domingo, 6 de agosto de 2017

Keeping up with the fofura das west

     Eu sabia que no primeiro momento que as coisas ficassem mais complicadas eu postaria menos aqui. Primeiro o trabalho continua a mesma desgraça de sempre e quase todo dia eu pondero entre dizer pra minha chefe que tá muito difícil e continuar trabalhando sem reclamar. Além disso eu estou tentando ser mais responsável, agora que tenho 22 principalmente, então to sendo mais atenta em resolver problemas sérios como conseguir o FIES, que é bem desgastante. Dedos cruzados. Nem sei o que vou fazer quando parar de gastar meu salário inteiro com a faculdade. Vou fazer o máximo pra não gostar tudo. To ouvindo Can't tell me nothing do Kanye em que ele diz que teve um sonho que podia comprar seu passe pro céu e quando acordou gastou tudo em um colar. 
     As aulas começaram e junto delas eu tenho ficado OBCECADA com Keeping Up With The Kardashians como jamais a Brunna-que-criticava-famosos imaginou que ficaria. Comecei a ver porque queria saber como era o Kanye com a família, mas acabei me apaixonando pela Kim que é desesperadamente bonita e pela Kourtney que é uma mulher muito linda e maravilhosa de doce. Além das super tretas dessa família impossível de ignorar, porque todo mundo gosta de umas fofocas de família principalmente se for rica sobretudo se for famosa. Até o Arthur está ficando mais simpatizante com a história de tanto que eu falo. Consequentemente, eu tinha que dar uma rápida estudada nesse fim de semana pra que não seja um semestre desastroso, mas eu não consegui, é claro, fiquei vendo KUWTK na Tv, no Pc, no celular e onde mais eu conseguir. 
     Sem contar que ver a North é a coisa MAIS fofa do universo!!! Eu to procurando em algum ep que o Kanye fique com a North porque deve ser muito lindo. Bem, ontem eu quase morri com essa cena e ainda to sem aguentar. ♥

terça-feira, 25 de julho de 2017

Eu amo você, do Tim Maia, me deixou apaixonada

     Sempre que eu ouço música brasileira me sinto mal por ouvi-la tão pouco e dedicar tanto tempo dançando ao som de estrangeiros.
     Não sei se é porque compreendo as palavras, ou se há algo realmente mágico na mistura da voz com os instrumentos nas músicas brasileiras. É como se eu de fato sentisse tudo o que se passa naquele coração pulsante que sofre daquelas sensações, é tudo à flor da pele e eu não consigo explicar, é muito arrepiante. Eu compreendo muito mais do que a letra, a melodia, os instrumentos, as pausas, a poesia, tudo diz, tudo fala e é que nem quando a gente vê uma cena e a alma se funde com a imagem pra poder sentir. Ouvindo música brasileira a minha alma é envolvida e eu entendo tudo, sinto tudo, meu coração bate tão rápido e eu quase posso sentir meu sangue correndo na velocidade da canção, dizendo essas palavras. Não sei explicar.
     Sempre me impressiono, é sempre a primeira vez. Por que temos tantos sentimentos? Ser brasileiro é um dom. Uma dádiva. Uma viagem. Uma galáxia.

     Tive dez minutos de descanso no trabalho e fui ouvir as músicas novas que coloquei no celular. Eu amo você, cantada pelo Tim Maia e aquele coral maravilhoso, é inexplicável, eu posso ignorar completamente a letra porque eu sinto tudo na voz deles, nos instrumentos. Se eu não falasse português eu tenho certeza que sentiria a mesma coisa, pois está além. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Wolf Haley

     Esse é um dos alter egos do Tyler, The Creator (que tbm é um alter ego). Ele ter um alter ego explica em partes porque ele é tão agressivo e delicado ao mesmo tempo. Ele é tímido e ousado ao mesmo tempo. MAS isso não explica muito essa dualidade dele, porque eu acho que ele, naturalmente e despretensiosamente, confronta a imagem de rapper que temos. 
     Essa imagem é composta de um "always rude Kanye", de um Jay-Z imponente e intocável, e de todos os componentes que a mídia reproduz de um homem negro e claramente incomodado com a forma que tem sido representado. Uma das melhores coisas, pra mim, nessa nova galera que canta rap é que eles permitem ser quem são, que nem o Frank Ocean ou o Chance, The Rapper, mesmo que essa imagem tenha um pouco de delicadeza. O que aparentemente não existe no mundo de quem canta sobre a realidade com tanta indignação.
     Quando eu ouço o Kanye e me concentro na voz dele eu me conecto com ele e ouvindo aquelas incríveis montagens (é assim que chama?) que ele faz é como se ele estivesse dizendo: that`s who I am! Quando eu vejo o Tyler fotografado pela Petra nas mesmas poses que as meninas, calçando um tênis com flor rosa, coberto de borboletas em um cenário do Wes Anderson, ou se combinando com as cores "de menina" é como se ele dissesse: that`s who I am! E isso não tira a verdade do meu discurso nem mesmo minha indignação.
     O que quero dizer é que como mulher normalmente eu busco elementos masculinos para darem crédito ao que eu digo ou não distorcerem meu discurso baseado na minha feminilidade. No entanto o Tyler vive em elementos femininos e não é menos rapper nem por um segundo. 
 por Delfin Finley, via booooooom.
 por Petra Collins, via ela mesma.
No clipe de "Perfect", dirigido por ele mesmo (!!!)

Esse blog tá virando uma casinha para minhas crises

     bem, tentei me desligar um pouco da internet porque senti que ia ser sugada, depois percebi que não dá pra eu me negar algo que gosto, mas ai agora to começando a ficar saturada. Sempre que vejo algo bonito quero fazer algo bonito também, de qualquer forma, seja desenho, colagem, zines (esses principalmente).... mas nada sai da minha mente e quando tento fazer fico achando muito horroroso e desisto logo.
     Também quero melhorar em vários aspectos fisicamente, queria me movimentar mais e não ficar com o corpo tão enfadado. Vou fazer isso assim que eu terminar esse texto. Mas também fico esperando algo surgir na minha frente em janela pop-up pra me fazer respirar fundo e dizer: uaaaauu que coisa bacana. 
     Também fico pensando em textos possíveis para zines, todo tempo, sobre tudo, fico tentando ter alguma ideia e minha cabeça chega a doer com essa "cobrança" porque tá muito difícil simplesmente relaxar. Eu queria MUITO criar alguma coisa. Deve ser porque eu consumo demais na internet, e confesso que muita coisa boa já que tenho evitado conteúdos ruins na minha opinião. Nossa como eu queria saber desenhar, fazer colagens, tocar um instrumento, criar alguma coisa... Isso me faz delirar. Obviamente é uma pressão desnecessária. 
     Hoje tava pensando que como estudante de direito eu poderia criar algo nesse sentido, mas de reprente a coisa fica tão chata. Imagina só, se eu conseguisse relacionar algo que gosto tipo moda com o direito. Isso é claramente impossível porque justiça é algo muito importante. Quem sabe eu não consigo fazer conexões possíveis. Quem sabe também se eu lesse histórias interessantíssimas e as contasse do meu jeito, que nem quando eu mandava email pra Victória??
     Aí é que tá!! Quando eu mando email pra Victória eu estou me sentindo bem e a vontade pra dizer coisas que eu acho interessante e do jeito que eu acho que fica interessante, diferente de quando eu quero criar algo e fico me pressionando pra isso e no fundo eu só queria ser tão no mínimo bacaninha como essas pessoas bacaníssimas que eu vejo na internet. Ai que desabafo to até mais leve. Adoraria mesmo que ninguém acessasse esse blog, eu sinto que no fundo quero escrever pra alguém. Já pensei até em endereçar esses textos ao meu futuro, mas sei que nem ele vai querer ler tudo isso outra vez. 
     Acho interessante que meu cérebro pipoca de ideias bacanas que vão de fato ME agradar ou mesmo que não agrade nada o foco não é esse, mas meu corpo ou outro alguém dentro de mim me impede de concluir. É terrível!!!

terça-feira, 18 de julho de 2017

The ordinary turns extraordinary in “Boyhood"

     Desde que assisti nunca consegui explicar a emoção que senti vendo Boyhood, o máximo que conseguia dizer é que era como ver uma foto panorâmica da vida. Mas lendo os comentários sobre ele em um post do New York Times, eu, finalmente!, tenho algo melhor pra dizer sobre esse filme inexplicável. link.

As one year slips into the next, Mason grows up before your eyes, a progression that at times seems scarcely noticeable but at other times can knock you flat, recalling those moments when you look in the mirror and wonder, Where did the time go?

This movie pulls you into caring about people and feeling what it’s like for time to pass, for life to change, for relationships change.

I realized that I was telling the life and times of a generation.

We all go through the world trapped in our story, our own point of view. But a film can really enforce those other points of view – that’s storytelling power.