terça-feira, 30 de novembro de 2010

A malvada da queen B.


"As pessoas acham que estou jogando, e querem me ver perder."
"Se está a procura de um final de conto de fadas, alugue um filme."
"Estou disposta a te deixar ir, se isso for o necessário para te ter de volta."
"You can sleep when you're dead, baby"
"Uma meia verdade é uma mentira completa."
"Quando a batalha acaba e as armas são colocadas de lado, novas estrategias se formam."
"Em materia de amor e guerra, todas as armas machucam. A pergunta é:quem viverá pra lutar mais um dia?"

domingo, 28 de novembro de 2010

Voltando a intensidade.

Tudo que eu quero te dizer, tão singelo, vai além do que você possa imaginar. São palavras suaves e puras, mas que tocam até  a mim. Porque eu te conheço, não tão bem como deveria, mas o bastante para saber que você é. Eu posso sim dizer tudo o que eu tenho vontade, apenas para você, porque você me dá uma coragem insana. A mesma coragem que sentimos quando nossos neurônios já estão completamente embebidos de álcool: uma coragem da qual nos faz perder as rédeas e construir sensações inusitadas. 
A vontade maior agora não é de te beijar, porque tantas vezes em sonho eu já tenho feito isso, mas é de te ter. Ter você enrolado em mim, em nó. Sim, porque eu amo nós. Como milhares de vezes eu já imaginei a cena, embora seja utópica ela acontece dessa forma:
Estamos frente a frente, olhando bem a fundo de si e de mãos dadas. Sem falar nada, eu te tomo pela mão direita, sim, porque a esquerda está ocupada com uma caixa de presentes que logo você dará pra mim. Televo a algum lugar onde haja apenas uma luz, para que vc veja apenas o que eu quero te mostrar. Você está desconfiado e tem medo do que eu vá fazer porque sempre eu faço o que você jamais espera. O cardigã que me envolve vai sendo tirado com calma e eu te entrego meu braço. É quando você começa a ler, em silêncio, mas com um sorriso unico:
"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais EU. Mais VOCÊ. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. EU QUERO NÓS. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. QUERO VOCÊ. Quero EU. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."
O texto está escrito por meu corpo todo, embora fora difícil escrever nas minhas costas eu sabia que você ficaria feliz. Porque meu corpo virou um caminho que aos poucos, palavra por palavra, você vai conhecendo e perdendo-se por sobre ele. Nesse instante você já lê as ultimas palavras e me olha com vergonha, porque o seu presente é pequeno demais diante do que eu te dera. 
Por fim, no fim de tudo, você já me quer. Você não quer as palavras bem concatenadas que eu escrevo, mas os sonhos que você participa e a moça que quer ser a mulher da sua vida. No fim você quer o início, os créditos do filme em volta para você começar tudo outra vez. Para nos encontramos em alma perante ao azul. 

sábado, 27 de novembro de 2010

Para o PBLJ.

Eu amo o professor

- Como foi, hoje? Sabe, aquilo sobre ver seu homem. 
Ela trêmula, mas de frio. Os olhos perdidos, nenhum sorriso no rosto e as mãos suadas e a barriga doendo. Valentina sempre pensou que é assim que as mulheres se sentem quando estão apaixonadas, não que ela estivesse, mas queria se previner de. 
- Ele olhou pra mim, bem fundo nos olhos, me disse tudo o que eu queria ouvir durante anos...
- Durante anos?
- Calma, isso não é um diálogo. Disse ela, imperativa. Nós falamos sobre Clarice, apenas. Mas de súbito ele mudou de assunto, como se a conversa estvesse mesmo ficando muito chata. Então eu falei sobre o que ele mais gostava: mentiras e mulheres. Menti sobre já ter tido vários amantes. Eu não queria ter mentido, mas ele se animou em saber que eu  não precisava mais de preparos para "ser" de alguém; eu senti pelo calor das suas palavras que ele me queria. Senti o corpo inteiro tremer quando pegou em minha mão; sua mão áspera e grande, eu queria me deitar sobre sua mão, queria me perder escondida em seus braços nus. QUERIA! E quero. O que deveria se suceder era que ele me chamaria para qualquer lugar, longe dali. Mas ele não fez nada e continuamos a conversa sobre nada, apenas um pretexto para ambos se olharem. Por fim, chegou uma moça, uma mulher, linda, loira e alta com pernas enormes e serenas. Meu medo foi enorme, ele não me quis mais, ou ele nunca quis. Soltou minha mão tão rápido, como se ela fosse de gelo. Seus olhos brilharam ao olhar a moça que entrara - que ódio eu tenho dela, que raiva eu tenho da beleza dela - nem percebeu que eu ainda estava ali, nem percebeu o quanto foi difícil conseguir coragem e conversar com ele. Eu permaneci ali durante minutos interruptos, que mais pareceram séculos. Olhar para ele fascinado com uma moça qualquer, ele se apaixonara tão rápido, não deveria ter vacilado assim. Mas eu permaneci, então veio o assunto. Eles falavam sobre uma certa mulher que estava querendo conhecê-lo, mas por fim ambos já estavam por demais intimos - eu não virei o olhar e nem sai dali - foi quando ele falou, com a voz mais linda de se ouvir: "mas não, não posso. Não gostei dela. Eu gosto de mulheres magras, mas que são brutas..." em risos altos, fazendo a moça mostrar seu irritantes dentes branquíssimos. Mas o melhor foi que após dizer isso... ele piscou pra mim...
- Como não há mulher mais linda, magra e bruta como você.
- É. 
Ela sentiu uma lágrima descer sobre os olhos, quente, salgada. Uma raiva.
- Mas eu, eu não posso me martirizar dessa forma. É tão horrivel vê-lo, sempre, e saber que esse desejo é inutil. Eu deveria me apaixonar por você, Benício. Porque você me ama, eu amo você e assim estaríamos prontos. Não para se ter um ao outro, mas para saber como é estar apaixonado.
- Valentina... eu estou apaixonado. 
A adrenalina corria por suas veias e seu corpo todo arrepiara. Ele contaria o quê, meu Deus? Que dor é essa que fazia com que ela quisesse jamais ter existido?
- Eu não deveria te contar, mas é mais forte do que eu. Eu nem sei se é certo, mas ela não saberá dessa conversa então... Estou pronto para começar minha dissertação. Embora ela não seja tão apaixonante e dolorosa quanto a sua. É, porque a paixão tem dessas coisas: dói e só serve mesmo se doer.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Renato Leão

Era inútil contar, mesmo sabendo que ela ouviria tudo e pensaria em cada palavra como se fosse muito importante. Ela jamais saberia o que dizer e o fato de ele contar o que se passara na semana anterior, seria em vão. Ele não sorria para o vão, ele jamais pensava que o "vão" o levaria a bons lugares, mas ele lutava para que jamais deixasse que seus pensamentos caisem em meio ao vão. Era inútil lutar contra isso quando estava com ela. 
Ela parecia que sempre tinha o que dizer à ponta da língua, mas não dizia. Como se sentisse fraca demais para dizer palavras tão fortes. Sim, porque as palavras são fortes e uma vez ditas jamais podem ser pagadas ou mudadas, as palavras são como ideias: poderosas, cheias de força infinita. 
Eles estavama sentados um ao lado do outro. Sem olhar nos olhos de ninguém. Ela tinha medo, porque seus olhos sempre diziam um segredo grande demais que se podesse suportar em silêncio. Mas ela falou, mesmo não sabendo qual repercussões teriam aquelas palavras. 
- "Hoje senti você se estraçalhar no ar dentro de mim em forma de uma canção linda e estranha que ecoava em meus ouvidos, e o que é pior: na sua presença. Senti vontade de te escrever uma carta imensa. Senti vontade de verbalizar textualmente uma porção de sentimentos ocultos sobre as cortinas gastas e pesadas da lembrança. Mas tudo acabou junto com a canção."
Um silêncio, calmo, o silêncio olhando pra eles e agora Renato olhava para ela, nos olhos dela, como quem pergunta o por quê. Ela sorria, levemente, tentando explicar que aquilo era apenas uma citação, algo que alguém muito famoso disse. 
- Eu queria te deixar com os olhos marejados. 
- Eu não preciso ficar assim, apesar de tudo que você tenha dito se encaixa perfeitamente ao que eu vivo. Não ao que eu vivi, ao que eu vivo, agora. Não quero chorar.
- Não! Eu não quero te fazer chorar, de maneira alguma. Ficar com os olhos marejados... é... lindo. É como se você transferisse o mar inteiro para dentro de seus olhos, deixando-os marejados. O infinito dentro de seus olhos. A eternidade... "na sucessão encontrava-se o máximo da beleza, que o movimento explicava a forma. (...) e na sucessão também se encontrava a dor, sim, porque o corpo era mais lento que o movimento de continuidade ininterrupta."
- O que você está tentando fazer, talvez esteja conseguindo com júbilo, porque eu estou me entregando a suas súplicas, quaisquer que sejam elas. 
- Quero que você entenda que estou pronta. Pode começar a contar...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aqui precisa de um "top 10"

Então como sou muito viciada em blogs o meu "top 10" vai ser sobre isso, mas um pouco diferente. Eu não vou listar os "melhores blogs teen", até porque tenho repugnância a isso; vai ser sobre blogs gringos (h). Sabe essa barra que tem no seu blog, na parte de cima onde tem escrito, "próximo blog"? Pois é, vai clicando pra você ver o que encontra.
Os blogs estão enumerados de acordo com a vez que eles foram aparecendo, então não pense que eu acho um melhor que o outro, achei lindos.
  1. Our daily life (nosso dia-a-dia). - O blog é feito por uma família (uma mãe) que inclusive é linda. Eu sei bem pouco porque não li muito sobre, mas eu achei lindas as fotos do menininho vestido de cowboy. Merece que você dê uma olhada. 
  2. Our life is always a fun day on the beach. (nossa vida é sempre uma diversão na praia) - Quem posta é a mãe, também. Eu li um pouco mais sobre descrição: "Eu (Liz) e Bill nos casamos a mais de onze anos, e temos 3 (quase 4) filhos maravilhosos. Sarah 8, Ander 6, Malah (amei o nome) e AnnaBelle se juntará a família (...). Bill serviu a marinha por quatro anos (...) e depois enviado para o Iraque.  (...)"
  3. DAVENPORT DANDELIONS - Também é de uma família. Claro, do que mais seria. Mas agora é diferente, é uma família daquelas gringas, que a gente vê andando na praia em dia de semana. É aquela família de gente nada linda, mas que tem um cabelo loiro e bom acompanhado de um belo par de olhos azuis; é apaixonante. Não tem muita informação, mas é lindo. 
  4. BABY TACKETT 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Antes de ser provada.

Lá estava eu parada e com o coração a repousar no colo do amor maior.
A noite escura, um vento gélido dançando em volta de mim e eu mal o sentia, porque uma ideia irritante me perturbava e eu queria gritar e queria chorar e queria correr e...
Um avião.
Um avião piscando, calmo. Parado. Esperando que eu adentrasse com ele céu a fora e e o acompanhasse até à lua.
Acende; apaga.
Acende; apaga.
Acende; apaga.
Ele foi rindo pra mim. Me fazendo esquecer que o fim estava um pouco perto; a luz ainda piscava.
Eu senti que era meu dever eternizar os últimos segundos. Era fácil, bastava lembrar-se de segundos

GRANDESETERNOSFORTESÚNICOSSEUSMEUSNOSSOSFELIZESAMADOS
Mas ao abrir os olhos, tão rapidamente, o avião fora embora e eu pude ver que aquilo não era. Uma estrela cadente, brilhante, piscante, sorridente. Eu a peguei para mim, para que ela pudesse te eternizar em mim. 

domingo, 21 de novembro de 2010

Pablo, FICA!

Tiê
"Queria te perguntar se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. 
Quer levar minha bagagem, ou não?
(...)
E mesmo assim eu quero te contar que talvez eu tenha aqui comigo alguma coisa pra te dar. 
Eu tenho espaço de sobra no meu coração. 
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão."

Luana C.

Eu aprendi que nao importa quanta seriedade a vida exija de voce, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto.
William Shakespeare

Ulisses.

Com o coração selvagem.


não que fosse impossível conseguir ler o dito livro, mas porque durante um mês eu não encontrei uma boa alma que fosse para me acompanhar a biblioteca. fui ontem e olha só o que tenho agora.

ainda não comecei a ler, acredite. mas é que eu estou prolongando a sensação de alegria em saber que o tenho em mãos, assim como a própria Clarice já fez em felicidade clandestina. pois então aqui estou eu, usufruindo da minha felicidade clandestina.

sábado, 20 de novembro de 2010

Mania de Tó.

Na voz de Tó Brandileone 


 Vinicius Calderoni.
"Pois só quem perde tempo
É quem acha que não tem
 mais tempo a perder."


My boy 2


Muito bem citados.

Vez por outra meus amigos andam escrevendo certas frases lindas; algumas são até bem verdadeiras... enfim, são citações tão boas que merecem ser lembradas para sempre. 


"O medo não é de morrer, é de não ter tempo suficiente para viver."

Luisa.
"Tudo o que é completo, é por si só, tão bom. A lua é mais linda quando está completa;(...) o sentimento é muito mais aproveitado quando se é completo. Mas (...) O incompleto também tem seus encantos, pois assim você luta para consegui-lo completar. Então lute, ame, sinta. Complete."
"Felicidade não cabe no papel"

Exclusivo para o Noel.


Já estão penduradas todas as luzes de natal.

Querido papai Noel, eu acho mesmo que estou um pouco fora da idade para te escrever. Mas como esse espaço é só meu, o senhor é um homem bom e eu quero ganhar presentes, então eu escrevo.
Posso não ter me comportado extremamente bem; talvez não tenho guardado os sapatos naquele dia depois da biblioteca ou no mesmo dia eu possa ter deixado os livros soltos em algum lugar; mas eu me esforcei, apesar do meu desleixo. Acontece que eu preciso de presentes. Preciso mesmo e eu sinto que se não pedir pra ninguém vou acabar sem nada.
Eu sei que você tem milhares de coisas pra preparar e seus duendes estão sobrecarregados de tarefas, mas como já é novembro e faltam um mês e seis dias para o natal chegar as lojas andam lotadas de promoções, as casas repletas de luzes "pisca-pisca" e eu já espero pelos presentes, eu decidi que deveria sim fazer com que você lesse isso.
De primeira mão eu quero pedir que me devolva a intensidade; porque se eu não falei, veio um certo leão e me roubou isso, eu quero de volta. Mas se for relacionado a isso eu prefiro pedir uma boneca ou um sapato (como eu sempre peço). Eu escrevo mesmo é para pedir um pouco de calma, a quantidade exata para que eu não posso ferir ninguém quando eu estiver com raiva. Queria pedir também uma mochila nova. Pois é, eu carreguei durante um ano dentro dela toda minha bagagem; cada parte de mim já esteve dentro dela e ela me mostrou que possuo uma bagagem pesada, porque ela findou em se rasgar. Eu quero mais e mais, mais bagagem, mais sentimentos, sentidos e sensações. Quero mais "S"s.
Quero acabar um pouco com minhas confusões. Não por completo, porque se não houver confusão eu não terei no que pensar e ficarei ociosa demais. Quero que você calcule a medida de cada coisa que vá me dar. Porque é como o próprio Aristóteles falou em um de seus livros, "nem 8 e nem 80", porque eu sou um tanto descontrolada e isso destrói tudo.
Eu com certeza tenho mais a pedir, mas não sou criança, certo? Ai vai a lista de desejos reduzida.

  1. Um exemplo da mochila que eu quero. Essa é a do ano que está a se acabar, já está por demais velha.
  2. A jaqueta jeans que eu preciso. É, eu preciso mesmo. 
  3. O sapato da Luana que eu teimo em chamar de tamanco. Ele me deixa alta, bem alta, só isso :)
  4. Uma caneta de cor vermelha e deponta bem fina. Porque o ano acabou e não tem mais como eu conseguir mais algumas. Canetas vermlehas e de pontas finas são com toda a certeza as melhores para escrever sobre o amor.
  5. Um pote infinito de nuttela.
  6.  O meu leão cada vez mais perto. 
  7. A Luana e o Pablo para sempre, mas que o amor e a felicidade perdurem. 
  8. Um presente a sua escolha. Pode escolher Noel, eu aceitarei com alegria. :D

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Unwritten

Eu estou em branco, não posso ler minha mente, eu sou indefinida. Estou apenas começando, a caneta está em minha mão terminando o não planejado; encarando a página em branco a sua frente, abra a janela suja, deixe o sol iluminar as palavras que você não pôde achar. Tentando alcançar algo a distância, tão próximo que você quase pode provar. Eu quebro tradições, algumas vezes minhas tentativas,são fora dos limites. Nós fomos condicionados a não cometer erros, mas eu não posso viver desse jeito. 


Liberte suas inibições

Sinta a chuva na sua pele, ninguém pode senti-la por você, somente você pode deixá-la entrar. Ninguém mais! Ninguém mais pode dizer as palavras em seus lábios. Se molhe em palavras não ditas. Viva sua vida com braços abertos! Hoje é o dia em que seu livro começa, o resto ainda está em branco.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

não é nada. não foi nada. "eu que fui tirar férias na Sibéria, mas voltei."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

tem peça, de novo. muitas emoções vão rolar. sentimentos à flor da pele.
tantas músicas... é tudo de cortar os pulsos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu vou te contar essa poesia. Fique em silêncio, por favor.


Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos deparamos numa esquina, num lugar comum. E aí? Quais são seu planos? Eu até que tenho vários. Se me acompanhar, no caminho posso te contar. E mesmo assim queria te perguntar se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. Vai levar minha bagagem ou não?
Pelo visto vou te inserir na minha paisagem. E se pensar, a gente já queria isso desde o início. De dia, vou mostrar de longe. De noite, você verá de perto. O certo e o incerto, a gente vai saber. E mesmo assim, queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo alguma coisa pra te dar. Tem espaço de sobra no meu coração. Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

Dramaturga.

Parece até que perdi a inspiração.
Porque eu sempre senti que poderia buscá-la em algum lugar ao fundo.
Não há fundo. Só um vazio a ser descoberto e iluminado.
Os dias vão complicando. Sempre mais.
Levaram de mim a minha vontade de escrever.
Roubaram de mim toda intensidade.
Esconderam em algum lugar a moça que cá escrevia.
Não sei, talvez ela só tenha ido tirar umas férias na Sibéria.                                 Sibéria (?)

Prolongando e perdendo tempo sem respirar

Então pode-se dizer que a vida anda me pregando peças. Deus com certeza quer provar minha paciência e minha fidelidade. Eu estava com muita raiva, ainda estou, mas algumas coisas me fizeram muito felizes. Então, ai vão elas.
Sexta foi o festival de dança da minha prima, na verdade da escola dela. O tema era  a bela e a fera, foi tudo muito lindo, as danças... tudo! Um pouco cansativo, confesso, mas foi lindo apesar disso.

Essa foi a unica dança que eu consegui identificar o personagem. Eram os tic-tac. Eles dançaram sapateado, eu acho. 

Essa era a fera. Era a fera mais feia que eu já vi em toda minha vida. A foto saiu tremida porque tinha um som ensurdecedor bem perto de mim e eu estava tremendo. Ali atrás é o lumiere que era interpretada por uma tal de Yáskara, é eu não escrevi errado, é esse nome mesmo. 

Essa foi uma das melhores danças. Essa e a que a minha prima dançou (jazz), estava tão legal que eu esqueci de tirar foto. Essa dança era sapateado e eles representavam um banda que inclusive, até agora não sei de onde eles tiraram isso do filme. Eles subiram em latas e fizeram maior barulheira e no fim acontecia algo incrível. 

A pior parte. Não que fosse mal feito, mas era muito cansativo e nada engraçado, apesar do enorme esforço pra que assim fosse. 

Todo o elenco da aldeia. 

Todo o elenco da aldeia parte 2.

Domingo eu fui ver "Nanny McPhee e as lições mágicas". Como sempre acontece, algum probleminha na hora de entrar na sala aconteceu, mas enfim... Eu vi o filme e é muito bom, recomendo. Uma super dica é: veja filmes que termine só quando o shopping fechar. A alegria de ficar perambulando entre aqueles corredores limpos e lindos é incrível. Segredos foram encontrados. 
Um manequim muito diferente. Uma nega-maluca refinada. 


Um sapato incrível. 


Um sapato fofo.

Um sapato náutico. 

Um soldadinho desnutrido. 

Um urso pianista. Notem os brilhinhos nas patinhas dele. 

Uma bailarina dominadora, com o seu marido nas mãos. 

Desde quando o pinóquio é um símbolo natalício?


Um soldadinho do Einsten.

Um jaguar na blusa da minha prima. Um jaguar lindo, diga-se de passagem. 

Dois abraços. 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Mundo sem Mulheres!

Acabei de receber o e-mail e não podia desperdiçar a chance de registrar. Desculpe se as letras coloridíssimas te deixou  um pouco zonzo, mas é que do jeito que eu recebi só fiz copiar e colar.  Eu tive vontade de me sentir mulher, porque ainda acho que sou criança.  

Por Arnaldo Jabour

O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso pra quê?  O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? A verdade é que é a mulher o objetivo do homem. 

Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função da mulher. Vivem e pensam em mulher o dia inteiro, a vida inteira. Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente. Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo. Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. 

Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'. O dito está envelhecido. Hoje eu diria que 'na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'. 
É você, mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens. E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. 


Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. Já pensou?  Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem metas.

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES: 
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.

2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem. 
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora. 
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo. 
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio. 
10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
11- O brilho nos olhos quando sorriem.
12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não...'
13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.
15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram. 
17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.
19- As saudades que sentimos delas. 
20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Aulas de francês. O amor tem que estar metido nessa estória.

Ma belle amie Je sais que tu viens Que tu viens pour dire Malgré ton désir Que tu es ma lover
Oui, je suis ta lover Car quand il est neuf heures
Moi je dois partir
Je fais semblent de dormir Pour pouvoir retrouver Tes mots secrets Tes mots d'amour
Sous l'oreiller
C'est ma chanson française pour toi Les rimes hesitent mais pardonne-moi Je n'ai pas ta classe, ni ta cadence Pour dire des mots d'amour Comme en France
Je suis ta lover
Oui, tu es ma lover Car quand il est neuf heures Toi tu dois partir
Tu fais semblent de dormir Pour pouvoir retrouver Mes mots secrets Mes mots d'amour Sous l'oreiller
Mon amour
Je veux que tu viennes toujours
Mon amour
Ton poème sous l'abatjour
Mon amour
Mon coeur qui bat comme un tambour
Mon amour
Si doux comme un petit-four
Mon amour
On se trouve dans en carrefour.
---------mimimi----

P.S: Deu o maior trabalho pintar cada letrinha de uma cor. Mas ficou tão bonitinho.
PP.S: Vou procurar um curso de francês.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A filosofia de Aristóteles.

Um trecho do meu livro de filosofia, na verdade é mais um livro de empreendimento da identidade. O livro é muito bom, esse trecho eu coloquei no trabalho sobre Aristóteles e achei por demais interessante. Ai está, registrado. A seguir, mais uma imagem de Jean-Honore Fragonard (young girl reading), já que agora eu estou com uma vontade de "arte" e porque ando com vontade de ler (o livro que não sai da minha mente é o seguinte: "perto do coração selvagem- Clarice lispector"). 

"A grande finalidade da vida humana, ele afirma, é alcançar a felicidade. É o que todos querem. É o que todos buscam com suas escolhas e ações. Assim, se não nos conhecermos e nos colocarmos no caminho que tem a ver com a nossa natureza, com o nosso caráter, cxom a nossa identidade, estaremos , talvez, condenados a reconhecer nossos erros tardiamente e a ter de começar tudo novamente. 
Aristóteles define a virtude como sendo a capacidade de a razão controlar a emoção. E a virtude que assima tua é chamada de virtude ética (ou virtude moral). Para adiquirirmos uma virtude ética, como coragem, é preciso criar hábitos. Assim, só se torna corajosa a pessoa que pratica constantemente a coragem. 
Para alcançar a virtude, o caminho a ser percorrido é o caminho da autoeducação. E por educação não devemos apenas entender os ensinamentos dos pais ou a educação formal que aprendemos na escola. O caminho da virtude é o caminho do autoaprendizado, do exame constante que devemos fazer de nós mesmos. 
O sonho é entendido como a iniciativa de desenhar novos projetos, novos rumos que possam mudar o curso dos eventos. (...) Ele inicia seu livro de ética com a seguinte observação: toda ação, toda investigação e toda criação visam à algum fim. (...) Pois que ação não busca um objetivo? Que investigação não busca alcançar a compreensão dos problemas levnatados? E que criação não tem sua função? (...) Mas, será que que temos consciência dos fins que desejamos alacançar antes mesmo de agir?
(...) A felicidade é concebida como uma atividade em que o homem pratica o melhor de si, ou seja, sua parte racional sobrepõe à parte passional. Assim, precisamos construir um sonho e nos aperfeiçoarmos, com a busca de conhecimento moral e intelectual para o realizarmos. (...) Só se pode ter certas qualidades se desenvolvermos algumas virtudes éticas. Por virtudes éticas entendemos uma certa disposição para agir racionalmente, ou seja, agir de forma moderada."


Intenso, tão lindo que dói (?)

Tomei uma liberdade que não me foi dada. Li isso e me senti dentro do texto, porque ele causou em mim um frenesi que arrepia. O nome do autor é Jacinto (pra quem estava curioso em saber), pode ver mais textos, inclusive esse, no blog dele: Sominium quo leo

  " - Você está feliz agora?
                Se eu estava feliz? Eu a tinha em meus braços; quente, macia. Então claro que sim, eu estava mais que em júbilo.
                Afaguei seus cabelos dourados sob meu queixo. Apesar de estar delirando, eu não ousava dizer nada, talvez nem quisesse, pois assim estava bom, e definitivamente, era assim que tinha que estar.
                - Fale alguma coisa! – ela não se aguentou de tão nervosa, e pisou de leve em meu pé.
                -Ai! Mas eu estou falando! E estou falando uma coisa que nem se quer preciso falar.
                Ela apertou ainda mais seu abraço, afundando seu rosto em meu ombro. Sua respiração, a cada segundo que passava ficava descoordenada, até começar a dar pequenos soluços.
- Ei, ta chorando? – perguntei confuso – Ta chorando mesmo? Por que o choro?
                Ela não respondeu de primeira , só continuou a soluçar. Isso me deixava nervoso, e até com medo, será que ela havia desistido?
                Repeti a pergunta, dessa vez, mais mansamente, aninhando-a em meu peito. Seus soluços iam se acalmando, até quase não haver soluço algum.
                - Mas e se descobrirem? E se não der certo? –ela disse com uma linda voz chorosa – Sabe, nós.
                Eu não acreditava no que ela estava dizendo, depois de tudo, de todos os meses, para ela se arrepender?
                - Está arrependida? – não pude me conter a ânsia de resposta, eu tinha que perguntar, não, eu queria perguntar.
                - Não, não é isso. – ela balançava a cabeça furtivamente sem retirá-la do meu umbro – Eu só tenho medo.
                Medo? Apesar de tudo, sua resposta me trouxe um pouco de calma. Ela não estava arrependida, só tinha medo, o que era bem típico dela.
                - E se o mundo acabar daqui a cinco minutos? E se et’s de verdade invadirem a terra e a levarem? Sim, et’s de verdade. Ou se eu virar gay? E se, e se... Chega disso.
                Ela finalmente sorriu, apesar de sua cara ainda estar enterrada no meu ombro. Era bom ver que ela não estava chorando mais.
                - Mas é sério S. – concluía aveludadamente – estamos juntos, e isso é o que importa. Os outros? Danem-se eles! Eu te amo, droga! E você também... Certo? – ela assentiu nervosamente – Então, vamos aproveitar o presente, tipo...
                Parei de falar de proposito como sempre fazia. Ela finalmente retirou sua cara – agora bem mais avermelhada – do meu ombro molhado, para me fitar com aqueles olhos leitosos.
                - Tipo o que? – ela me deu um pequeno beliscão quando viu que eu não iria continuar.
                - Tipo isso, sua boba.
                Minhas palavras saíram enquanto eu a pegava pela cintura, minha boca procurava por aquele beijo apaixonado que só ela tinha.
                Não ligava para nada mais, pois as únicas coisas que importavam eram eu e ela, nós. E em meio disso, tudo virava resto."


P.S: Gostaram das pérolas no topo do post? Pois é, eu achei lindo. 
PP.S: Para ilustrar eu usei uma imagem de Frida Kahlo, o título em inglês é "Try with poppies" e em espanhol é "Charola de amapolas". Eu tive vontade de pesquisar sobre ela e resolvi registrar isso também