

Se deparar com fotos de pessoas, humanas, reais, sempre me deixa confortável e me faz ir além. Porque é fácil imaginar uma realidade fantástica para fotos que retratam a beleza e sensualidade. Mas quando vejo imagens de pessoas vulneráveis eu preciso me esforçar um mínimo pra observar a beleza  ou a sinceridade ou a mensagem ou o além no olhar, longe do padrão de perfeição.
É chocante para os que almejam essa perfeição como objetivo único na vida, eu acho. Mas para mim que tento me reconhecer e me posicionar com identidade nessa comunidade, é fundamental para não enlouquecermos no percurso.
"como adolescente magricelo e acanhado, olhando ao redor e sentindo a pressão de uma sociedade que parecia valorizar apenas a beleza musculosa, foi libertador ver as fotos de Corinne Day, que para mim queriam apenas dizer que estava tudo bem, eu podia ser magricelo... fora do padrão. Eu não precisava de bíceps avantajados para sentir-me bem no meu próprio corpo."
Aqui lembrei que hoje essa corrida para fora dos padrões, a aceitação a qualquer custo, a ideia de ver beleza no natural... Pode ter se perdido no meio de representações ainda bonitas de partes do corpo menos apreciadas e mais ligadas a nossa essência. Desenhos bonitinhos e fofinhos para seios, axilas e vaginas me incomodam muito porque não são delicadinhas e fofinhas. São o que são. E cada um tem o seu a seu modo. Sem falar da beleza que deram pra depressão. Acho que umas das imagens mais bonitas e que me fizeram ter paz com meus seios foram as de uma série de peitos diferentes e sem retoques, e entre eles estavam uns iguais aos meus. Eu não acho meus seios necessariamente lindos e os amo incondicionalmente, mas estou em paz, são meus. Antes eu sofria demais sempre que ia me vestir, porque meus peitos não eram como as modelos para as quais as roupas foram feitas.
"cansado estava daquela coisa bem comportada dos poetas da década de 90, tão respeitosos dos mais velhos, tão preocupados com o sublime e a Beleza com aquele gigantesco B. (...) Para o mundo dos limpinhos, parecendo querer fingir que não possuem um ânus entre os glúteos, tratava-se de mera celebração da degradação. Para eles, o "grotesco" era algo a ser evitado a qualquer custo."
Agora que assisto Desperate Housewives consigo ver todo o ideal de família feliz, mulher bonita e filhos saudáveis com uma lente que mostra uma imensa decadência. Quando vejo os objetos caros da Zara Home, e como eles se parecem com as coisas que tinham na casa das mulheres do seriado, fico pensando como aquele ideal de beleza se torna muito podre quando percebo que foi feito pra esconder uma sujeira doentia. Como o ideal de beleza americano e europeu não é suficiente pra esconder que, mesmo sendo abastados e bonitos, não podem afastar a índole maléfica do ser humano.

O mais interessante é que até agora não vi nenhuma dessas fotos da Corrine Day, mas essa análise me fez desenvolver um olhar crítico sobre a beleza. Essa semana comprei o livro da Christiane F, um que tem fotos, e fiquei me questionando porque gosto tanto da história de uma menina tão sofrida. Cheguei a conclusão de que o ser humano é sim bonito, a Chris é uma pessoa linda e forte, apesar de sua força e beleza não fazer parte da Moldura. Imagine como fiquei indignada com aquele comercial floridinho e luxuoso da Gucci. E como a história dela não vem coberta de um manto de flores, um ser humano normal e cheio de mazelas consegue se conectar.

Os editoriais poderiam ser mais reais. 
"aquela saúde de quem queria a beleza, mas sem mascarar o que havia de grotesco, daqueles que queriam SIM subir aos céus, mas não estavam dispostos a esconder suas secreções corporais, ou fingir que elas não existiam."
link: Corinne Day (1965 - 2010), por Ricardo Domeneck

13 maio 2018

A burguesia fede, mas tem dinheiro pra comprar Gucci.

Essa semana, andando no shopping, eu vi uma mulher jovem loira, vestida despretensiosamente, com um bebê no colo e uma bolsa da Gucci no ombro. Na frente dela, uma senhora vestida com fardinha de babá e carregando o carrinho. Fiquei imaginando... que mundo maluco esse em que uma pessoa que cuida do seu próprio filho vale menos que uma bolsa.

Ultimamente tenho questionado muito a importância das roupas e como o fascínio por elas pode ser fútil e confortante ao mesmo tempo. Mas, ainda leio muito sobre e por mais que eu esteja quistionando meu próprio fanatismo, acho válido escrever sobre coleções que de alguma forma tiram a moda desse estigma de luxo e usam-na pra fomentar uma discussão.

07 abril 2018

O estilo de Uptown Girls

Uptown Girls é mágico. Molly Gunn é uma moça rica e famosa de Nova York, sem ser burra ou desalmada como o estereótipo prevê. Seu espírito é alegre e seu sorriso é contagiante... Gosto de pensar que Britany Murphy estava sendo ela mesma. Não acho que ela tenha jeito de criança como a história nos leva a pensar, penso que ela passou por perdas terríveis e que ela só quer ser uma pessoa positiva e ser feliz. A mesma ideia pode ser aplicada a Ray, que precisa ser forte no cenário de abandono e perda que vive. Uau! que bom que se encontram!
Um amigo disse que tem uma teoria: não existe a fase adulta, os "adultos" estão sempre querendo realizar seus sonhos de criança e principalmente hoje sofrem demais com as adversidades do mundo. Essa teoria dele fez sentido pra mim, porque quando fiz vinte anos senti que meu jeito sonhador de adolescente não era muito aceito pelas pessoas, e eu perdia algumas oportunidades no trabalho, além de ser muito frágil e despreparada para situações em que eu deveria lidar sozinha. Decidi ser totalmente rígida, o minimalismo me ajudou a me afastar de objetos e roupas muito infantis. Foi péssimo, porque perdi minha essência, minha identidade não pode ser deixada de lado e o modo de vestir e os objetos me lembram de quem sou. Uptown Girls me fez pensar nisso, nesse balanço e como as roupas, nosso quarto, nossos gostos representam nossa forma de viver.

As roupas da Molly são muito femininas, ela não usa calça e em geral veste rosa. As saias são curtas, e cheias de camadas, combinadas com blusinhas de alça, que antes eu usava muito, e amo! Os vestidos também são do mesmo comprimento, de alcinha ou manga curta, super leves e coloridos. As minhas sandálias preferidas definitivamente são essas de saltinho e com uma tirinha fina que ela usa muito, junto com as bolsas de mini alça. Eu sei, é muito mocinha, mas eu acho tão elegante e minimalista! Molly é uma garota do verão, então eu me identifico muito.
 Aqui ela usou um lenço em volta da saia, que tem esse corte assimétrico, com essa blusa de amarrar. E as cores nem são semelhantes, mas estão lindíssimas juntas! E ela ainda foi pro parque de sandalhinha! que fofa. 

Esse vestido é mágico. Ele realmente só poderia ser vestido com esses sapatos! Ela parece uma fada. E nada mais lindo do que esse prendedor de cabelo brilhante. 

A maquiagem dela é super simples, com batom sempre rosa, como sombra clara e cintilante e olhos bem marcados. Ou, ela usa sombra azul na parte de baixo dos olhos. E o cabelo dela tá sempre partidinho e arrumado, sim ela é uma fada.

Acredito que o quarto da Molly foi uma pauta grande durante a produção do filme. Ele possui tantos detalhes que revelam a história dela, sobre seu espírito de quem não é como todo mundo... É muito bagunçado, mas eu acho que é como uma extensão dela, o quarto também é vivo junto com ela. 

Do outro lado tem a Ray, que mesmo sendo toda brava e séria também é super feminina. Ser feminina é força. Nessas fotos as cores são mais neutras, mas no resto do filme ela usa roupas de menininha e bem infantis. Acho legal que ela usa bastante acessórios, como a bolsa, colar, tiara, óculos e relógio. Que relógio fofo. 
Esse reloginho!

O quarto dela parece da Barbie, mas tipo uma Barbie cientista e culta, e não uma Barbie compradora. 
Esse banheiro poderia ser um cenário de Castelo Rá-Tim-Bum. Essa combinação de cores é muito bonita e juro parece que é pra brincar.

Jamais imaginei que roxo, amarelo e rosa ficassem tão lindo juntos. Me pergunto onde estão os decoradores sensatos que não fazem um quarto bonito assim. 

Pra completar, tem o estilo da amiga dela. Ela faz o papel da amiga madura, perfeita e educada. Mas ela é bem maluca na minha opinião. Tirando o fato de ela ter saído dos anos 50, tudo o que ela veste reflete esse espírito de tudo-no-lugar para o sucesso.

Achei que nunca ia conseguir terminar esse post. Gosto muito quando me conecto com a história de um filme e consequentemente me identifico com o estilo dele, tudo parece fazer mais sentido. Tenho certeza que Uptown Girls me influenciou na hora de trocar a calça pela saia para ir ao trabalho, e o sapato pesado por uma sandália delicada (agora fico direto vendo como meu pé é bonito!).