17 outubro 2017

Franca in flashing lights

Queria ver todos os editoriais da Vogue italiana feitos pela Franca. Que mulher.
Comecei a me interessar pela moda quando vi como a Tavi usava as roupas pra expressar histórias e sentimentos mais profundos, e aí pensei que roupa não era só roupa. Até hoje, nunca tinha ouvido falar na Franca, nem como a moda pode ter uma posição política e tratar de assuntos mais relevantes. Li em algum canto "como a cdg pode fazer comercial sem mostrar roupa nenhuma?". E como a Vogue poderia vender sem mostrar os produtos direito? Elas fazem melhor, elas mostram um jeito de viver, uma ideologia, uma linguagem. Tem um momento que ela conta como era difícil não falar outras línguas, já que italiano só se falava na Itália. Então, quando ela queria dizer algo para o mundo, ela fazia por meio da imagem que é universal. Não é genial?

Os editoriais feitos pela Franca eram além do seu tempo, impressionantes e necessários. Verdadeiras obras de arte, como uma galeria em exposição.
Ficar discutindo que as revistas de moda são limitadas porque servem às marcas não é muita novidade, sempre foi assim e se não fosse a Franca não teria sido tão revolucionária. Como uma adolescente que procura fotos na internet para relacionar com sua vida e seu modo de vestir, com um cuidado de mostrar como as roupas são uma extensão de quem somos, imagino a Franca fazendo tudo aquilo por amor. 

Jessica Chastain


16 outubro 2017

Assinatura

Li no livro sobre minimalismo daquele japinha, que Stevie Jobs, Mark e Einstein aparentemente usavam sempre as mesmas roupas, como se fossem sua marca. A vantagem é que eles gastavam menos tempo escolhendo roupas, apesar da moda ser algo muito interessante. Acho isso bem legal, porque odeio ficar me trocando. Escolher roupa é uma perda de tempo porque sempre acabo me atrasando ou tendo que me arrumar mais cedo por causa das roupas que não fazem tanto sentido juntas e eu tenho que ficar inventando combinação.

O fato de eu usar farda todos os dias já dá uma adiantada no meu estilo assinatura. Apesar da farda ser escolhida pelo meu trabalho, eu sinto que combina com meu estilo e tem minha marca. Realmente não perco tempo escolhendo roupa pela manhã. Seria o fim.

Mas não queria ficar paranoica sobre o estilo assinatura, pesquisando, fazendo listinhas, tabelas de cores e tudo mais... Acho que isso nos limita quando fazemos rigidamente, ou é algo totalmente natural quando vestimos aquilo que gostamos e expressa nosso estilo interior. Por exemplo, estilo é algo que está dentro. É aquilo que gostamos, pensamos, falamos... As roupas da Tavi faziam muito mais sentido porque ela amava todo aquele universo para o qual se arrumava. A Gwen mudou suas roupas radicalmente, mas não importa o que vista, sabemos qual o estilo dela. Sua assinatura. Imagino se tivesse uma tabelinha para criar nossa assinatura: um jeito de assinar o nome que ficasse tudo a ver com quem somos. Parece absurdo, exatamente porque é extremamente natural. Então não importa exatamente qual roupa eu estou vestindo, meu estilo sou eu, que mesmo de farda sou diferente.

15 outubro 2017

Mary Fisher

"Ela é o diabo" é o típico filme ruim-bom que retratou como ninguém a vida dos sonhos que a casa da Barbie dos anos 90, e a decadência da vida adulta quando há esse choque. Mary Fisher é a maior living-doll que há

Chapéeeus

Quando eu era pequena achava terrível que minha tia usasse chapéu. Hoje em dia eu não consigo pensar em um acessório mais bonito que chapéu. Ele é um acessório, mas é extremamente necessário (sobretudo no Ceará) e é lindo! 
Acho que há um chapéus diferente para cada parte do mundo que teve como base uma população agrícola. É uma demonstração da capacidade do ser humano de criar coisas lindíssimas para facilitar tudo. Não falo de francesas no século dezoito com chapéus enormes estilo Maria Antonieta, falo de chapéus feitos de material natural com o objetivo único de proteger e desenhado sob a perspectiva que aquela comunidade tinha do mundo sobre o que poderia proteger suas cabeças. Como esses pontudos ou redondinhos do Vietnã.
 

A última coleção da Loewe tem várias referências do mundo todo e vários chapéus diferentes. Não dá pra falar das raízes de uma cultura sem colocar um chapéu! Esse de crochê e aba flutuante como uma princesa do mar é a coisa mais fofa que há.