quinta-feira, 30 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ser

- Me desculpe. 
- Pelo o quê? 
- Por eu não ser o tipo de pessoa que você queria que eu fosse.
- Eu não penso isso. Se você não fosse assim eu jamais queria falar com você. 
- Jura?
- urrum
- Me desculpe. 
- Pelo o quê? 
- Por eu ter te enganado tanto.
- Você me enganou em quê?
- Eu acho que enganei a mim mesma. Desculpe, eu não sou assim; não sou o que você vê. Então como você disse, se eu não fosse de um certo jeito você não falaria comigo não há razões para continuarmos com isso. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

The way we were. (part II)

Can it be that it was all so simple then
Or has time rewritten every line
If we had the chance to do it all again,
Tell me, would we? Could we?



domingo, 26 de setembro de 2010

Under the heaven

- Pois então isso quer dizer um adeus? 
- Eu já disse que não. 
- Que não o quê?
- Que não é um adeus. É irritante a ideia de não falar mais com você.
- As vezes, nem sempre, você parece que me ama de verdade. Eu quase acredito.
- Mas é verdade. 
Silêncio, era como se eles procurassem no fundo de tudo algo bom a dizer naquele momento, naquele último momento. 
- Mas é que eu penso que você me ama, tanto, como um esposo ama a mulher. Isso é algo difícil de aceitar, pensar que alguém me ama desse jeito e eu nunca irei correspon...
- Silêncio. - Em sussurros - Escuta isso, tá ouvindo essa "música"? 
- Não...
- Eu já pedi silêncio. 
E uma música suave, que ecoava de um lugar extremamente distante dali fez-se, então, trilha sonora para ambos. Se levantaram e com tantos sorrisos no rosto, mas riam em sussurros para que a "música" não se calasse; dançaram como em uma valsa, um passo seguido do outro, em uma regra dita a séculos. Ainda dançando. ousaram abrir a boca:
- Devemos nos despedir agora. 
- Eu não quero, é tudo tão bom, a música, essa dança tão correta, esse sopro em nosso pescoço, não é agora que vamos nos despedir. 
- Não posso dançar pra sempre. Nem você. 
Pararam os pés e ficaram sérios olhando um para o outro. Era a ultima vez em que se olhariam de novo, o rosto de cada um deveria ser guardado na memória; não que fossem esquecer, mas eles estavam lindo ali, lindos por estarem sobre uma luz fraca um música baixa e serem a única coisa forte dali. 
- Então é agora. Parece que nós nunca ficaremos prontos para dizer isso. 
- Eu já expliquei que não é pra sempre, prometo. 
- Então, é, tchau, certo?
- Certo. 
E se abraçaram, como se não o fizessem nunca mais. Ficaram ali por uns momentos até que se sentiram sufocados. Respiraram e ofegante disse, 
- Quando volta? 
- Quando eu sentir a necessidade de você. Quando eu precisar de um sorriso ou até mesmo quando eu quiser perder o ar com seu abraço. Prometo que não durará pra sempre. 
- Eu queria sorrir mais uma vez, para essa cena ficar registrada até nos vermos mais uma vez. Mas parece que nunca sorri na vida. 
- Dancemos outra vez, até nossos pés ficarem dormentes e nosso corpo cair em meio a essa areia fria. Até nos enchermos de nós. 
E dançaram até ficarem com pés dormentes e cairem em meio a vão, até se encherem por completo de si mesmos. 


Felicidade clandestina ou meu pequeno leitor.

Ali estava ele, o primeiro da fila e com uma mala velha na mão. Com olhos tão claros que se alguém pudesse procurar bem viria que era quase transparente. Foi tão rápido que pouco me recordo; são 22:59 e sinto uma vontade imensa, apesar do sono que não me deixa ficar de pé, de registrar esse fato.
Pode ter sido de propósito, ou não, mas sentei exatamente ao lado dele, quando o ônibus chegou, separando-o de seu amigo de rosto mais limpo e olhos mais claros que o dele. Como cega e surda que sou, não falei e nem olhei para ele, li para passar o tempo.
- Isso é a bíblia? - Com o sotaque tão desconhecido que mais parecia um dialeto.
- Não, é um livro - Um sorriso, quase despercebido, aparecia em meu rosto; não por eu ter achado engraçado o sotaque e/ou a pergunta boba, mas pela coragem que ele teve de falar.
- Você é daqui?
- Sou sim.
- É que quando vejo alguém com um sotaque diferente assim penso logo que é de outro canto, sabe?
- Deve ser por eu ter morado uma tempo em São Paulo... de onde você é?
- Do interior, mas não me habituei ainda com essa cidade. - qualquer um percebia que ele nunca falava aquela palavra "habituar", mas por estar falando com alguém que lê não podia fazer feio.
Continuei a ler meu livro enquanto ele falava com o amigo dele do outro lado do ônibus. Passados exatos dez minutos ele virou-se e falou,
- Que livro é esse? Do que se trata? - e mais uma vez ele "embelezava" a frase.
- São crônicas, "Felicidade clandestina". Da Clarice Lispector, ainda não comecei a ler.
- Eu já estudei isso, crônica. Eu posso dar uma olhadinha?
- No livro?
- É.
Dei o livro e ainda dizendo "é claro", imaginado que havia feito a boa ação do dia. Percebi isso ainda mais quando ele começou a ler em voz alta,
- mio-pi-a pro-gre-ssi-va .
Exatamente assim, uma sílaba atrás da outra e terrivelmente separadas. Ele se esforçava, e sorria como se estivesse amando o livro. Aquela escritora nunca fizera um livro de entendimento fácil nem a mim, mas ele adorou, ou fingiu, não sei. Sei que era uma alegria só quando terminava um parágrafo, e olhava para mim esperando que eu risse também, mas nesse instante eu estava fingindo que olhava uma mulher, só para ele não pensar que estava incomodando. Ele havia deixado bem claro, "se eu estiver sendo um incômodo, me avise, certo?", eu balancei a cabeça e disse em perfeita voz, "eu faço até questão que você leia, essa é a melhor escritora para mim.".
Até que chegou a hora em que ele iria embora, a hora em que eu jamais veria aquele sorriso de descoberta clandestina outra vez. Me deu a mão direita e com a esquerda me entregou o livro marcando na página em que havia parado.
- Eu nem gosto de ler, mas esse livro parece ser bom. - Pensei até em dizer "como eu queria que você ficasse com esse livro pra você, mas não posso", mas não poderia.
- Boa sorte, então - essa sorte que soou como ironia.
E quando já estava de pé e seu amigo já me olhava com cara de adeus, se curvou para mais uma vez, para pegar em minha mão, mas dessa vez seguido com um beijo seco na bochecha. Antes de ir, olhou bem para meus olhos e disse,
- O que mais gosto em uma mulher são os olhos.
Sem saber o que dizer, na verdade sabia, mas não disse, sorri tão rápido quanto o beijo já citado. Ele foi embora, me dando tchau mais uma vez, pela janela.
Sei que de todas as coisas que poderia dizer naquele instante em que passara ao meu lado eu disse a mais medíocre de todas, "nada". Pois então, grudarei para sempre a página com o cheiro do seu perfume barato e não devolverei o livro cujo a pontinha de uma das folhas foi rasgada por ele. Só para ter a eterna sensação de que ele estará do meu lado algum dia lendo um livro tão complicado só para me agradar. Meu pequeno leitor que despertou em mim uma felicidade clandestina, de outro lugar só para tirar o cansaço de minha face e despertar a sinceridade em meu sorriso.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Porque quero tanto ver. - . Música para cortar os pulsos

A peça que só vai rolar em São Paulo. Com a Mayara Constantino, Kauê Telloli e Victor Mendes. Eu que mal sei do que se trata, mas de tanto ver os diários de ensaio me deu uma vontade imensa e apreciar tudo isso de perto. 

Há esperança

Esses dias andei ouvindo músicas boas. Não aquelas músicas que você descansa só de ouvir a melodia, mas aquelas músicas que te fazem crescer, que te mostra a saída de tudo. A música que foi escrita exatamente pra você.
Andei de beber muito maracujá, mesmo quando me disseram várias vezes que baixa a pressão eu quis provar algo perigoso. Não me arrisco nunca, não encontro motivos pra viver um modelo de vida "viva como se fosse o ultimo dia da sua vida", afinal... bom, o máximo que quero me arriscar de verdade é  pular de para-quedas. Provei o perigo, e é exatamente esse "provar do perigo" que tem um sabor bom, mas é amargo no fim.  Acredite. E nessa estória toda ganhei um pai, ou simplesmente alguem que-se-perucupa.
Passei algumas horas conversando com uma pessoa, que me ensina tanta coisa, que na verdade, me revela tanta coisa. Praticamente 40% dos textos que escrevo aqui é pensando nessa pessoa. Pense bem, porque no fim de tudo é para essa exata pessoa que eu conto. Não importa o que eu conte, se eu me fizer de pequena para fascinar o grande, você já deve não estar entendendo nada.
Andei fazendo muita coisa durante esses dias que me passaram, esses dias que terminei por descobrir que não devo derramar aquelas lágrimas frias; não devo sentir o desejo pelo fim; devo amar mais pois aprendi que também sou uma fonte inesgotável de amor.
O melhor de todos os meus dias foi descobrir que eu devo adorar, adorar e amar. Pois encontro-me em estado de uma pessoa apaixonada, perdidamente e decididamente apaixonada.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Parece que fui instigada a escrever romances. Embora eu não faça isso tão bem, mas o que custa tentar?

Sobre o crepúsculo.

        Um garoto era apaixonado por uma garota. Durante muito tempo ele a seguiu, onde quer que ela fosse, lá ele estaria; observando-a, contemplando-a. Certa vez a garota notou.
        - Por que você está me seguindo?
        - Você é muito linda. Eu estou completamente e decididamente fascinado por você. Não consigo mais fazer nada, nem respirar, sem ver você. Eu confesso que estou completamente apaixonado por você.
        - Mas logo por mim? Eu não sou tão bonita, existem pessoas mais lindas do que eu. Inclusive há uma garota mais bonita que eu bem atrás de você, ela vem te seguindo a dia.
        Ele olhou para trás e nada encontrou. Ficou um tanto enfurecido, até.
       - Você está enganada, não há ninguém atrás de mim.
       - É, na verdade não tem, mas se você me amasse de verdade não ousaria olhar para trás.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu só preciso dessa manhã.

 
                                                                                                            
  

domingo, 19 de setembro de 2010

O meu caminho

De todas as felicidades.
Marcado de verde. Medido de vermelho, dando exatos 2,5 km. Pintado e alegria.

Para deixar registrado: Tayná.

Fotos recentes dela, não tem, mas hoje é o aniversário dela. 3 aninhos, nesse vídeo ela tinha pouco menos que um ano e tava aprendendo a andar. Amo tanto Tayná.
Descobri essa foto perdida no meio da lixeira :x
 Porque ela é phyna & adora ratos.
Ela tinha um ano.

.Desejos
.Preocupações
.Amores
.Cansaço

How to whistle

Só porque aprendi a assobiar. Só porque eu ri e lembrei de tudo quando vi.


Não

E as fotos que eu tirei, as revistas que rasguei ou até as coisas que rabisquei, onde estão, agora?
Esse pode ser o gosto amargo do "não". Não comecei minha parede, não comprei aqueles sapatos, não estudei para aquela prova, não sorri para aquela pessoa, não abracei o quanto deveria, não comi o melhor doce do mundo, não aprendi a viver em um mar de rosas, não assisti à aquele programa, não gastei o meu dinheirinho, não consegui ser bilionária, não pude dizer eu te amo, não pude dizer eu te odeio, não cantei uma certa música, não dancei, não ajudei, não chorei, não me irritei, não vi, não aprendi a dizer não.

Mergulhei fundo,

 Tão profundo
O futuro da humanidade
 no ventre da mulher.

sábado, 18 de setembro de 2010

Sweet

- Cheiro de formiga é doce.
- Que nojo!



[Sorrisos e risos perdidos]


- Como você descobriu o cheiro que a formiga tem?
- Eu procurei e procurei. Eu gosto de cheiro doce.
- É tão enjoativo. Além de que a formiga... a formiga é muito pequena, não faz sentido sentir o cheiro que ela tem.
- Cale a boca. Eu sou eu, faço o que eu quiser e não venha pôr seu dedo em meus desejos, em meus gostos ou até em minha vida.


[Pausa]





- Desculpe.
- Pelo o quê?
- Por mandar você se calar. Não devia ter feito isso. Você me irritou.
- Como sempre eu faço... eu dei por escrever uma música, mas ela não acaba nunca. Vim aqui justamente para conversar com você, talvez você me desse um fim, quem sabe você vire minha inspirarão.
- Que ridículo.
- Por que?
- O fim é uma coisa tão medíocre.
- Mas o fim é bom, se não tiver fim, do que vale?
- Pois vou fazer o seguinte, vou atrás descobriri cheiros doces, cheiros que eu gosto e do jeito que eu quiser. Enquanto isso você vai embora e procura algum "fim".


[Pausa]

- Eu acho que já encontrei... fica, não quero saber de fim nenhum, quero você aqui, procurando cheiros ruins.

The way we were.

Arte de Denise Lemos

Ninguém, jamais teve a ousadia de ser como nós fomos. 
Estou tão cansado de falara de amor, de repetir intermináveis vezes que te amo, quando você não faz a mínima questão disso; não mais. 
Estávamos sentados a beira do barco, contei a ti meus segredos que eu guardei durante tanto tempo, que eu fiz questão de contar apenas para a mulher dos meus sonhos. Hoje, talvez, não achemos esse dia tão importante, mas NINGUÉM FOI COMO NÓS FOMOS. 
Seu abraço era quente e tão acolhedor, enquanto o meu era vazio e frio. Você me ensinou a abraçar. Agora, nada disso faz sentido e eu não me importo o quão frio seja meu abraço, mas NINGUÉM FOI COMO NÓS FOMOS. 
Os beijos eram apaixonados, mas a paixão acabou de forma tão rápida que mal pude sentir como era ficar irado com você. Seu beijo era leve,  ao mesmo tempo que me acendia uma chama da qual nunca tivera sentido na vida. Meu beijo era medíocre e simples, mas que muitas queriam ter e só você tinha. Hoje você não faz a mínima questão de saber se nossos beijos era bons ou não, se só você tinha meus beijos ou não, mas  NINGUÉM FOI COMO NÓS FOMOS. 
Nossas juras de amor eram tão verdadeiras que até acreditamos, por um instante. Você me dizia "não importa onde eu esteja ou quão distante eu esteja de mim mesma, meu pensamento estará ao lado seu. Te amarei diante de qualquer circunstância e desejarei seu beijo todos os dias.". Eu na minha enorme ignorância dizia-lhe repetidas vezes, "Eu te amo, não importa a quantidade de defeitos que você tenha ou como isso me afeta, o que me importa é saber que posso dizer que amo você". Estúpidas palavras, não faço questão alguma de dizer isso mais uma vez, mas  NINGUÉM FOI COMO NÓS FOMOS. 
Mas o mehlor de tudo era como isso terminava: meu corpo colado ao seu, unindo-se em um único ser. Seus sussurros em meu ouvido pedindo mais, a força em nossos movimentos apaixonados; nossos beijos tão distintos um do outro. mas ainda assim eu os queria. A sua pele quente em contato com meu coração frio, um choque, mas eu queria aquilo mais do que tudo na vida. Seus olhos fechados, como se estivesse sonhando, era o sinal de que você amava estar ali, comigo, e eu queria estar ali eternamente. Para nós, tanto faz se éramos um só ou não, importa que  NINGUÉM FOI COMO NÓS FOMOS.  
Ninguém nunca será, ninguém nunca terá a ousadia de tentar amar como nos amamos ou tentar beijar-se como nos beijávamos. Eu te amei de toda forma possível. Você me mostrou como o amor é frágil, tão frágil quanto a vida que agora devo suportar sozinho, sem você. 
Devo prometer que vou terminar minha parede. Não importa quantas revistas eu rasgue. 

Do sempre seu: eu.

Depois de tantas vezes tentando escrever essa carta, bom, agora parece que vou encontrar as palavras certas. 

Fazia frio naquela noite, aquela noite em que sorrimos muito, o frio me fazia tremer e com um simples abraço seu, o frio passara. Percebo todos os dias, que te amo. Naquela manhã em que você ficou com bastante raiva de mim, senti como se fosse não te amar mais, mas com um simples beijo, de despedida até, você me trouxe de volta; eu prometi a mim mesmo que nunca faria por onde não te amar. 
Ontem fui lhe ver, meu amor. No caminho pensei tanto em você, somente em você. Lembrei-me de seus brincos de pérolas sempre escondidos por seus cabelos escuros e cheirosos; sua pele, quando toco sua pele é como deitar-se em um campo de rosas. Eu estava levando-lhe um batom, cor-de-rosa, como você gosta. Você ainda é vaidosa como era a 40 anos atrás. 
Á quarenta anos atrás você me mostrou um mundo que eu desconhecia, que eu não fazia a mínima questão de conhecer. Durante todo esse tempo, que estive mergulhado em seus olhos, mostrou-se firme em ser você mesma, em nunca mudar por ninguém e por nada, nem mesmo quando eu precisei de um sorriso seu e você insistia em chorar. Meu amor, não mude nunca, não se entregue!
No meio do caminho encontrei um casal com um bebê ao meio deles. Imaginei, novamente, porquê nunca tivemos um filho? Você jamais me respondera isso, permanecia sempre em silêncio. Seu silêncio, seu silêncio que eu fazia questão imensa de ouvir c a l m a m e n t e, me ensinou muito. Você é tão mais nova, mas tão mais esperta do que eu; aprendeu a viver tão rápido. Aprendeu a ser tão linda, tão impossível a mim. Mas foi exatamente o seu silêncio que não me deixou desistir. 
Mas não te encontrei, e sei onde estás e sei em que pensas agora. Sei que estás com enorme vontade de em ver, mas eu estou tão distante de mim e você sabe disso, você sabe o que fazer com ralação a isso. 

"enquanto o tempo passa fora de seu quarto, enquanto eu envelheço l e n t a m e n t e, quero que seus olhos mantenham o que resta de sua força. os seus olhos me dizendo tudo. E os meus te olhando e reforçando os seus. Minha vida é sua. Minha força é sua. 
e o resto, é só resto. e a vida? A vida cabe dentro de seus olhos.
Te amo.



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dores de cabeça

Os dias andam complicados ao passo que sinto que posso suportar tudo. Sinto-me grande, forte e capaz de resolver qualquer obstáculo. Ainda tenho a capacidade de amar e de ser amada.
E quando vou deitar a cabeça e pensar, em tudo que acontece, é que tudo passa. Imaginar que eu tenho, SIM, uma vida boa comparada a outras, é o que me conforta. E o que me conforta mais ainda é saber que Tenho um porto seguro, onde eu posso expelir minhas mais diversas reações de dor e alegria, e ainda assim rirei disso. Porque o que faz mais sentido agora, é o sorriso. Aquele sorriso.


domingo, 12 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Eu andei sorrindo esses dias.
Dei pra sonhar.
Fiz tantos erros.
Vivi por uns instantes.

Não fiz.

"Ah! Finalmente você chegou."
{SENTADOS}
"Pois é, eu andei fazendo umas coisas."
"O que você andou fazendo? Eu espero que nada de errado."
{RISOS}
"Eu acho que é melhor você me perguntar o que eu 'não' fiz hoje"
"Ah! Sei. Então, o que você não fez hoje?"
"Bom, para começar, eu não fui a Nova York hoje. Foi terrível, como eu queria ter ido pra lá hoje."
{RISOS}
"Então, eu não andei de camelo hoje. Sabe como é, né? A gente anda fazendo tanta coisa que esquece outras."
"Mas andar de camelo? Isso não soa meio ridículo? Quer dizer, é uma vontade meio estranha..."
"Você me perguntou o que eu não fiz, não o que eu queria fazer. Mas, uma coisa que você queria ter feito hoje?"
"Eu queria ter pulado de para-quedas; pular de um avião a bilhões de metros de altura, para eu passar bastante tempo voando, sabe? Cair em cima em um lugar que eu jamais estivera e... para meu dia ficar melhor, você estaria lá, me esperando para voar comigo. E eu faria tudo outra vez, mas agora você estaria junto e poderíamos rir juntos."
"É, seria incrível. Eu queria"
Devo deixar uma coisa clara, esse personagem é bem real, portanto não posso dizer o que ele deseja, nem chego perto de descobrir o que seja isso. Isso termina por aqui. A menos que ele mude.
{FIM}

A pior estória de todas.

- Mas se eu dissesse que lhe amaria para sempre, você não acreditaria. Então o que eu posso dizer pra você entender que eu te amarei até não poder mais.
- Diga que você me amará até não poder mais.
Ela sempre fazia isso, como se eu tivesse a resposta pra tudo e não percebesse. Talvez eu tivesse, e bom que ela me amava a ponto de não desistir de mim.
- Mas...
- Eu acredito em você. Só não posso te dizer a mesma coisa, porque, você sabe, as coisas mudam e eu também.
- Mas me faça acreditar que você me ama, que me amará até não poder mais, pra sempre.
Ela se calou. Senti como se meu mundo desabasse, ouvir que a pessoa que você mais ama no mundo não tem certeza que te ama, soa tão mal quanto ouvir que ela não te ama.Por mais que eu pensasse que suportaria isso, não foi exatamente assim que eu me senti.
 - Você não me ama, então.
Esse silêncio que ela fazia, só não era pior que milhões flechas acertando a mim. Mas para quebrar o silêncio ela ria, uma gargalhada malvada, a mesma gargalhada que temos medo quando criança.
- É melhor nos separarmos. Não faz sentido eu me iludir tanto, eu sempre pensei que você me amava e... Eu deixei tudo para trás, para ficar com você! Você me enganou, eu ia me casar com você, eu queria ter filhos com você e você fez com que meus maiores desejos tornassem-se nada, em um segundo.
- Eu não disse isso. Eu não fiz isso. Eu só acho que não te amarei para sempre, que eu não sou uma "fonte inesgotável de amor" como você.
Foi assim, desse terrível e ridículo modo em que deixei de amar. Em que deixei de ama-la. Desisti.

Meu malvado favorito

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Overdose de Gossip girl

A melhor cena da primeira temporada, de verdade! Os dois são um dos melhores casais do mundo!


Cativa-me

- Significa criar laços…
- Criar laços?
- Exatamente, Disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo.
(O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)

Call me!

Sabores

"Eu ouvi dizer que a fome é o melhor tempero. Você não come porque não quer comer, não devia ter deixado eu preparar essa comida.". Ela estava com tanta raiva que podia jogar toda aquela comida pela janela e não ia fazer falta depois. "Me desculpe, eu achei que estivesse."
Eu estava com tanta vergonha, de mim mesmo. Mas ela começou a gritar e ela sabe como isso me deixa com raiva. E eu fiquei com raiva, muita raiva. "Cala boca! Droga, que coisa chata. Você fica brigando por uma coisa tão ridícula. Devia se envergonhar disso.", "Eu?! Eu deveria?!" Ela chegou bem perto de mim, e ia chorar antes de dizer qualquer coisa. Eu aumentei a voz e falei primeiro: "O amor é o único tempero para qualquer relacionamento.". Ela fez careta de quem não entendia nada. "E essa nossa história está meio sem sal."

domingo, 5 de setembro de 2010

Vencer é merecer.

Quando existe a união, não tem quem derrube. Foi a coisa mais emocionante do mundo passar esse momento de vitória. Acredito que podemos fazer tudo isso, e melhor, tudo de novo; mas não, vamos ficar eternamente com essa cena na memória, as emoções que arrepiaram o corpo inteiro e fizeram nossos olhos crescerem. Descobrimos, então, que temos força e que somos, SIM, GRANDES. 


 Disso os louco'Z' sabem, só os louco'Z' sabem.












sábado, 4 de setembro de 2010

Meu grande.

Ele não fala mais comigo. E eu esqueci de me esquecer dele.
Lembro-me então, de quando ele ria aquela gargalhada que é tão difícil de conseguir. Quando não ria, ele dava uma sorriso tímido e que ia se desvanecendo rápido. Ele olhava pra mim com uma cara de quem está medindo cada palavra que eu falava, como se procurasse juntar todos os defeitos, mas no fim ele acabava dando o seu sorriso. Andava lento e rápido ao mesmo tempo, não tinha pressa, nem quando se precisa ter pressa; era um sorriso atrás do outro. E quando se prontificava a falar, era instantâneo, me encantava. Me deixava tão irritada quando me fazia parecer uma boba; aquele jeito forte de inteligente que ele tinha, só ele tem.
Entre tantos sentimentos que ele ativa em mim, o maior de todos é aquele, que um dia eu descobri , por causa dele, que não se deve ter medo de amar. E não tive medo algum, amei, amei intensamente, mas na minha medida medíocre de amar.
Hoje ele resolveu fugir, ou esse silêncio dele seja  mais uma de suas formas de ser grande. Não sei, só sei que me dói tanto vê-lo indo embora pouco a pouco.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pequenos desejos.

Pude ver a perfeição

Uma pele tão frágil. Um corpo tão pequeno e roupas tão delicadas.
Vestia-se com um vestido curtinho cor-de-rosa, ela se camuflava no meio de todas aquelas flores que tinham a cor de sua pele.
Sentou-se e pôs-se a escrever em um bloquinho de anotações, muito pequeno, era de uma delicadeza sem par. Olhava para o céu com um olhar de quem procura algo, e logo voltava a escrever. Seus sapatos eram baixos, não combinaria um par de saltos naquele corpo minúsculo.
Pensei em falar com ela, mas ela ia parar de escrever, ia mudar o olhar, ia se mexer, ela estava perfeita daquele jeito eu podia observa-la pelo resto da minha vida. Que vida...
Ela levantou o rosto e percebeu que eu olhava pra ela; olhava agora, para seu prendedor de cabelo, era dourado e brilhava tão forte quanto o sol. Aquele corpo sinistro de tão perfeito, levantou-se e andou em minha direção. Parou em frente a mim e fez a mesmíssima expressão que eu fazia enquanto olhava pra ela. Seu cheiro doce me embriagou, enlouqueci quando ela passou a mão em meu rosto de olhos fechados, era como se pra ela eu também fosse uma ser perfeito. Olhava no fundo dos meus olhos como se descobrisse algo, como se quisesse dizer algo. Foi quando abriu os lábios, pintados com batom cintilante cor-de-rosa, e disse com uma voz tão doce quanto seu perfume: "Finalmente eu te encontrei."

,

Um sentimento e vontade de ser único -parte I

Uma das músicas da apresentação de dança da gincana da escola foi essa. EMOCIONANTE.
Fico cego de tanto vê-la.



Caetano Veloso - O estrangeiro 

Uma verdade sobre casamentos.

- Por que as pessoas casam?
- Dizem que é porque elas querem encontrar um amor de verdade. Mas isso é desculpa.
- Eu também acho, o amor da família, amigos e tudo mais, não basta?
- Você é muito ingênua. É luxúria! 
- Mas a bíblia diz que devemos nos casar e construir uma família.
- É, ela diz.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu quero pra mim.

Essa história não merece ser longa, então vou encurtar o mais possível que eu puder. 
Quem deveria ficar com a bonequinha era eu, o nome dela vai ser Marillu com um M maiúsculo e dois L. 
E se eu te der? Você promete amá-la, respeitá-la, cuidar até que a morte os separe? 

Na aula

- Professora, eu "trusse" o que você pediu.
- TROUXE.
- Desculpa. Eu trouxe o que você pediu. 
O outro diz.
- Mas eu acho que não precisa mais trazer isso.
- AICHOO.


:/ 

AMOR&DESEJOS


"Você acha fácil?"


"Acho"


"Você é complicado, então não é fácil."


"Pra mim é."


"Quer dizer que eu não sou complicada, não tanto quanto você?"


"Não sei. Não importa. Que diferença faz? Não acho difícil ter que ficar com você."


"Eu acho que é difícil ficar com alguem quando esse alguem não te deseja."


"Não preciso te desejar, o amor que eu sinto não basta?"


OLHOS FECHADOS.

BRAÇOS ENTRELAÇADOS.

LÁBIOS TOCADOS.

UM MISTO INFINITO DE AMOR E DESEJO.