17 novembro 2017

Mas porque minha obsessão não conhece limites

Esse fim de semana eu passei boas horas do meu tempo "livre" olhando instagram da Tavi, até a primeira foto. Queria criar uma pasta no pinterest que me desse uma larga visão de todo o estilo dela, seja por meio das roupas, do seu lar ou dos livros que lê. Me senti um pouco pirada, porque que tipo de pessoa prestaria tanto tempo a alguém assim?
Bem... Pelas palavras da própria Tavi, só um fã é capaz de ultrapassar os limites. E saber que a conexão que há entre nós reside no fato de termos a mesma obsessão-de-fã, me fez gostar dela ainda mais.

"But because my obsession knows no bounds, I also interviewed Geremy and the cast."
Tavi Gevinson, sobre o filme Patti Cake$, na Rookie.

03 novembro 2017

Kristen Owen

Quem é essa mulher que parece uma bruxa que escapou da inquisição e transcende como uma feiticeira do futuro?

01 novembro 2017

O minimalismo japonês

O que eu mais gosto no minimalismo japonês que está nessas fotos, é a simplicidade.
Quando eu era criança minha casa era bem minimalista. O dinheiro era pro que era necessário, como a alimentação, que era simples e maravilhosa. Não lembro de ver minha vó comprando pratos, talheres ou copos novos, mas sempre tinha o suficiente pra todo mundo. A gente não tinha "bowl", nem "fuê", mas minha mãe e minha vó faziam um omelete sensacional num pirex usando um garfo. Os pratos não eram das mesmas cores, não eram de um mesmo conjunto, nem os talheres combinavam, mas isso não era uma questão porque eles cumpriam a função. E quando alguém de fora ia comer com a gente tinha mais pra quem chegasse. Essa lógica se aplicava a quase todos os cômodos da casa: tínhamos tudo o que precisávamos.
Quando penso nisso, o minimalismo ocidental se torna controverso porque ele consiste em ter: ter o necessário, ter pouco, ter com qualidade, ter para sempre. Sem contar na beleza dos objetos, em como os objetos de madeira e bronze parecem sempre estar posando pra fotos ao lado das plantinhas.

O minimalismo japonês me lembrou um pouco da casa dos meus avós, em que por sermos muitos e o dinheiro pouco, não havia nem o que se questionar acerca de prioridades. O minimalismo já existia e era natural.


Mas, o que essas fotos acrescentam à experiência que eu tive na infância, além da simplicidade, é a limpeza. Como as esponjas ficam penduradas, sem aqueles recipientes bonitinhos porém nojentos; a saboneteira que não acumula água; As escovas que ficam olhando pra cima sem acumular aquela sujeira na ponta e a praticidade pra pegá-las; a pouca quantidade de objetos nas gavetas, nos armários, nas mesas... Eu quase sinto o cheiro dessas casas.

Agora descrevendo os detalhes do que mais gosto pareceu um pouco bizarro, mas uau... que paz interior de não ficar se atrapalhando com simples objetos!
Fotos: Reuters e Perfeito.

31 outubro 2017

Eu to muito desapontada comigo!

Terminei a prova mais cedo e fiquei com tempo livre até a próxima aula.
Pensei: Vai ser ótimo ir na biblioteca, pagar meu débito do livro atrasado e pesquisar outros pra pegar emprestado.
Mas no caminho eu quis ouvir música e o sinal estava melhor na praça de alimentação com aquele cheio maravilhoso de pao. Pão sendo feito, pão tostando, pão com queijo... Acabei usando minhas moedinhas, que economizei pegando carona, em um salgado!
Na hora que mordi ele nem pareceu tão bom assim. Depois ficou bem gostoso, mas agora to muito decepcionada comigo por não ter usado o auto controle.
Que decepção.

A Clarice nos uniu, para sempre.

"...enquanto o Sol clareava a minha janela sutilmente, começaram a aparecer muitas mulheres pela minha mente. como se eu estivesse dedicando aquele momento para toda mulher que busca um lugar só seu, um ar sem nenhuma modificação de um outro alguém, uma pausa no movimento frenético em que somos obrigados a viver nos dias de hoje.

um pontinho de luz da janela me abriu espaço suficiente pra eu sentir que só eu estava viva naquele momento. eu era uma bruxa acordada no meio da madrugada, nem noite, nem dia. eu fui uma testemunha desta experiência que é só minha e de todas as mulheres.

voltei pra cama, cúmplice de mim. senti que tinha energia para correr uma maratona, mas me dei mais duas horas para assentar essa experiência em meu corpo. um tempo depois escutei as pessoas da casa acordando e fiquei feliz em saber que fui eu quem descortinou a luz do dia para a nossa casa."
Pássaros dos sonhos, de Mayara.

A prosa poética da Mayara me levou de volta pra um lugar dentro de mim que com quinze anos lia Clarice com muita naturalidade e voracidade, entendendo tudo o que estava escrito como se tivesse sido escrito por mim mesma. Esse texto poderia muito ser da Clarice.
O que eu to sentindo não é saudade de um momento que eu vivi, ou de alguém que eu fui, mas sinto uma trave na garganta que quer dizer "voltei". Navegando... navegando... navegando...
Como respirar, voltar por barco, se me sufoco no mar no qual eu mesma me joguei? Como voltar  pra superfície? Como?

Is this real life?

Depois do que a Nátaly Neri  falou que antes se concentrava bastante e conseguia ler um livro em dias, mas que hoje com a internet ela tem que se esforçar pra se concentrar, eu fiquei preocupada. 

Será que é por isso que eu não consigo estudar? É por causa da internet que meu cérebro parece que vai explodir quando eu paro pra ler algo? A internet acabou com minha capacidade de focar em algo e ler sem se entediar por mais de 3 minutos? Isso é muito assustador pra mim. 
Uma certeza que tenho é que essa tecnologia já traz tudo pronto pra gente, a facilidade desse mundo é tanta que nem precisamos escrever o que queremos dizer, o teclado escreve por nós e eu tenho convicção disso porque conheço pessoas que esqueceram regras gramaticais porque o celular já escreve e ela não precisa nem pensar. *Por isso espero que esse exercício de escrever em um blog me ajuda de alguma forma*

Procurei algum texto feito por cientistas, porque já li todo o blá-blá-blá da internet sobre isso. Achei essa entrevista na BBC com um pesquisador que é ótima.

Ele fala que fez pesquisas e percebeu que a capacidade de concentração é de três a cinco minutos. E isso é verdade! Se um vídeo não me pega nos primeiros segundos eu passo e passo e passo... e a disponibilidade de conteúdo é infinita! Ele fala também que fazemos várias coisas ao mesmo tempo, mas que acabamos não fazendo nada, porque nosso cérebro não fica em canto nenhum quando há várias abas abertas. Parece balela, mas eu garanto que não consigo olhar uma tela por muito tempo, queria até cronometrar pra ver qual o meu tempo de concentração... Deve ser mínimo. 

Outra coisa interessante é que ele conta que um bom exercício é ficar períodos desconectados, e em alguns momentos dar uma olhada. Por exemplo, fazer uma atividade real por 20 a 30 minutos e olhar o celular por 1 a 2 minutos, porque se tirarmos o direito de usar a tecnologia totalmente ficamos muito ansiosos e estressados. Porque, como ele fala, não é exatamente um vício porque quando mexemos não sentimos prazer, mas apenas um alívio para a ansiedade que desenvolvemos. Isso não é bizarro? 

Vou tentar estudar agora sem nenhuma conexão. Até porque os livros estão disponíveis na biblioteca real além da digital, e eu posso imprimir as notas de aula pra não ter que olha no computador. Meu bullet journal tem me ajudado um pouco nisso, porque escrever tudo no papel parece mais palpável e me dispensa da necessidade de olhar calendário on line. Sem contar que eu entrei no mundo fofinho dos studyblrs e aquelas notas de estudo me deu borboletas na barriga só de olhar! Quanta fofura e quanta inspiração! 

Espero que meu mundo irreal seja só na minha cabeça. 

Ah! ontem aconteceu algo terrível. Eu me desafiei a dormir sem olhar o celular, porque apesar de eu amar dormir vendo televisão, isso está se tornando um problema. Consegui, por alguns minutos até que o Arthur me acordasse com o barulho do jogo no computador... Foi terrível. Acabei olhando o celular. Fui muito fraca, deveria ter lido um livro mas falhei miseravelmente. Prometo que hoje será o grande dia!!! Parece absurdo que algo tão simples seja tão difícil.

23 outubro 2017

Bulletsss eu não as entendo!

De onde surgiu esse monte de ideias para nos organizarmos? Será que nossa geração chegou ao limite sustentável da bagunça, do acúmulo, de desorganização, que precisamos de socorro? Os dias estão aparentemente pequenos, não sabemos administrar o tempo disponível, não compramos o que importa e nem nos relacionamos bem com os objetos.

Há um limite e o meu acho que é esse. Mas as vezes as técnicas de organização da Marie, do minimalismo e das agendinhas mágicas parecem ser um pouco psicóticas e filhas da ansiedade.

Já tinha desistido do Bullet Journal, mas vi a Nataly Nery mostrando o dela e me deu vontade de fazer de novo. Até agora já tenho 4 cadernos e nenhum método deu certo. Ontem comprei o livro Diário em Tópicos porque mesmo já tendo desistido eu tenho esperança em mim.

Achei o livro interessante, mas rapidamente me convenci de que não era pra mim. Todas aquelas cores e listas que você inventa pra você se obrigar a preencher ou para se sentir mal por não preencher...

Fiquei com inveja da Nataly porque as cores da agenda dela eram lindas e a cara dela. Ela tem tanta identidade... Fui comprar canetas coloridas pra fazer uma agenda mais bonitinha e só tinha rosa e roxo. Como estou sob efeito da mágica do cabelo da Baby pensei que poderiam ser as minhas cores. Mas na hora de escrever preferi uma coisa mais Meninas Super Poderosas. No dia seguinte, já tava achando horrível. Nada a ver comigo e nada funcional.

Pesquisei as fotos do modelo inicial do Bullet Journal, feito pelo seu criador oficial. É tão lindo! É a naturalidade em forma de listas. É bem simples e serve super bem porque não tem distrações. Lembro que a única vez que o bujo deu certo pra mim foi quando eu tentei fazer da maneira mais simples possível. Espero que agora dê certo.


Meus objetivos são:
Me organizar pra estudar
Não perder os eventos da faculdade
Ter um controle das minhas finanças pq não tenho o menor controle
Fazer um controle das minhas leituras
Fazer uma lista do que eu quero fazer pra que eu saiba o que é prioridade.
Fazer uma lista dos filmes que vejo

Poucas coisas me deram mais prazer no semestre passado do que usar um caderno até o fim com todas as suas folhas completas.

22 outubro 2017

"O céu é o limite e eu já estou no sobrenatural"

O único momento que eu tenho pra ouvir música na semana é no meu horário de almoço do trabalho. Coloco o fone e fico segurando meu corpo pra não cantar alto e dançar. Ontem eu fui pro show único do Novos Baianos e tive minha grande oportunidade de libertar meu corpo pra fazer o que tivesse vontade. 
A energia de ver alguém que você gosta tocando de perto é inexplicável, a música alta, as palmas, as vozes... A iluminada Baby do Brasil. Os instrumentos celestes que estavam tocando. 
Queria ter fotos pra lembrar pra sempre desse dia, mas acho que não vou esquecer. 
Dancei... Gritei... Não tinha ninguém pra me segurar.

21 outubro 2017

Toda vez que eu ouço Tim Maia...

eu tenho vontade de dizer pra um estrangeiro como eu sou feliz de ser brasileira.

Riding in cars with boys


É um contraponto ao ideal da mágica materna que tanto falam. Quando Bev esperneia no meio da rua que não é essa vida que quer e que não acredita que será o padrão da mãe dona de casa, olhamos pro filho dela de quatro anos que não compreende como a prejudicou, mas sente que é culpa dele. Durante o filme todo Bev é o centro de sua própria vida e são poucos os momentos em que vemos que ela se importa com alguém além dela mesma. São poucas as vezes em que vemos alguém se importar com Bev e com seus sonhos. 
Bev estava sozinha. Ninguém a ajudava. Ela não tinha direito de arrumar um bom emprego, de fazer uma faculdade mesmo sendo muito inteligente, de ser feliz pela vida, ou de pelo menos ser bem tratada pelas pessoas, tudo porque as pessoas pensavam que uma mulher com filho não é capaz de nada disso. O Jason pequeno reclama aos gritos que é a única criança que não tem uma tv. A única que não pode brincar, que tem que cuidar de casa, que tem que lavar pratos, fazer as compras e a comida, sair sozinho, cuidar da própria mãe, viver sem pai... A cara da Bev é de quem tem vontade de dizer que é a única menina com tem um filho, que não tem faculdade, que não tem um pai que a ama, que trabalha só para sobreviver. 


A atuação da Drew é maravilhosa. Mais uma vez ela representa uma mulher muito forte cheia de dilemas. Um ideal de mulher! Tem uma cena muito fofa em que ela está se arrumando pra ir a uma entrevista e o Jason diz que ela está linda, mas ela pede pra ele dizer que ela parece inteligente.
Outra coisa maravilhosa é a Britany!!!!!! Só o fato de vê-la me emociona, ela é incrível.

+ Aqui tem um artigo muito bom, em inglês, sobre o filme.

17 outubro 2017

Franca in flashing lights

Queria ver todos os editoriais da Vogue italiana feitos pela Franca. Que mulher.
Comecei a me interessar pela moda quando vi como a Tavi usava as roupas pra expressar histórias e sentimentos mais profundos, e aí pensei que roupa não era só roupa. Até hoje, nunca tinha ouvido falar na Franca, nem como a moda pode ter uma posição política e tratar de assuntos mais relevantes. Li em algum canto "como a cdg pode fazer comercial sem mostrar roupa nenhuma?". E como a Vogue poderia vender sem mostrar os produtos direito? Elas fazem melhor, elas mostram um jeito de viver, uma ideologia, uma linguagem. Tem um momento que ela conta como era difícil não falar outras línguas, já que italiano só se falava na Itália. Então, quando ela queria dizer algo para o mundo, ela fazia por meio da imagem que é universal. Não é genial?

Os editoriais feitos pela Franca eram além do seu tempo, impressionantes e necessários. Verdadeiras obras de arte, como uma galeria em exposição.
Ficar discutindo que as revistas de moda são limitadas porque servem às marcas não é muita novidade, sempre foi assim e se não fosse a Franca não teria sido tão revolucionária. Como uma adolescente que procura fotos na internet para relacionar com sua vida e seu modo de vestir, com um cuidado de mostrar como as roupas são uma extensão de quem somos, imagino a Franca fazendo tudo aquilo por amor. 

16 outubro 2017

Assinatura

Li no livro sobre minimalismo daquele japinha, que Stevie Jobs, Mark e Einstein aparentemente usavam sempre as mesmas roupas, como se fossem sua marca. A vantagem é que eles gastavam menos tempo escolhendo roupas, apesar da moda ser algo muito interessante. Acho isso bem legal, porque odeio ficar me trocando. Escolher roupa é uma perda de tempo porque sempre acabo me atrasando ou tendo que me arrumar mais cedo por causa das roupas que não fazem tanto sentido juntas e eu tenho que ficar inventando combinação.

O fato de eu usar farda todos os dias já dá uma adiantada no meu estilo assinatura. Apesar da farda ser escolhida pelo meu trabalho, eu sinto que combina com meu estilo e tem minha marca. Realmente não perco tempo escolhendo roupa pela manhã. Seria o fim.

Mas não queria ficar paranoica sobre o estilo assinatura, pesquisando, fazendo listinhas, tabelas de cores e tudo mais... Acho que isso nos limita quando fazemos rigidamente, ou é algo totalmente natural quando vestimos aquilo que gostamos e expressa nosso estilo interior. Por exemplo, estilo é algo que está dentro. É aquilo que gostamos, pensamos, falamos... As roupas da Tavi faziam muito mais sentido porque ela amava todo aquele universo para o qual se arrumava. A Gwen mudou suas roupas radicalmente, mas não importa o que vista, sabemos qual o estilo dela. Sua assinatura. Imagino se tivesse uma tabelinha para criar nossa assinatura: um jeito de assinar o nome que ficasse tudo a ver com quem somos. Parece absurdo, exatamente porque é extremamente natural. Então não importa exatamente qual roupa eu estou vestindo, meu estilo sou eu, que mesmo de farda sou diferente.

15 outubro 2017

A casa de Mary Fisher

"Ela é o diabo" é o típico filme ruim-bom que retratou como ninguém a vida dos sonhos que a casa da Barbie dos anos 90, e a decadência da vida adulta quando há esse choque. Mary Fisher é a maior living-doll que há

Chapéeeus

Quando eu era pequena achava terrível que minha tia usasse chapéu. Hoje em dia eu não consigo pensar em um acessório mais bonito que chapéu. Ele é um acessório, mas é extremamente necessário (sobretudo no Ceará) e é lindo! 
Acho que há um chapéus diferente para cada parte do mundo que teve como base uma população agrícola. É uma demonstração da capacidade do ser humano de criar coisas lindíssimas para facilitar tudo. Não falo de francesas no século dezoito com chapéus enormes estilo Maria Antonieta, falo de chapéus feitos de material natural com o objetivo único de proteger e desenhado sob a perspectiva que aquela comunidade tinha do mundo sobre o que poderia proteger suas cabeças. Como esses pontudos ou redondinhos do Vietnã.
 

A última coleção da Loewe tem várias referências do mundo todo e vários chapéus diferentes. Não dá pra falar das raízes de uma cultura sem colocar um chapéu! Esse de crochê e aba flutuante como uma princesa do mar é a coisa mais fofa que há.

Disseram que eu voltei americanizado

"Eu sou do tempo que fruta batida com suco de laranja ou com leite era vitamina. A combinação clássica, pelo menos na casa da minha mãe, era banana, maçã e mamão. De vez em quando, a bebida ainda podia ser enriquecida com uma bola de sorvete de creme. Mas continuava sendo uma vitamina. E sorvete de chocolate com leite, sem as frutas, era milkshake. Isto é, não para o meu pai que insiste em chamar milkshake de sorvete batido. Para ele, uma pessoa não tem um insight, ela tem um lampejo. E o design de qualquer coisa? É o desenho."
Rita Lobo

Uma amiga minha disse que fica indignada com esse pessoal que chama cumbuca de bowl e todas essas outras americanizações. 
"Quer irritar a pobre Amanda? Sim? É até simples. É só utilizar, numa frase, uma palavra em inglês, sendo que existe uma palavra em português com o mesmo significado. Bowl, networking, job, password, briefing...
Eu meio que custo a acreditar que a pessoa não saiba o nome de um objeto. Dia desses eu ouvi que iam comprar uma table de home office"

Quando eu tinha quinze anos e aprendi a fazer vídeos no movie maker, fiz uma apresentação de fotos intitulada "família e friends". Como se  "amigos" não fosse bom pra dizer o quão legais eles eram. 

Eu vivo em um desafio mental para encontrar as palavras brasileiras equivalentes ao que só conheci em inglês.

14 outubro 2017

Uma roupinha diferente

Contei pro Arthur que meu professor velhinho disse que em uma turma cheia de alunos comunistas, ele entregou as notas e deu a ideia de que as pessoas com nota dez doassem um pouco dos seus pontos pra que outros de nota baixa conseguissem atingir a média. É, você que estudou e tirou dez dá quatro pontos pra quem tirou dois e todos ficam com seis. No momento eu achei o pensamento do professor bem sensato, que realmente seria horrível dar o que significou o meu esforço para alguém que jogou tudo para o ar (que nem eu em época de prova). Mas pensando agora eu acho que seria bom questionar se todos os alunos estiveram nas mesmas condições para estudar. 
Depois o Arthur me disse que no jogo que ele joga tem uma opção para comprar roupas diferentes para os personagens que as pessoas realmente pagam por isso (pensei se as roupas era desenhadas por algum estilista), mas que há uma gambiarra que dá todas as roupinhas de graça. E por que todo mundo não faz essa gambiarra? Ele disse que a ideia de ter uma roupinha perderia a graça porque todo mundo ia ter as mesmas roupas e não aquelas específicas que cada um conseguiu comprar. 
Aí está, o socialismo não deu certo e o capitalismo também não. Em um há uma aparente injustiça na divisão e no outro, além de toda a carnificina que já conhecemos, há o terrível desejo de ser melhor que o outro. 
E então eu pensei em algo que me confortou um pouco. 
A geração de hoje, a minha, é um pouco diferente. Não há um desejo de ser melhor que o outro, queremos apenas ser diferentes na nossa individualidade. Não quero ter uma roupa, uma casa, um cabelo, um trabalho melhor que o das outras pessoas. Nós só queremos fazer aquilo que gostamos.

Anastasiaaaaaa

As roupas que os Romanov usavam nos bailes são tão bonitas e suntuosas que é uma boa explicação do que o ser humano é capaz de fazer quando possui recursos.
Rainhas trágicas



Marilyn extraordinária

Esses dias os jeans da Marilyn foram leiloados pelo Tommy Hilfiger e surgiu o assunto "Marilyn de jeans". Até então eu nunca tinha reparado em alguém que vestindo algo tão simples, trivial e popular ficasse tão glamurosa quanto a Marilyn. No maior estilo roupa-é-roupa. Provavelmente porque toda a beleza que ela tinha vinha de dentro, não tinha o que pudesse deixá-la melhor do que ela já era naturalmente. Eu adoraria poder vestir calça jeans e blusinha e mesmo assim parecer a mulher mais cheia de si do mundo. Dá pra duvidar do poder dessa mulher?

13 outubro 2017

River man

Eu tenho uma mania de ouvir as músicas sem ver a letra. Então só posso me apegar a melodia.

Mais uma das indicações certeiras da Yui, essa música é incrivelmente enigmática e relaxante.
Eu posso fazer qualquer coisa ouvindo-a e sentir como se eu fosse outro alguém, de outro lugar, outro planeta, outra era... uma realidade que não consigo imaginar.

A voz do Nicki Drake é como um anúncio, um anúncio de paz, de segredos, de mágica. 

River man deve ser um homem incrível.

12 outubro 2017

Para sempre cinderela

Rever um filme bom é maravilhoso porque só agora podemos perceber detalhes que não tínhamos a capacidade de compreender quando éramos pequenos.

Danielle é uma das minhas personagens favoritas agora, definitivamente. Ela é forte, apaixonada, com personalidade forte e extremamente inteligente (da maneira mais simples e sincera possível). Numa sociedade cheia de futilidades (onde uma pessoa é punida até pela roupa que veste !) ela é totalmente o contrário e cheia de convicção naquilo que acredita.

Hoje em dia ela seria nosso ideal de feminismo! Ela reúne tudo o que aprendeu com seu pai e luta para ser dona de sua própria vida. Mesmo tendo que trabalhar muito, no fim do filme ela faz a gente entender que não faz nada daquilo pela madrasta e eu fiquei pensando que na verdade ela era alguém que gostava de trabalhar e usar suas mãos, seus conhecimentos e não ficar parada e bocó como as irmãs.

Além de tudo, quando o príncipe vai atrás dela e diz "eu vim te salvar" ela faz a maior cara de quem não tá entendendo porque ela mesma se tirou do cativeiro e não precisou esperar alguém.

"Se o senhor submete o seu povo a uma má educação e suas maneiras são corrompidas ainda na infância, o que podemos concluir, Alteza, além do fato de que cria ladrões para depois puni-los?" Quando vi essa cena tive a maior vontade de ler Utopia, de ler todas as coisas que eu pudesse porque percebi que pelo simples compartilhar de ideias e pensamentos, por meio dos livros, a Danielle se tornou essa pessoa inteligente, capaz de compreender o mundo a sua volta. 














"E não só o filme passa com folga no Teste Bechdel, como a única briga entre Danielle e sua desagradável meia-irmã nem tem o princípe como foco. A rivalidade entre mulheres não é um interesse de Danielle. Ela até se dá bem com a outra meia-irmã, que se mostra muito dividida entre a mãe e Danielle. Todos os conflitos de Danielle com as outras mulheres do filme são sobre inclusão, abandono e amor. Ela só queria fazer parte da família (chuif). Danielle nunca conheceu a mãe, e lutou a vida inteira para ser amada pela madastra, que a rejeita constantemente.  Não que Danielle baixasse a cabeça e simplesmente aceitasse tal tratamento. Suas preocupações também eram em manter a propriedade de seu pai e o bem-estar dos serviçais.

Casamento nunca foi o objetivo de Danielle. Ela só queria ser feliz e cuidar de si. E amor foi a consequência."

01 outubro 2017

Receitas com memórias da Rita

Esse foi o meu primeiro fim de semana depois das primeiras provas do semestre, o que significa que eu finalmente achei tempo pra fazer o que eu quisesse sem me preocupar se estava fazendo algo de útil. 

Decidi ver a nova temporada do Cozinha Prática que fala sobre comidas que ficam guardadas na memória pelo evento que as envolve. Comecei vendo o primeiro ep e agora já vi todos os episódios. Não gosto de maratonar porque tenho a impressão que é que nem comer sem mastigar: não dá tempo de processar o que a gente vê. Mas fui vendo aos poucos e me permitindo o prazer que é ver alguém cozinhar e alguém tão legal e cheio de histórias que nem a Rita. 

O episódio sobre a festa de aniversário dos filhos dela aqueceu meu coração. Ao invés de fazer festas super lotadas, badaladas, cheias de salgadinhos e comida pra uma galerona, ela fazia uma festinha pra família perto e fazia bolo e brigadeiro com o melhor ingrediente que encontrasse. Na hora me deu vontade de fazer uma festa pra alguém. Fiquei pensando nas festas que planejei com a Vivi e a Victória, mas que acabavam dando muito trabalho, cansaço e uma sensação de que não ficou tão legal. Se a gente tivesse simplesmente feito um bolo delícia e soprado umas velinhas... com certeza teria dado pra comemorar o aniversário de muita gente. Agora vou pensar nos aniversários próximos das pessoas que eu amo pra poder fazer esse bolo e cantar parabéns, porque eu amo dar feliz aniversário. E o melhor desse bolo que ela ensina é aquele de chocolate infalível que eu já fiz mil vezes! E comprar os melhores ingredientes e fazer com muito amor faz toda diferença. Quer dizer, o bolo e o ato de comer algo preparado em casa está por trás de algo muito maior. Eu amo esses ensinamentos da Rita! 

Outra coisa sensacional é a trilha sonora. Infelizmente não achei nenhuma playlist e nem o nome das músicas, mas vou ficar ligada. 

Pra ilustrar as memórias que ela ia contando, tinha um monte de fotos antigas, outras mais recentes, super bonitas que contavam a história da vida dela e da família e de repente eu fiquei pensando em como é raro eu ver uma foto da minha vó jovem, ou do meu avô jovem, ou ainda mais deles dois como estão agora. Não gosto de tirar fotos as vezes porque acho meio brega, porque imediatamente querem postar e ai já muda o sentido. Mas fico morrendo de vontade de ter um álbum de fotos bonito pra olhar no futuro ou mostrar pra alguém e ver quem a gente era, como a gente vivia e tudo mais... porque as coisas vão passando e essa coisa de atiçar a memória... Por isso fiquei babando nas fotos da Rita.

Ver a Rita cozinhar me dá a maior vontade de comer algo que eu tenha preparado, de ficar um tempão na cozinha fazendo alguma coisa. Mas isso eu só vou poder fazer mesmo, à vontade, quando eu estiver na minha casa e aí sim eu ou ter um monte de louça bonita (porque como ela e a kcikci disse, a comida bem apresentada fica mais gostosa), panelas poderosas e lugar pra eu me sentir bem. 

As minhas receitas com memória
Depois de ver o último episódio fui pensar no que ela disse e quais são as comidas que me aquecem o coração e que fazem pensar em momentos maravilhosos ou em pessoas queridas. Tá um pouco difícil, mas espero aumentar essa lista com o tempo. 
  • A sopa de feijão fortificante da minha vó 
  • O mousse de maracujá moleza da minha mãe
  • A lasanha da tia Joana
Vou aprender a fazer todas e aquecer o coração toda vez que eu conseguir preparar ou experimentar de novo!

the clothes they wear are simply an extension of who they are

"I've been thinking about how i want to develop my style
I want my clothes to have a sort of deep, earthy feeling

casual and comfortable, colorful
strange
happy

warm


full of character


there are people who can dress in a certain way
that evokes a wave of emotions and memories and images all at once
this feeling, this quality surrounds them in a very natural way
as though the clothes they wear are simply an extension of who they are

nothing more, nothing less


a while ago i saw this boy
i couldn't identify a single label he was wearing
instead i saw and felt a collection of things
like

the wind, old curtains, sand, pearls, kaleidoscopes,
sailboats, treasure chests.....


it was very special
very inspiring

i appreciate people bringing something beautiful to the streets


my wardrobe right now is too coherent
too based on labels
lame
i want to collect different, more anonymous clothes
maybe i need to start going vintage shopping again

i want to dress like a scrapbook"

Yui.

Autenticidade

"Qual o negócio daquela regra que diz que você só pode vestir blusas de bandas que você escuta? Eu acho que esse tipo de pensamento é tão "ocidental". Pra mim parece que os ocidentais são obcecados com a ideia de "realismo"e "autenticidade" como uma medida de ser legal. Os japoneses são em geral um bando de posers onde moda é problematizada então eu simplesmente não entendo. Se podemos vestir entre temas tipo "os anos 60!" ou "tribal!" então como que vestir um banda aleatória que você não conhece é diferente? A maioria das roupas já é uma apropriação de alguma cultura/estilo de vida/ período que nós não pertencemos de forma alguma então eu imagino que há bem poucas coisas que você possa vestir (e bem pouca diversão) se você começar a se preocupar sobre autenticidade."

Angústia adolescente do Brasil.

A pessoa que fez as capas dos discos da Celly Campelo nos anos 60 foi a primeira zineira do Brasil, certeza!

People of the Twenty First Century, de Hans Eijkelboom

"Podemos dizer sem medo que o fotógrafo holandês Hans Eijkelboom se dedicou. Se dedicou MUITO. Foram mais de 20 anos, pelas ruas da Holanda, América e China, notando as similaridades das aparências de diferentes pessoas e clicando, clicando, clicando. O resultado é um impressionante livro de mais de 500 páginas com colagens de pessoas vestidas de forma parecida, ao redor do mundo."
Eu fiquei impressionada quando vi essas fotos! Primeiro porque jamais passou pela minha cabeça que de fato as pessoas fossem tão iguais: e me espanta mais porque as pessoas usam as mesmas roupas e aparentam ter personalidades semelhantes, seja pela idade, o gênero, a cor, a expressão... É bizarro pensar que exista alguém vestindo a mesma roupa que você e um pouco mais confortante imaginar que temos um sósia (o que seria obra do universo), mas saber que você tem zero autenticidade... Segundo que me lembrou os blogs de como-vestir-tal-peça e que são exatamente a mesma coisa: pessoas diferentes vestindo a mesma coisa e você querendo seguir imitando, só que menos autêntico que essas fotos. O que nos faz perder a autenticidade? Vendo essas fotos eu imagino que não é nem a necessidade de pertencer, mas o desejo de ser diferente comprando o "diferente" pronto na loja. Bem... acho que consegui me fazer entender. 


 


 Olha essa galera vestido que nem rapper e com essa bolsinha da louis v.!!
 Essa me pareceu meio deprimente... meio filme americano dos anos 2000 que eu amaria ver agora porque NY nessa época era um país feliz em que tudo dá certo.
 Fico me perguntando qual é a tribo. 

Sempre odiei ver livros de arte como itens aleatórios de decoração na casas ricas. Jamais passou pela minha cabeça ter livros de arte, por causa disso, mas esse é tão genial e inesgotável que me deu muita vontade de comprar! Pena que ele custa apenas R$83,70.

30 setembro 2017

Sonja

Um nome que sempre me intrigou na Rookie foi Sonja.
Inspirações retiradas do instagram dela:
Essa blusa tem uma estampa de vovó, mas perto desses brincos de pompom ela parece uma obra de arte.
E se a gente fizesse uma festa e escrevesse frases nos balões, tipo trechos de Mean Girls ou de outras referências que amamos que fosse desesperadamente mais divertido!

Fiquei fascinada com a roupa de cama de plantinhas! E olha que a fronha nem é necessariamente de cactos cool, são flores comuns, ok. Me fez lembras da minha colcha e me deu uma ideia muito boa pra combinar as fronhas porque eu nunca. acerto.



27 setembro 2017

Onde está o tesouro

Aconteceu algo super chato no meu trabalho agora, juntando com a bola de neve que vem descendo atrás de mim... Eu fiquei bem triste. E eu ainda estava um pouco pior por nunca mais ter orado ou lido a bíblia e ter certeza que a angústia estranha que eu venho sentindo é resultado da distância de anos luz que eu coloquei entre mim e Deus. Domingo o pastor falou sobre o seu tesouro e coração, dizendo que pra identificarmos nosso tesouro basta analisar os nossos assuntos, aquilo que mais gostamos de conversar, que nos causa a maior alegria. Bem... analisando rapidamente eu só falo de Kanye West, Kardashians, minimalismo, organização, alimentação, como estudar pra facudlade e mais um monte de bobagens. Eu não falo de Cristo com ninguém! Isso é terrível! Acho que minha angústia se deve ao fato de eu estar completamente focada nas coisas etéreas dessa terra, principalmente na ameaça de que tudo pode virar pó em pouco tempo. 

Enfim... Decidi baixar um app pra ler a bíblia. De repente recebi uma notificação sobre o versículo pra ler hoje: Salmos 86:5. Pois tu és bondoso e perdoador, SENHOR, rico em graça e misericórdia para com todos os que te invocam
Não sei que conexão há com isso, ou se não há nenhuma, mas a palavra de Deus é sempre como uma luz!!!

21 setembro 2017

Comme des garçons em Helsinki

A faculdade está chegando na sua loucura de praxe nesse semestre. As provas estão chegando e eu não cumpri a promessa de estudar pouco a pouco desde o início. Ao contrário, eu viciei no minimalismo, em receitas e na incrível moda dos anos 90 (mais especificamente 1996). Eu tenho um péssimo senso de prioridades. Resumindo, estou tão sem tempo que não consigo nem raciocinar sobre o que fazer quando tenho um tempo livre e acabo perdendo meu tempo precioso de abstração rolando a timeline do grupo de KUWTK. Gostaria MESMO de postar muito mais aqui.

Vi um blog de uma estudante de direito que publicava resumos das matérias em formato de opinião, outra que publicava resumos propriamente ditos e um outro muito viciante chamado *favoritos* com várias indicações de links legais (e eu me encantei com o poder da internet novamente!). São ideias que eu queria trazer pra este blog fofo que eu amo, mas que preciso de muita força de votade pra colocar em prática. Bem...

Um dos favoritos de agora, essa moça super bem vestida que mora em Helsinki ( ***! Architecture in Helsinki !!) e parece uma cidadã de Comme Des Garçons city.

Sou viciada na mistura de preto com vermelho e no uso despretensioso de argolas douradas que glorificam qualquer pessoa! São como os brincos elogiadores da Aquamarine só que na versão Glória Gaynor.
Essa foto foi publicada no site Hel Looks, que compartilha o street style das pessoas de Helsinki, na Finlândia.

12 setembro 2017

Joana D'arc na guerra moderna

Aquilano.Rimondi

"inspired by Joan of Arc for their contemporary woman who dressed to please herself and no one else" 
Show Details Milano New York AW 2017.18

Hoje eu fui estudar na biblioteca e parei pra dar uma olhada numa revista de moda para profissionais da área (olha que chic) e a romantização da moda é mais pesada do que eu poderia imaginar. 

06 agosto 2017

Keeping up with the fofura das west

     Eu sabia que no primeiro momento que as coisas ficassem mais complicadas eu postaria menos aqui. Primeiro o trabalho continua a mesma desgraça de sempre e quase todo dia eu pondero entre dizer pra minha chefe que tá muito difícil e continuar trabalhando sem reclamar. Além disso eu estou tentando ser mais responsável, agora que tenho 22 principalmente, então to sendo mais atenta em resolver problemas sérios como conseguir o FIES, que é bem desgastante. Dedos cruzados. Nem sei o que vou fazer quando parar de gastar meu salário inteiro com a faculdade. Vou fazer o máximo pra não gostar tudo. To ouvindo Can't tell me nothing do Kanye em que ele diz que teve um sonho que podia comprar seu passe pro céu e quando acordou gastou tudo em um colar. 
     As aulas começaram e junto delas eu tenho ficado OBCECADA com Keeping Up With The Kardashians como jamais a Brunna-que-criticava-famosos imaginou que ficaria. Comecei a ver porque queria saber como era o Kanye com a família, mas acabei me apaixonando pela Kim que é desesperadamente bonita e pela Kourtney que é uma mulher muito linda e maravilhosa de doce. Além das super tretas dessa família impossível de ignorar, porque todo mundo gosta de umas fofocas de família principalmente se for rica sobretudo se for famosa. Até o Arthur está ficando mais simpatizante com a história de tanto que eu falo. Consequentemente, eu tinha que dar uma rápida estudada nesse fim de semana pra que não seja um semestre desastroso, mas eu não consegui, é claro, fiquei vendo KUWTK na Tv, no Pc, no celular e onde mais eu conseguir. 
     Sem contar que ver a North é a coisa MAIS fofa do universo!!! Eu to procurando em algum ep que o Kanye fique com a North porque deve ser muito lindo. Bem, ontem eu quase morri com essa cena e ainda to sem aguentar. ♥