15 janeiro 2018

The best of: the best of.

Listas de músicas, filmes e livros são como os "the best of" de cada pessoa. Procuro bastante pelos "the best of" das pessoas que admiro, que por acaso se encontram em uma lista de "pessoas: the best of".

Um livro com páginas marcadas que a Tavi vendeu, me fez pensar como essas listas podem ser melhores e incrementadas e de certa forma um excelente recurso de pesquisa. Melhor, uma lista com o melhor que se pode achar naquilo que você já gosta muito.


Marked Up Research Books. Tavi's Tag Sale.

22 dezembro 2017

O projeto fotgráfico de Abbie em Mulheres do Século XX

Esse filme e seus personagens se tornaram tão importantes pra mim que eu acho difícil escrever sobre eles. Abbie é meu tipo ideal de heroína. Eu queria que Abbie, ou a Janis Ian, fosse meu animal interior.

Ela é fotógrafa e cria projetos de arte constantemente. Meu favorito, o projeto em que ela vai "tirar uma foto de tudo que é meu, então seria um autorretrato. De mim mesma, pelas coisas que eu tenho."

Decidi tentar fazer isso, mas é difícil quando não se é muito profissional.


Outro projeto fotográfico interessante eu vi no instagram de um brechó. O dono da loja colocava as fotos das roupas junto de fotos que tivessem a mesma estética da roupa, e a roupa ganhava uma conotação mais artística. A roupa ganhava um significado além de uma roupinha.
Quis fazer isso com minhas roupas. Acho que não seria tão difícil encontrar fotos de inspiração, porque as roupas que eu tenho já foram escolhidas segundo meu padrão estético e sobre a ótica das imagens que eu gosto. Tomara que eu saiba aproveitar minhas férias e fazer algo.

21 dezembro 2017

Casa da Barbie

Com sete anos eu fiquei impressionada e fissurada com uma casa da Barbie em que todos os móveis eram montáveis. Fico tentando encontrá-la de novo na internet, mas parece impossível porque nenhuma das imagens tem a área da piscina, ou a parte de baixo do sofá que eu achava impressionante. Aquela casa era única.
Minha brincadeira favorita era fazer a casa da boneca, com várias coisas que a gente encontrasse. Uma vasilha virava uma banheira e uma bacia era uma piscina. Milhares de retalhos eram tapetes e a cama era feita de livros cobertos com tecidos. Acho que sempre tive essa fascinação por casas, porque a brincadeira era só fazer a casa, a gente nunca colocava as bonecas pra morar nelas. Se tivéssemos câmeras com facilidade a gente até tirava umas fotos.

Só depois de assistir filmes da era de ouro eu comecei a ver a casa da Barbie como o sonho ideal da mulher rica naquele período até os anos 90 e começo dos 2000, que era quando eu brincava. Falando assim parece que é errado, parece que é um pouco machista. Mas eu acho que é um sonho válido, porque uma mulher independente e poderosa, que é dona do seu próprio destino é capaz de fazer uma casa como bem entender e da cor que quiser. Inclusive, sonho tanto com uma casa e quando vejo mulheres de hoje em dia decorando suas casas com sua alma transcrita em objetos e cores, eu desejo ainda mais um espaço de liberdade e proteção que eu posso chamar de lar.

Mas voltando à era de ouro, nos anos 60, podemos ligar essa fixação com a casa com a ideia da dona de casa que não vai pra canto nenhum além de festas da sociedade, eventos beneficentes e dias de compras. Porém... essas mansões da Barbie, dessas mulheres famosas e loiras da década de 60 mostram um luxo decadente. Todo mundo sabe que esse luxo e feminilidade esconde muito sofrimento. Tirei essa ideia do filme da Joan Crawford, Mamãezinha Querida, ou do Crepúsculo dos Deuses.







A mansão da Jayne Mansfield, uma concorrente da Marilyn, chama muita atenção por parecer um cenário de filme de uma história maluca. Tem cupidos, corações em todo lugar, ursos de pelúcia (com uma cara muito engraçada), seda, ouro, peles e rosa, muito rosa. Dá pra imaginar ela construindo a casa, pedindo pra colocar pelúcia no banheiro e ouvindo "não dá" e dizendo que não se importa, que ela vai ter. É o que você vê quando pensa em dream house.



Dá até pra imaginar as fotos que ela postaria no instagram.

20 dezembro 2017

Matt Jones

Sempre que eu tiro uma foto eu tento fazer uma edição, pra melhorar alguma coisa na luz ou na cor. Mas, claramente, eu não sei fazer isso porque sempre fica parecendo aquelas fotos com efeito fake que não fariam tanto sentido reveladas porque já dá pra ver que ela passou pelo computador e que não veio das mágicas analógicas.

As fotos do Matt Jones parecem ter sido editadas, mas é tão profissional que nem percebemos, é como se fosse pintado, como se o momento fosse composto. Ele também tira fotos de paisagens, mas eu acho que as cores nesse caso são de Deus, porque são naturais e não manipuladas. Mesmo assim, ele consegue relacionar o objeto ao natural.





E como fantástico fotógrafo de editoriais, ele tem um jeito especial de mostrar as roupas. Que forma sensacional de mostrar a fluidez de vestido com tecidos esvoaçantes do que mulheres correndo atrás de um pneu ou fazendo estrelinha no quintal.

E a melhor de todas!

Strange magic

As fotos de moda de hoje em dia têm me incomodado um pouco: desde que mulheres jovens como a Petra começaram a fotografar uma mágica estranha e especial para editoriais de moda, principalmente na conexão das mulheres com o universo ao redor onde elementos banais, como celulares e comida, escondiam e evidenciavam um estado de espírito. Os editoriais deixaram um pouco a mulher descolada e estilosa de lado pra mostrar uma relação mais natural com a roupa, como se ela estivesse ali pra complementar aquele contato.
Mas outras pessoas não conseguiram isso com tanto sucesso, parece que mãos em posições místicas e caras de tédio não são suficientes pra captar essa mágica, porque isso é dom do artista e não do mercado. A dona do brechó retroagir tenta colocar as roupas que vende como um elemento que compõe o espírito de resgate e introspecção que ela tenta representar nas fotos, mas tudo fica extremamente falso! Não consigo sentir emoção quando vejo a foto e por mais que ela faça uma cara de boredom isso não é suficiente pra nos emocionar com a roupa. A roupa é só roupa.

Acabei de conhecer o trabalho da Camilla Akrans, uma fotógrafa suíça mundialmente conhecida e já veterana no mundo da moda, que faz dos editoriais e comerciais verdadeiras obras de arte. Há tanta emoção nas fotos dela, são milhões de histórias que ela conta por meio da imagem e uma mágica que conecta a modelo ao universo. A roupa se torna um elemento da história que só podemos desejar se conseguirmos essa conexão. É fácil se conectar.





"I like Camilla Akrans' photography and the stories they tell. (...) She excels at playing aroung with shapes and capturing the true texture of clothing. But I find her closeup shots of faces intriguing because they have this soft and retro/morbid quality." Yui.

As fotos dela estão no site da LundLund e como a Yui falou, é excelente pra passar um tempo quando não se tem nada pra fazer.

Círculos

Quando olho pra uma propaganda de roupas de verão eu tenho a esperança de que haja algo especial escondido naquela imagem, as entrelinhas que o ser humano esconde suas respostas.
Emma Dajska é uma contribuidora da Rookie que faz colagens. Ela escreveu um texto que me incentivou a escrever um diário. A obra dela parece ser a procura do segredo das entrelinhas. Achei interessante a ideia de recortar pedaços de cores de revistas para formar mapas de algum segredo. Considerando que esses círculos disformes podem ter vindo de qualquer imagem maior, como uma propaganda de roupa de verão, o papel mais ordinário.


Outra coisa interessante, é que um elemento que ela usa bastante é o mapa, de qualquer tipo. Mas quando vejo as pessoas que ela coloca próximas aos mapas elas parecem completamente perdidas, como se elas não tivessem descoberto ainda como seguí-lo.

Acho que se eu parar pra raciocinar consigo formar uma opinião interessante sobre o que vejo. Isso é um pouco transformador! As imagens não são apenas pixels dispersos, elas têm significados como obras de arte de que são.

+ Emma Dajska

17 novembro 2017

Mas porque minha obsessão não conhece limites

Esse fim de semana eu passei boas horas do meu tempo "livre" olhando instagram da Tavi, até a primeira foto. Queria criar uma pasta no pinterest que me desse uma larga visão de todo o estilo dela, seja por meio das roupas, do seu lar ou dos livros que lê. Me senti um pouco pirada, porque que tipo de pessoa prestaria tanto tempo a alguém assim?
Bem... Pelas palavras da própria Tavi, só um fã é capaz de ultrapassar os limites. E saber que a conexão que há entre nós reside no fato de termos a mesma obsessão-de-fã, me fez gostar dela ainda mais.

"But because my obsession knows no bounds, I also interviewed Geremy and the cast."
Tavi Gevinson, sobre o filme Patti Cake$, na Rookie.

03 novembro 2017

Kristen Owen

Quem é essa mulher que parece uma bruxa que escapou da inquisição e transcende como uma feiticeira do futuro?

01 novembro 2017

O minimalismo japonês

O que eu mais gosto no minimalismo japonês que está nessas fotos, é a simplicidade.
Quando eu era criança minha casa era bem minimalista. O dinheiro era pro que era necessário, como a alimentação, que era simples e maravilhosa. Não lembro de ver minha vó comprando pratos, talheres ou copos novos, mas sempre tinha o suficiente pra todo mundo. A gente não tinha "bowl", nem "fuê", mas minha mãe e minha vó faziam um omelete sensacional num pirex usando um garfo. Os pratos não eram das mesmas cores, não eram de um mesmo conjunto, nem os talheres combinavam, mas isso não era uma questão porque eles cumpriam a função. E quando alguém de fora ia comer com a gente tinha mais pra quem chegasse. Essa lógica se aplicava a quase todos os cômodos da casa: tínhamos tudo o que precisávamos.
Quando penso nisso, o minimalismo ocidental se torna controverso porque ele consiste em ter: ter o necessário, ter pouco, ter com qualidade, ter para sempre. Sem contar na beleza dos objetos, em como os objetos de madeira e bronze parecem sempre estar posando pra fotos ao lado das plantinhas.

O minimalismo japonês me lembrou um pouco da casa dos meus avós, em que por sermos muitos e o dinheiro pouco, não havia nem o que se questionar acerca de prioridades. O minimalismo já existia e era natural.


Mas, o que essas fotos acrescentam à experiência que eu tive na infância, além da simplicidade, é a limpeza. Como as esponjas ficam penduradas, sem aqueles recipientes bonitinhos porém nojentos; a saboneteira que não acumula água; As escovas que ficam olhando pra cima sem acumular aquela sujeira na ponta e a praticidade pra pegá-las; a pouca quantidade de objetos nas gavetas, nos armários, nas mesas... Eu quase sinto o cheiro dessas casas.

Agora descrevendo os detalhes do que mais gosto pareceu um pouco bizarro, mas uau... que paz interior de não ficar se atrapalhando com simples objetos!
Fotos: Reuters e Perfeito.

31 outubro 2017

Eu to muito desapontada comigo!

Terminei a prova mais cedo e fiquei com tempo livre até a próxima aula.
Pensei: Vai ser ótimo ir na biblioteca, pagar meu débito do livro atrasado e pesquisar outros pra pegar emprestado.
Mas no caminho eu quis ouvir música e o sinal estava melhor na praça de alimentação com aquele cheio maravilhoso de pao. Pão sendo feito, pão tostando, pão com queijo... Acabei usando minhas moedinhas, que economizei pegando carona, em um salgado!
Na hora que mordi ele nem pareceu tão bom assim. Depois ficou bem gostoso, mas agora to muito decepcionada comigo por não ter usado o auto controle.
Que decepção.

A Clarice nos uniu, para sempre.

"...enquanto o Sol clareava a minha janela sutilmente, começaram a aparecer muitas mulheres pela minha mente. como se eu estivesse dedicando aquele momento para toda mulher que busca um lugar só seu, um ar sem nenhuma modificação de um outro alguém, uma pausa no movimento frenético em que somos obrigados a viver nos dias de hoje.

um pontinho de luz da janela me abriu espaço suficiente pra eu sentir que só eu estava viva naquele momento. eu era uma bruxa acordada no meio da madrugada, nem noite, nem dia. eu fui uma testemunha desta experiência que é só minha e de todas as mulheres.

voltei pra cama, cúmplice de mim. senti que tinha energia para correr uma maratona, mas me dei mais duas horas para assentar essa experiência em meu corpo. um tempo depois escutei as pessoas da casa acordando e fiquei feliz em saber que fui eu quem descortinou a luz do dia para a nossa casa."
Pássaros dos sonhos, de Mayara.

A prosa poética da Mayara me levou de volta pra um lugar dentro de mim que com quinze anos lia Clarice com muita naturalidade e voracidade, entendendo tudo o que estava escrito como se tivesse sido escrito por mim mesma. Esse texto poderia muito ser da Clarice.
O que eu to sentindo não é saudade de um momento que eu vivi, ou de alguém que eu fui, mas sinto uma trave na garganta que quer dizer "voltei". Navegando... navegando... navegando...
Como respirar, voltar por barco, se me sufoco no mar no qual eu mesma me joguei? Como voltar  pra superfície? Como?

Is this real life?

Depois do que a Nátaly Neri  falou que antes se concentrava bastante e conseguia ler um livro em dias, mas que hoje com a internet ela tem que se esforçar pra se concentrar, eu fiquei preocupada. 

Será que é por isso que eu não consigo estudar? É por causa da internet que meu cérebro parece que vai explodir quando eu paro pra ler algo? A internet acabou com minha capacidade de focar em algo e ler sem se entediar por mais de 3 minutos? Isso é muito assustador pra mim. 
Uma certeza que tenho é que essa tecnologia já traz tudo pronto pra gente, a facilidade desse mundo é tanta que nem precisamos escrever o que queremos dizer, o teclado escreve por nós e eu tenho convicção disso porque conheço pessoas que esqueceram regras gramaticais porque o celular já escreve e ela não precisa nem pensar. *Por isso espero que esse exercício de escrever em um blog me ajuda de alguma forma*

Procurei algum texto feito por cientistas, porque já li todo o blá-blá-blá da internet sobre isso. Achei essa entrevista na BBC com um pesquisador que é ótima.

Ele fala que fez pesquisas e percebeu que a capacidade de concentração é de três a cinco minutos. E isso é verdade! Se um vídeo não me pega nos primeiros segundos eu passo e passo e passo... e a disponibilidade de conteúdo é infinita! Ele fala também que fazemos várias coisas ao mesmo tempo, mas que acabamos não fazendo nada, porque nosso cérebro não fica em canto nenhum quando há várias abas abertas. Parece balela, mas eu garanto que não consigo olhar uma tela por muito tempo, queria até cronometrar pra ver qual o meu tempo de concentração... Deve ser mínimo. 

Outra coisa interessante é que ele conta que um bom exercício é ficar períodos desconectados, e em alguns momentos dar uma olhada. Por exemplo, fazer uma atividade real por 20 a 30 minutos e olhar o celular por 1 a 2 minutos, porque se tirarmos o direito de usar a tecnologia totalmente ficamos muito ansiosos e estressados. Porque, como ele fala, não é exatamente um vício porque quando mexemos não sentimos prazer, mas apenas um alívio para a ansiedade que desenvolvemos. Isso não é bizarro? 

Vou tentar estudar agora sem nenhuma conexão. Até porque os livros estão disponíveis na biblioteca real além da digital, e eu posso imprimir as notas de aula pra não ter que olha no computador. Meu bullet journal tem me ajudado um pouco nisso, porque escrever tudo no papel parece mais palpável e me dispensa da necessidade de olhar calendário on line. Sem contar que eu entrei no mundo fofinho dos studyblrs e aquelas notas de estudo me deu borboletas na barriga só de olhar! Quanta fofura e quanta inspiração! 

Espero que meu mundo irreal seja só na minha cabeça. 

Ah! ontem aconteceu algo terrível. Eu me desafiei a dormir sem olhar o celular, porque apesar de eu amar dormir vendo televisão, isso está se tornando um problema. Consegui, por alguns minutos até que o Arthur me acordasse com o barulho do jogo no computador... Foi terrível. Acabei olhando o celular. Fui muito fraca, deveria ter lido um livro mas falhei miseravelmente. Prometo que hoje será o grande dia!!! Parece absurdo que algo tão simples seja tão difícil.

23 outubro 2017

Bulletsss eu não as entendo!

De onde surgiu esse monte de ideias para nos organizarmos? Será que nossa geração chegou ao limite sustentável da bagunça, do acúmulo, de desorganização, que precisamos de socorro? Os dias estão aparentemente pequenos, não sabemos administrar o tempo disponível, não compramos o que importa e nem nos relacionamos bem com os objetos.

Há um limite e o meu acho que é esse. Mas as vezes as técnicas de organização da Marie, do minimalismo e das agendinhas mágicas parecem ser um pouco psicóticas e filhas da ansiedade.

Já tinha desistido do Bullet Journal, mas vi a Nataly Nery mostrando o dela e me deu vontade de fazer de novo. Até agora já tenho 4 cadernos e nenhum método deu certo. Ontem comprei o livro Diário em Tópicos porque mesmo já tendo desistido eu tenho esperança em mim.

Achei o livro interessante, mas rapidamente me convenci de que não era pra mim. Todas aquelas cores e listas que você inventa pra você se obrigar a preencher ou para se sentir mal por não preencher...

Fiquei com inveja da Nataly porque as cores da agenda dela eram lindas e a cara dela. Ela tem tanta identidade... Fui comprar canetas coloridas pra fazer uma agenda mais bonitinha e só tinha rosa e roxo. Como estou sob efeito da mágica do cabelo da Baby pensei que poderiam ser as minhas cores. Mas na hora de escrever preferi uma coisa mais Meninas Super Poderosas. No dia seguinte, já tava achando horrível. Nada a ver comigo e nada funcional.

Pesquisei as fotos do modelo inicial do Bullet Journal, feito pelo seu criador oficial. É tão lindo! É a naturalidade em forma de listas. É bem simples e serve super bem porque não tem distrações. Lembro que a única vez que o bujo deu certo pra mim foi quando eu tentei fazer da maneira mais simples possível. Espero que agora dê certo.


Meus objetivos são:
Me organizar pra estudar
Não perder os eventos da faculdade
Ter um controle das minhas finanças pq não tenho o menor controle
Fazer um controle das minhas leituras
Fazer uma lista do que eu quero fazer pra que eu saiba o que é prioridade.
Fazer uma lista dos filmes que vejo

Poucas coisas me deram mais prazer no semestre passado do que usar um caderno até o fim com todas as suas folhas completas.

22 outubro 2017

"O céu é o limite e eu já estou no sobrenatural"

O único momento que eu tenho pra ouvir música na semana é no meu horário de almoço do trabalho. Coloco o fone e fico segurando meu corpo pra não cantar alto e dançar. Ontem eu fui pro show único do Novos Baianos e tive minha grande oportunidade de libertar meu corpo pra fazer o que tivesse vontade. 
A energia de ver alguém que você gosta tocando de perto é inexplicável, a música alta, as palmas, as vozes... A iluminada Baby do Brasil. Os instrumentos celestes que estavam tocando. 
Queria ter fotos pra lembrar pra sempre desse dia, mas acho que não vou esquecer. 
Dancei... Gritei... Não tinha ninguém pra me segurar.

21 outubro 2017

Toda vez que eu ouço Tim Maia...

eu tenho vontade de dizer pra um estrangeiro como eu sou feliz de ser brasileira.

Riding in cars with boys


É um contraponto ao ideal da mágica materna que tanto falam. Quando Bev esperneia no meio da rua que não é essa vida que quer e que não acredita que será o padrão da mãe dona de casa, olhamos pro filho dela de quatro anos que não compreende como a prejudicou, mas sente que é culpa dele. Durante o filme todo Bev é o centro de sua própria vida e são poucos os momentos em que vemos que ela se importa com alguém além dela mesma. São poucas as vezes em que vemos alguém se importar com Bev e com seus sonhos. 
Bev estava sozinha. Ninguém a ajudava. Ela não tinha direito de arrumar um bom emprego, de fazer uma faculdade mesmo sendo muito inteligente, de ser feliz pela vida, ou de pelo menos ser bem tratada pelas pessoas, tudo porque as pessoas pensavam que uma mulher com filho não é capaz de nada disso. O Jason pequeno reclama aos gritos que é a única criança que não tem uma tv. A única que não pode brincar, que tem que cuidar de casa, que tem que lavar pratos, fazer as compras e a comida, sair sozinho, cuidar da própria mãe, viver sem pai... A cara da Bev é de quem tem vontade de dizer que é a única menina com tem um filho, que não tem faculdade, que não tem um pai que a ama, que trabalha só para sobreviver. 


A atuação da Drew é maravilhosa. Mais uma vez ela representa uma mulher muito forte cheia de dilemas. Um ideal de mulher! Tem uma cena muito fofa em que ela está se arrumando pra ir a uma entrevista e o Jason diz que ela está linda, mas ela pede pra ele dizer que ela parece inteligente.
Outra coisa maravilhosa é a Britany!!!!!! Só o fato de vê-la me emociona, ela é incrível.

+ Aqui tem um artigo muito bom, em inglês, sobre o filme.

17 outubro 2017

Franca in flashing lights

Queria ver todos os editoriais da Vogue italiana feitos pela Franca. Que mulher.
Comecei a me interessar pela moda quando vi como a Tavi usava as roupas pra expressar histórias e sentimentos mais profundos, e aí pensei que roupa não era só roupa. Até hoje, nunca tinha ouvido falar na Franca, nem como a moda pode ter uma posição política e tratar de assuntos mais relevantes. Li em algum canto "como a cdg pode fazer comercial sem mostrar roupa nenhuma?". E como a Vogue poderia vender sem mostrar os produtos direito? Elas fazem melhor, elas mostram um jeito de viver, uma ideologia, uma linguagem. Tem um momento que ela conta como era difícil não falar outras línguas, já que italiano só se falava na Itália. Então, quando ela queria dizer algo para o mundo, ela fazia por meio da imagem que é universal. Não é genial?

Os editoriais feitos pela Franca eram além do seu tempo, impressionantes e necessários. Verdadeiras obras de arte, como uma galeria em exposição.
Ficar discutindo que as revistas de moda são limitadas porque servem às marcas não é muita novidade, sempre foi assim e se não fosse a Franca não teria sido tão revolucionária. Como uma adolescente que procura fotos na internet para relacionar com sua vida e seu modo de vestir, com um cuidado de mostrar como as roupas são uma extensão de quem somos, imagino a Franca fazendo tudo aquilo por amor. 

16 outubro 2017

Assinatura

Li no livro sobre minimalismo daquele japinha, que Stevie Jobs, Mark e Einstein aparentemente usavam sempre as mesmas roupas, como se fossem sua marca. A vantagem é que eles gastavam menos tempo escolhendo roupas, apesar da moda ser algo muito interessante. Acho isso bem legal, porque odeio ficar me trocando. Escolher roupa é uma perda de tempo porque sempre acabo me atrasando ou tendo que me arrumar mais cedo por causa das roupas que não fazem tanto sentido juntas e eu tenho que ficar inventando combinação.

O fato de eu usar farda todos os dias já dá uma adiantada no meu estilo assinatura. Apesar da farda ser escolhida pelo meu trabalho, eu sinto que combina com meu estilo e tem minha marca. Realmente não perco tempo escolhendo roupa pela manhã. Seria o fim.

Mas não queria ficar paranoica sobre o estilo assinatura, pesquisando, fazendo listinhas, tabelas de cores e tudo mais... Acho que isso nos limita quando fazemos rigidamente, ou é algo totalmente natural quando vestimos aquilo que gostamos e expressa nosso estilo interior. Por exemplo, estilo é algo que está dentro. É aquilo que gostamos, pensamos, falamos... As roupas da Tavi faziam muito mais sentido porque ela amava todo aquele universo para o qual se arrumava. A Gwen mudou suas roupas radicalmente, mas não importa o que vista, sabemos qual o estilo dela. Sua assinatura. Imagino se tivesse uma tabelinha para criar nossa assinatura: um jeito de assinar o nome que ficasse tudo a ver com quem somos. Parece absurdo, exatamente porque é extremamente natural. Então não importa exatamente qual roupa eu estou vestindo, meu estilo sou eu, que mesmo de farda sou diferente.

15 outubro 2017

A casa de Mary Fisher

"Ela é o diabo" é o típico filme ruim-bom que retratou como ninguém a vida dos sonhos que a casa da Barbie dos anos 90, e a decadência da vida adulta quando há esse choque. Mary Fisher é a maior living-doll que há