sábado, 30 de outubro de 2010

Diário de ensaio #1

Registrar sentimentos

Porque eu preciso guardar essas palavras PRA SEMPRE. "com um dor na garganta e os olhos secos" "hoje quando a aula acabou mais cedo.. que eu desci com vocês! poxa vida, eu senti uma coisa muito estranha sabe? que eu nunca tinha sentindo antes na minha vida. :~ Aquela angustia misturada com medo de perder vocês. Nem sei porque eu senti isso, talvez seja pelo simples fato do final do ano está perto de chegar e como todos nós sabemos o FUTURO MUITO INCERTO nos aguarda. Não sei dizer nada a vocês, só que meu coração anda muito inseguro em relação a nossa amizade :/ mas foi conversando hoje la na parada.. que encaixamos muitos ideais iguais e uma certeza que todos nós sabemos: "uma dia iremos sim, nos separar". Mas eu tenho medo de nunca poder dizer isso que eu tou querendo pra vocês.. se um dia o destino cruzar de forma inesperada nossas vidas. Quero muito dizer que foram vocês os melhores amigos da minha vida.. Janaína,Pablo²,Brunna.. Hoje sim, eu posso abrir a boca e dizer que com nossa amizade foi o que eu aprendi tudo.. ou quase tudo que sei hoje! Acho que dói em vocês também.. ver quem ama muito partir. ;x olhem.. eu não estou aqui me bancando de dramatica não beleza? é porque já vi tantas pessoas na minha vida partirem e eu nem liguei sabe? simplesmente deixei todas partirem sem ter um pingo de atitude. E com vocês.. tudo é diferente, afinal são os melhores! ;) (certo, podem se achar) hehe. com o pablo convivi quatro anos de minha vida.. E por surpresa de muitas pessoas eu aprendi sim contigo preto feio, e muitas coisas pode ter certeza eu aprendi de uma maneira inesperada ;x é dificil dizer isso pra alguém e até mesmo pra voce, Mas eu sei que precisei aprender assim.. pra hoje eu ter mudado alguma coisa.. Pablo hoje quero te agradecer mais do que nunca, POR TUDO. Com a Janaína convivi uma decada, ou seja, dez anos. Xi, como muita gente diz: "muitas águas rolaram" ... o aprendizado foi duro.. por cima de brigas e mais brigas. Mas por incrivel que pareça foram brigas e mais brigas que me tiraram de tantos erros e que me fizeram enchegar a vida de outra maneira.. quanta paciência hein! Sei que não foi fácil.. E hoje quero te agradecer mais do que nunca, POR TUDO. Com o JPablo e a Brunna.. o aprendizado foi duplo, digo que foi a junção e união um do outro.. Que me ensinaram coisas simples, valores simples de amizade que até um tempo desse eu desconhecia.. e foi repleto de sorrisos, choros algumas vezes., quase nunca. afinal somos seres humanos sensiveis.. ou nao? hehe.. cada final das nossas saídas.. eu captava uma mensagem que até hoje eu sigo. E hoje quero agradecer voces mais do que nunca, POR TUDO. E foi como a Brunna me disse em uma das cartas que escreveu pra mim.. :"eu posso escrever milhares de letras e palavras, mas nunca eu vou conseguir mostrar nem um pouquinho o quanto voces significam pra mim" .. e ela tem razão sabe.. quando a gente gosta demais.. não conseguimos explicar significados de quase nada. São 21:53.. eu poderia muito bem está dormindo uma hora dessa.. até porque o "mundo" la fora amanha me espera as seis da manhã. Mas antes deu encostar minha cabeça no travesseiro eu tinha que abrir a tela desse computador e desabafar tudo isso a voces. Agora sim, eu vou dormir um pouco aliviada. Eu amo todos vocês.. Mesmo que o dia das partidas chegarem.. que fique bem claro. Sentimento que é verdadeiro, não é capaz de mudar por nada. E lembranças são bons momentos que vivemos, por isso não há motivos de esquecimentos. Com muito carinho. P²BJL *-* Luana Castro. "

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

B.O.Y


La palore


Parece que o tempo vai passando e as conversas por MSN, cartas e bilhetes vão ficando menos frequentes.
O motivo é que chegamos a um ponto que tudo que se deve ser dito, não necessita mais de palavras bem redigidas e impressas em papel. Porque aprendemos que nossos olhos é o caminho mais rápido que leva-nos aos nossos sentimentos. E acontece que não sinto vontade de te escrever cartas, porque é quando eu olho fundo em teus olhos que eu encontro uma felicidade e um amo verdadeiro. Por isso essa carta vai ganhar um fim aqui, com poucas palavras e pouco sentido.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Preparando a adaptação de uma peça de teatro.

BRIGHT STAR

"Ainda que haja fogo, não será insuportável quando estivermos umedecidos de prazer". 

fascinante o filme. Assista. 



O número "Hum" ?

Porque agora, nesse minuto eu conheci o Juvenal
O juvenal é bem branco porque passa maior parte do tempo escondido do sol e de tudo. 
Coitado do Juvenal. deve ter sofrido bastante grudado nas pernas - finas - do KACO
Agora, nesse instante eu conheci as faces mais obscuras das instalações do KACO
Talvez tenha sido ali que ele quebrou todas as coisas que viu por perto quando se lembrou que havia escrito "nescessário" na prova de redação. Talvez tenha sido ali que ele se tacou na parede quando pensou que merecia um zero. 
Porque ele é emo.  
Mas foi extremamente necessário ver seus sorrisos espertos, porque se assim não fosse jamais descobriria a pontinha preta que ele tem na ponta do nariz. 
Descobri também que ele é besta e tem cabeça pequena. 
Melhor foi vê-lo em uma tentativa de vestir-se em uma burca, porque ele acha que eu não sei, mas já percebi que ele queria ser uma muçulmana só para poder fazer parte da massa e mulheres que usam burca o dia inteiro, mas que de noite afloram todos os seus segredos. 

Eu amo você, KACO número HUM.

sábado, 23 de outubro de 2010

Fotografia - PORQUE EU AMO PRETO E BRANCO

Enquanto eu procurava músicas por um acaso eu acabei encontrando uma fotógrafa (?) muito boa. A Linas Cheynius  que tira muitas fotografias no estilo de nu artístico, que eu talvez não tenha comentado, mas eu adoro esse tipo de foto e é o que eu venho mostrando no "mais que mil palavras". Não vou postar todas as fotos que eu gostei, até porque seriam todas! Então fica dado o recado e se quiserem mais informações dêem uma olhada no site dela Linas Cheynius ou vejam os posts que durante um mês será exclusivamente com fotos dela, no meu segundo blog .  "mais que mil palavras".


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

pequenos desejos

Dia vinte um de outubro e aniversários.

Tem aniversário amanhã. Não que eu seja fã assídua de comer doces e salgadinhos, mas é que todo o desenrolar da história para o bolo ficar pronto e pior ainda, para o aniversariante não descobrir da festa, foi muito complicado. Acabei de chegar em casa, fui para a igreja, e não que seja muito normal eu escrever quando volto da igreja e muito menos escrever como se fosse realmente um diário, mas é porque eu agora me sinto muito leve, muito VIVA e encontrei a felicidade que todos procuram e eu tenho um segredo para contar para essas pessoas: a felicidade não é um lugar, é apenas um misto muito bom de tudo aquilo que consegue colocar um sorriso em seu rosto e coração. A felicidade pode ser também um sentimento, mas é tão bom que não tem como defini-la em apenas uma palavra. 
Eu vinha falar de festas de aniversário acabei falando de felicidade! Mas eu acho que é isso, sabe? Quando você está muito feliz, assim como eu me sinto agora, todas as coisas cooperam para isso durar mais. Porque eu também fiquei muito feliz que... bom, em parte, mas é que descobri ontem que minha mãe vai me colocar em escola pública :S mas como eu estou feliz e todas as coisas cooperam para isso, acontece que acabei de descobrir que lá a comida é de graça *O* Um assunto que não mencionei até hoje acho que foi o fato de eu amar comida, mas ainda assim eu sou muito magrinha! Certo, vou parar de falar sobre o meu cotidiano porque eu prometi que não seria mais uma pessoa a se expor na internet.


P.S. Ando comendo muito "romeu e julieta", porque minha avó veio aqui e trouxe quilos de goiabada e queijo.
PP.S.  Não é o meu preferido, porque eu ainda não elegi um, mas é bom demais. 
PPP.S. A imagem menos ruim que eu encontrei para ilustrar o meu doce é essa. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Em época de aula...

Fica tudo azul

Amor de padaria

quantos você tem? 
dois. 
só isso? eu tenho seis.
como eles são?
doces.
e o quê mais? 
um pouco amargo no fim. 
e no começo?
sem gosto. 
por quê? você não me disse que eram doces? 
mas precisa pôr a língua, sentir bem de leve e depois disso vem o doce. mas precisa de calma, porque assim o amargo demora mais a chegar. e os seus? 
não sei, ainda não provei. tenho um pouco de medo. é tão bom assim?
não é melhor porque vicia. mas é verdade que você perdeu alguns? 
discuido meu. então: sem gosto, doce e amargo no fim. é de lamber os lábios. vamos comprar mais? dessa vez eu provo. 
vamos fazer melhor: você me dá um pedaço do seu e você prova um pouco do meu. 

sábado, 16 de outubro de 2010

Curiosidades.

Nunca gostei, mas estou começando a responder BOAS PERGUNTAS.
Formspring

Revelar.

O que mais me marcou não foi ter que suportar a dor que vai e vem quando penso que não te tenho mais, mas é a lembrança daquela fotografia que não tiramos, que agora não consigo esquecer porque ela é linda demais e nessa foto seus olhos não estão perdidos em qualquer lugar, mas eles estão fixos na lente e olhando pra quem quiser ver essa imagem.
Lembra de quando me falaste que queria comprar uma cêmra fotográfica? Pois acredite que eu comprei e nunca tive a chance de lhe dar, porque você fugiu tão depressa que mal tive como dizer-lhe que um de seus maiores desejos ainda está comigo. Você queria uma câmera para registrar para sempre os nossos melhores momentos, porque no fundo você sabia que tudo chegaria a um fim, e queria saber eternamente que eu lembraria de você, mesmo que fosse através de uma foto. 
As máquinas fotográficas são desde agora minhas inimigas, porque elas precisam de revelação para fazer sentido. Nós, quando estávamos juntos, precisávamos apenas de nós mesmos. Quando a noite você encolhia-se no sofá e começava chorar suas complicações, não precisava eu saber o motivo das lágrimas rolarem, apenas eu estava lá para enxugá-las. Não era necessário revelação, não precisava registrar nada porque ainda me lembro de tudo. 
Nunca tiramos fotografia alguma, nunca revelamos nada; talvez esse tenha sido meu erro ou o nosso único erro. Devia eu acreditar em tudo o que você dissera? Porque até hoje não consigo recordar-me de você vestido naquele seu melhor terno, mas se você tivesse sido fotografado concerteza eu lembraria agora.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A menina que roubava (canetas)

Segredos eu sempre tive, e sempre terei, mas um segredo que não queria que ninguém soubesse, mas por motivos que desconheço, vou registrar aqui. Para no futuro eu não esquecer.

Eu roubo canetas.

Nunca percebi bem o que fazia porque era tudo bem elaborado, chegava na menina de estojo mais bonito e rechonchudo, como eu tenho inveja dessas moças, e dizia calma "me empresta uma caneta"; sempre dizia a cor que eu queria, em geral preferia as pretas porque são as mais difíceis de se conseguir. No fim da aula, não devolvia coisa nenhuma e enfiava a caneta bem no fundo da bolsa, esperando que ninguém visse as canetas e tampouco minha alegria em tê-las.

O melhor não era possuir canetas variadas e de cores diversas, tudo de graça, mas era ter o gosto de "roubá-las". Certa vez quando fui pedir uma caneta "emprestada" para um garoto, uma menina que já havia perdido para mim uma de suas melhores canetas - era realmente uma boa caneta se não tivesse estourado semanas depois - me olhou com espanto, foi pior quando ela lanço para o rapaz aquele olhar de "não faça isso", mas foi em vão porque o menino me deu a caneta e guardo-a até hoje. No fundo não acho que seja um roubo porque ninguém vem atrás delas, mas canetas, por quê?

Mesmo eu tendo que escolher um artifício da internet, por motivos óbvios, para registrar fatos, eu prefiro sentir aquele rolar fácil da ponta da caneta sobre o papel. Não me canso de escrever, o que quer que seja. Meu caderno poderia dar um livro e as cadeiras que me sento - em qualquer lugar - têm nelas palavras escritas que mudariam a vida de alguém. A caneta foi o principal instrumento que Aristóteles usou para registrar todas aquelas verdades, porque a caneta não teria como ser apagada, ficaria impressa no papel, todas as palavras que até hoje muitos lêem. Nunca roubei lápis, porque eles são facilmente apagados e acabam. mas as lapizeiras precisam serem carregadas e pronto, estão novas, mas ainda assim são facilmente apagadas porque sempre se perdem.

Agora na minha bolsa tem duas novas canetas, uma vermelha e outra preta. Uma garota que por um milagre sentou ao meu lado hoje, as deixou sobre a cadeira e saiu correndo porque queria fugir da prova de trigonometria, mas eu imagino que se não tivesse aquela prova eu não teria "ganhado" mais dois tesouros para me fazer a alegria. Obra do doutor acaso (?).

O meu amor, o amor que eu quero chamar de meu.

Imaginar que alguém pode cantar isso, para mim, arrepia o corpo todo.
Porque eu quero um amor que tenha um jeito que é só seu.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Amar de novo? Um amor novo?

O assunto em questão é que me sinto pequena demais para apaixonar-me por homens e grande o bastante para não me relacionar com garotos. Eu quero você. Você que a tão pouco tempo ria ao meu lado, todos os dias. Hoje não sabemos fazer isso, tão simples, mas nós fizemos tudo errado.

Eu tive um sonho com você, meu homem. Nesse sonho nós fugíamos de todas as pessoas só para ninguém ver que nós estávamos amando, porque no mundo em que vivíamos, no meu sonho, amar era um absurdo. Encontramos um lugar, um lugar frio e escuro, escolhemos esse porque pensamos que nós iluminaríamos e aqueceríamos aquele lugar, e assim foi feito. Nossos beijos duravam minutos, eternos, em que eu sentia o gosto de cada local mais secreto de sua boca e você da minha. A cada momento eu lhe dizia que você tinha um gosto salgado porque eu queria ouvir de você que eu tinha um sabor doce, porque eu queria sentir que nós éramos como o bem e o mal tornando-se um só. Mas você não disse e eu me contentei em apenas olhar para teus olhos.

Teus olhos, meu garoto. Teus olhos me levam a um lugar onde eu sempre quis estar, onde eu deveria morar e ali ficar. Lembro-me de nós dois, em uma brincadeira que parecia infinita, deleitados em um mar tão azul. Nós sorríamos porque não havia nada a se dizer. quando mergulhávamos juntos, era mágico, simplesmente porque eu via você em câmera lenta, seus movimentos calculadamente lentos e seu olhar fixo em mim. Eu desejava que aquela cena durasse para sempre, ver você naquela água dava a mim uma sensação de pureza que eu só via em você.

Meu homem, meu garoto, você foi meu tudo. Eu não me lembro bem se te amei ou se apenas me apaixonei, mas foi tão intenso, tão bom. Depois de eu ter tentado esquecer tudo, inclusive seus olhos, eu tornei a sonhar contigo, o melhor sonho que poderia ter durante séculos, porque em meu sonho você era meu; meu menino, meu homem.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Em estações.

Parada naquela estação ela lamentava as perdas, deixara tudo para trás antes que tudo a deixasse para trás. Ela ia embora Para uma cidade desconhecida, um lugar literalmente novo onde ela teria de lutar sozinha para sobreviver. O medo sempre esteve com ela, sempre estaria; era insegura e a auto-confiança nunca permaneceu mais de 24h com ela. Precisava mudar, enfrentar e viver algo novo.

Logo na estação, sentada no banco esperando o trem que viria daqui a uma hora, um rapaz, de feições épicas, olhava para ela com uma atenção perceptível. Ela até poderia começar uma conversa com ele, mas tinha medo de tudo, portanto calada ficou. 

Foi quando deixou a caneta que segurava cair no chão, o moço encontrou a primeira chance de falar com ela. "Deixe que eu pego", ele disse com cavalheirismo; ela se retraiu em seu lado do banco e lá ficou, imóvel e sem olhar para ele novamente. Mas todo seu esforço para não continuar com a conversa fora em vão, logo ele já começava a falar sobre as dificuldades de arrumar malas de viagem, ela sempre concordava com "é verdade" ou "eu também acho". Ele se empenhava para aquela mulher de beleza tão singela, falasse com ele, mas ela se trancou e calada ficou. Ele desistiu, pegou sua bolsa e levantou-se, prestes a ir embora quando de súbito ela falou, ainda e cabeça baixa, "mas pior do que arrumar malas é esperar trens, eu ainda tenho quarenta minutos para fazer o que eu quiser, antes que o meu trem chegue.". 

Ele ficara embasbacado, como se a mulher fosse muda e por um milagre começara a falar, pôs a bolsa no chão mais uma vez e continuou a conversa que, agora, tomava um rumo, qualquer que ele fosse. 
- Eu penso que quem quiser pegar trem, deve estar aqui na hora certa ou como nós fizemos, chegar muito antes para não perder o transporte. Porque você sabe, trem só vem de novo depois de duas ou três horas de viagem.
- É, e eu bem sei disso. Como devem sofrer os maquinistas, não acha? 

Ela quase nem percebia que aquela era uma das únicas vezes em que conversava com algum desconhecido como se fosse conhecido, ela estava adorando falar sobre todos aqueles assuntos, tão simples, mas que ao mesmo tempo fascinantes, talvez pelo fato de ela nunca ter parado para pensar neles como algo que se devesse pensar; como exemplo "por que nunca se estressou ao esperar um trem ou qualquer coisa que fosse?". 
- Eu não faço ideia de como conheci aquela camareira, sabe? Eu sei que no fim acabei ficando com ela, me apaixonando e por último e não menos importante, acabei o relacionamento com ela. Mas esse fim só aconteceu por causa de estações de trem, quase isso.
- Nossa, mas que pena. Eu não me recordo de nenhuma lembrança ruim que tive relacionada a estações. Mas estações remetem sempre ao fim, eu não gosto disso. Também não gosto de começos, prefiro quando tudo já está acontecendo, sabe? Por exemplo, o avião, é muito melhor quando ele já está lá em cima, sem precisar passar aquele frio na barriga que é a decolagem. 
- É, falando nisso. Acredita que só voei de avião uma única vez?! Eu tenho um pouco de medo de altura, por isso venho tanto a estações...

Acontece que ela estava descobrindo um lado seu que não conhecera nunca antes, pensava que com ele a mesma coisa acontecia e por isso não cessou a conversa. O único problema foi que de tanto falarem em estações e atraso acabaram se atrasando e perderam o trem. Não perceberam e lá ficaram; sentados, conversando sobre tudo e nada.

 O que aconteceu quando perceberam o erro, eu não sei. Os fatos são verídicos e tratando-se de "verdade" eu prefiro não alterar nada, vai que um dia ela se cruza comigo por ai, em qualquer estação e vem acertar as contas comigo, então é melhor deixar assim do jeitinho que está. 

Rimas pobres (para tirar o atraso)

Situações que colocam em perigo. 
Prometi escrever algo sobre vampiros. 
Vamos ver se consigo. 
Para terminar uma foto do homem que levo comigo. 
Para terminar rimando, 
vou logo dizendo que não ando chorando. 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Outubro ou NADA

Eu nem acreditava no que fiz. Se fosse a alguns meses atrás eu pensaria que foi força minha de conseguir dizer aquelas palavras. 
- Se eu já aguentei esse tempo todo sem te ver, graças ao maracujá, por que eu não posso esperar mais um pouco, né?
Não, eu não posso acreditar no que disse. Ele ia, não ia? O normal a se fazer era implorar para que ele aceitasse o meu convite, que fosse comigo. Mas é outubro - o meu mês do outubro ou nada  - não há nada que eu faça ou diga que seja pensado. É o mês em que todas as coisas desconversam, por exemplo: acabo de ver a propaganda de uma banda que um dia eu ri dizendo que nunca iria a um certo programa, pois lá está essa banda nesse "certo programa". Por fim é o mês em que meu cabelo arrepia e que todos brigam comigo, mas ele não. 
Ele nunca brigou comigo, pelo meus cálculos ele nunca faria nada disso, quem sabe se eu fizesse por onde, mas seria explicitamente um enorme erro. Eu não fazia isso, mas fazia algo pior. Andar dois quilômetros não é ruim quando se ri durante todo o percurso, com ele eu riria muito. No lugar disso eu preferi a alternativa em que vou com quem mais amo, mas que está me tirando do sério simplesmente por eu ter que me fazer de calma enquanto eles querem arrancar meus segredos de mim. Ele nunca fez isso comigo, e nunca faria. Diante dos meus cálculos quem quis arrancar seus segredos fui eu, mas impassível, com palavras tão insípidas, é insípidas,  ele fez com que eu parasse. 
Mas é que nessa semana deu pra piorar, a semana de outubro ou nada que eu optei por lembrar dele, lembra muito. Pensei que ele fosse a cura das minhas dores que nunca passam, mas ele é lógico demais e nunca diz nada além do que eu já sei. Pensei que ele seria a pessoa com quem eu aprendesse a crescer e logo esqueceria, porque inacreditavelmente é assim que a roda gira, mas ele já é grande demais para ensinar-me isso. 
diante de milhões de opções que meu outubro ou nada me dá eu preferi ficar com a pior de todas: nada.