sábado, 31 de dezembro de 2011

au revoir 2011

É, acabou, 2011 tão famigerado acabou. Foi o ano em que eu conheci gente que eu nunca imaginei que conheceria, gente que me mostrou o que era bom e o que era mau. Ano que eu chorei mais do que todos os anos da minha vida; o ano em que me falaram que Jesus estava louco pra ter um relacionamento sério comigo e eu me entrego a isso todos os dias. Descobri que viver é mais do que respirar, é amar, até porque ninguém vive sem amor, ninguém. Teve dias em que não vivi e vegetava por entre as ruas e pessoas. 
Andei sozinha por ai, descobri prazeres em coisas muito pequenas e insignificantes, amei amigos que antes não amava tanto e desamei amigos que antes amava tanto. Descobri que viver é ser, é atuar e aturar, viver é ser mais forte e não ser esquecida. 
2011 foi sim um ano com seu altos e baixos, essa balança não despenca para lugar nenhum, fica firme e se sustenta igualíssima, para que eu mesma não despenque. 2011 me mostrou que amores e paixões vêm e vão, que sublimação sempre estará presente dentro de mim, que Freud pode me explicar muito melhor do que eu imaginava que Clarice explicaria, foi o ano em que o bicho do teatro me mordeu e eu permaneci em completo repouso. 
Para que em 2012 eu consiga realizar meus objetivos, grandes objetivos, nada pequenos, que eu me afaste daquilo que me faz mal, mesmo que essa distância me faça mais mal ainda, mas que esse ano me traga mais força que qualquer atriz possa ter. 
*quanto a família tenho o melhor a declarar
*quanto aos amigos tenho despedidas a declarar
*quanto a arte tenho olhos brilhantes a declarar. 
*quanto a paixões, tenho que a Jesus me declarar. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um dia, até a eternidade

Um dia eu vou abrir meus olhos em um lugar onde tudo é perfeita luz, E onde conceitos como sombra e escuridão Serão memórias de um passado sem comunhão . Irei falar com Deus aquele que me conduz; Sem piscar, vou contemplar o Ser que luz traduz; um dia.. A minha terra será bela, e como foi um dia de novo irá voltar. Um dia poderei olhar nos olhos de Deus e agradecer pessoalmente por tudo que fez. , em um piscar de olhos eu lá estarei!Um dia ele irá me coroá com uma coroa de glória, irá me contar todas as obras, Um dia...Vou enxergar que não é luz que causa as sombras, Mas os obstáculos que já não existe mais. Lá o mal não existirá . Um dia todas as palavras entenderei E os mistérios insondáveis compreenderei, E tudo aquilo que ainda estou a imaginar Será real como o amor de Deus por mim.

domingo, 25 de dezembro de 2011

2011 → 2012

- tudo que a gente pensa do outro ano, sempre, a gente se surpreende. essa época é quando a gente se desespera, com medo que acabe. agora tá diferente; a gente aprende mesmo, é inevitável, viu '-' 
- aprendi a me acostumar com tudo..­ ­ se eu posso viver sem o meu avô..­ ­ eu posso viver sem qualquer outra pessoa.­ ­ 
- essa foi a coisa mais forte que tu me disse durante todo esse ano. você virou um vidro, muito forte, ao qual nada fura, nada transpassa, mas todo mundo vê o que há por dentro; um vidro que todo mundo vai, não pra observar o que há por dentro, mas para ver o reflexo. eu vou continuar vendo por dentro, te decifrando. porque Deus mesmo disse que quando a gente ama a gente não se "enfada". eu não vou me cansar de você 
- eu te amo.­ ­

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

It's beyond my control.

" - Não sei como inventou a si própria.
- Não tive escolha, sou uma mulher. Mulheres têm que ser mais hábeis do que os homens Vocês podem arruinar nossa vida com palavras galantes. Assim, não apenas me invetei como também meios de fuga jamais imaginados. E obtive êxito porque sempre soube que nasci para dominar seu sexo e vingar o meu. 
- Sim, mas perguntei "como". 
- Quando entrei na sociedade aos 15 anos já sabia que o papel ao qual estava condenada, o de permanecer em silêncio e o de obedecer, dar-me-ia a chance perfeita de ouvir e observar, não o que me diziam, que nenhum interesse tinha, mas o que as pessoas tentavam esconder. Pratiquei o distanciamento, aprendi a parecer alegre enquanto me espetava com o garfo debaixo da mesa. Tornei-me uma virtuosa do engodo. Não buscava prazer, mas sim conhecimentos. Consultei um moralista para saber como me portar; filósofos, para saber o que pensar; e escritores para saber do que ficar impune. Resumi tudo a um princípio maravilhosamente simples: vencer ou morrer"
Marquesa de Merteuil

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

eu sou o que não sou em outros cantos

Mais uma vez. Te ver crescendo é diferente, é novidade. A gente quase nem se fala, percebe? No começo a gente fica que nem criancinha com receio, coisa de criança mesmo. Me dá um aperto no coração, antes a gente falava muito, da hora que e trava até a hora que saía; dessa vez eu comecei a ficar meio receosa, porque tudo o que eu tinha pra falar se esgotara ali, no nosso silêncio. 
A sua risada, a sua risada vai como um trem, não, um metrô, melhor, um trem bala que voa entre nossas mentes bagunça todos os sentimentos, é quando regurgitamos. O que antes me abria tanto os olhos, naquele lugar tão conhecido, agora eu nem queria ver, porque a gente tava se falando de novo. Somos sim, uma anomalia, algo diferente. Crescemos juntas, em parte, aprendemos com a outra, sustentamos cada uma, amamos muito. Mas que bobagem, amor não foi feito pra ser medido, apenas sentido. Eu falava e pensava, não calculava mais as palavras, é isso que eu sinto quando você tá perto, eu sou o que não sou em outros cantos, sou a Brunna, com certeza. Porque você me amava já muito antes de eu conhecer a Thereza e todas essas capas que eu visto hoje. 
Poxa, eu to me sentindo tão pesada, tão cansada, não to triste, só pesada comigo mesma. Estava em meus planos me derramar em cima de você, pra que você me olhasse com olhar de calmaria, mas não, bem melhor. Muito melhor. 
Eu to me sentindo pesada porque recebi teu olhar de mudança, de vontade, de crença, de atitude, de futuro, de presença, de Beatriz, de Luana; por isso eu to pesada, porque eu recebi isso e todas as páginas de sensações ainda brancas naquele caderninho serão completadas hoje, porque sensação tão boa que nem aquela eu só sinto em um lugar. 
Eu te amo, amo demais. 

Sensação 95 de 365

- Eu prometi um presente, não posso ir entregar, mas a pessoa pode vir buscar.
- Espera.
- Já fazem quatro meses.
- Dá pra alguém que precise, mereça, vende, troca, não guarda.
- Mas se a pessoa estiver passando por um problema difícil? Sabe, não é egoísmo meu querer vê-la em um momento complicado?
- Não há nada demais nisso. A pessoa pensou em você também? Sabe, um presente melhoraria muito o ânimo dela.
- Então, o que é sensato fazer?
- Vive, só. Seja atriz, cospe o medo. Você é fortíssima, você não precisa de ninguém pra ser feliz, amar ou ser amada. Mesmo que precise você tem a mim. Lembra, o cão vai continuar latindo. Os dias com ou sem a pessoas serão os mesmos. Você é atriz, garota! Acorda, você é o mundo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Andei vendo vários blogs que tem como tema a bíblia, Jesus, as lições de Deus e tal. Deu uma vontade enorme de cria um assim, de esquecer esse e ir direto pra um blog novo. Mas não dá pra deixar de lado esse canto, que tem registrado todos os meus sonhos, meus medinhos bobos. Por isso, vez ou outra, terá aqui um bilhete, uma fotografia, um registro. Um sonho;
Mas o plano de fazer algo pra Deus não fica de lado não, nunca! no meu Tumblr, eu voutratar de blogar mais que reblogar, né? hehe

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ele me ama.

Ele me chama de "filho em quem em comprazo", em mim está o Seu prazer. Ele me ama. Lembre-se da próxima vez que as circunstâncias se levantarem contra o seu coração, pessoas usadas muitas vezes sem saber, usadas pelo inimigo, pra te abater, pra te colocar olhando pro chão, você vai dar uma risada e dizer "eu não vou me entristecer mais porque Ele me amou, porque Ele me ama isto me basta. A Tua graça me basta! O Teu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza. Ele me escolheu! Eu não tenho tempo pra perder com ressentimentos quando penso que ELE ME AMA!"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Todos os sonhos cultivados

Talvez eu seja pequena,
Lhe cause tanto problema
Que já não lhe cabe me cuidar,
Talvez eu deva ser forte,
Pedir ao mar
Por mais sorte
E aprender a navegar.
Mallu.

domingo, 20 de novembro de 2011

Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai,

que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a Ele.
1 João 3

sábado, 19 de novembro de 2011

Eu escolhi esperar

Todo mundo tem sede de se abrir completamente com alguém... De ter experiência de um relacionamento profundo com alguém, de ser amado inteiro e exclusivamente. Mas, Deus diz ao cristão: Não! só quando você se sentir completamente satisfeito, contente por ser amado só por mim, só quando você se der totalmente e sem reservas a Mim, quando você tiver um relacionamento pessoal e único descobrindo que só Eu completo sua satisfação, você será capaz do relacionamento humano perfeito que preparei para você. Você nunca será unido a outro ser enquanto não se unir comigo sem referência a outro desejo ou sonho. Pare de fazer seu próprio sonho. Pare de fazer seu próprio plano e deixe-me oferecer-lhe o plano mais emocionante que existe, um que você nem imagina. Quero para você o melhor, permita que eu lhe traga o melhor. Ponha os olhos em mim, espere grandes coisas, continue a experimentar a satisfação que Eu sou. Continue a escutar a aprender que lhe digo. Aguarde, sem ansiedade, sem preocupação. E não olhe para as coisas que você pensar desejar. Eleve os olhos para o alto, para além para mim, pois ao contrário, vai perder o que quero lhe mostrar. E então, enquanto você e seu alguém não estiverem preparados, eu estou operando para os dois estarem preparados simultaneamente, enquanto ambos não se satisfazerem exclusivamente em mim, não poderão experimentar o seu relacionamento comigo. Desejo que você veja em carne humana um retrato de seu relacionamento Comigo, e que vivam vida concreta e material e união eterna com Minha presença. Saiba sempre que você tem Meu amor completo.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pertencer

É uma mistura de querer e de deixar ser. Pertencer é deixar-se deitar ao colo e dormir tranquila, apenas descansar. Pertencer a Deus é acertar, é eternidade é o infinito.

domingo, 6 de novembro de 2011

Amar Marisa.

Amar alguém só pode fazer bem
É coisa que acontece sem razão
Não há como conter o furacão

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Existem coisas que não fazem sentido, não te tocam. Mas é que você precisa estar apaixonada, precisa estar com tal doença para que sua mente delire o bastante para entender tudo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia de finados.

Ele ouviu tocar a campainha e no caminho até a porta foi se maldizendo por ter instalado aquela campainha na porta, não gostava nem um pouco do barulho que ela fazia. Seria muito mais agradável se ao invés de fazer triiiim ela tocasse Tchaikovsky. Mas só de pensar que eu abrir a porta veria o seu amor isso daria a ele uma alegria que humanos não têm, ele não via mais uma porta, mas um verdadeiro portal para a felicidade. 
Ele abriu, olhou para a moça com um sorriso no rosto e não ficou desapontado por não ser quem esperava que fosse, mas estava até feliz em ver aquela mulher com cara de menina. Segurando a bolsa com as duas mãos e com casquete no cabelo, mesmo ele sabendo o que era aquilo, ele achava bonito. 
- Nossa, que saudade! 
Ela permanecia calada. Ela era uma Matrioshka das mais rebuscadas e cuidadosamente desenhada por indianos calados. Ela era calada, ela era daquelas que você precisa cativar para abrir camada por camada, até chegar na última e tê-la toda. Mas seu sorriso falava muito, então ela sorria, olhando para ele, que a fez sentir tanta saudade. 
- Entra. É, hoje é dia de finados, né? Engraçado você vir me ver. Ele riu e dessa vez ela não sorriu. 
- É bem por isso que eu vim ver você. 
Ele nem ouvia o que ela dizia, ouvia, mas não fazia diferença. Abria a geladeira e o armário pra ver o que poderia dar a ela. Mas que costumes são esses de dar comida a quem chega na sua casa, ele pensava enquanto não via nada para dar a ela, que sentada observava o apartamento dele, que tantas vezes ela havia visto, mas nunca percebera que estava tão claro. 
- Desculpa, mas eu não tenho nada pra dar a você. 
- Não precisa, ela finalmente falou sorrindo, eu não vou demorar. 
Ele sentou junto a ela, tomou sua mão e beijou-a, como sempre fizera. Abraçou-a e falou contra seu ombro "estava morrendo de saudade". 
- Exato, morrendo. 
- O que você tem pra me dizer?
- Eu vim só te ver, visitar. Hoje é dia de finados, as pessoas saem para ver os mortos. 
- Mas eu...
-Não, pra mim você morreu. 

domingo, 30 de outubro de 2011

O último blues.

eu posso explicar o que aconteceu comigo ontem? bom, vou tentar ser a menos hipotética possível ;; acontece que quando a gente ama nessa velocidade da luz a gente pensa que um hora acaba, que nosso coração vai bater tão rápido que vai cansar. Eu sempre falei do fim, né? nada vai acabar não, fica traquilo :) mas é que eu sempre tenho medo de que você vá embora antes de mim, que eu fique estagnada achando que você vai voltar. A verdade é que você nunca volta e nunca vai voltar.  
O meu Kaco vai beber litros e litros de água por ai, vai beber suco, refrigerante e vinho; mas você vai sempre vir pra me hidratar, porque eu to com sede, certo? Eu tenho medo que você não venha, tenho medo que você vá e eu fique secando no sol, mas isso é medo porque eu sei que você vem. Talvez demore, até porque tem coisas que a gente não consegue fácil, e é ai que eu preciso aprender a esperar e ter calma. Se eu for paciente você pode me aparecer com um copo de coca-cola e um docinho
Eu não quero mudar, embora precise, eu gosto de ser assim, embora tenha horas que eu fico me odiando, mas todo mundo se odeia alguma hora. Eu pensei que me alterando ficaria melhor, mas é que eu não consigo. Eu fico com maluquice dizendo que eu não sei quem sou, mas eu sou isso. Eu sou essa aqui que escreve nada com sentido, que ora sempre por você, que quer ser atriz, que é uma fanática por Jesus, que dança, que canta, que amarra o cabelo e que usa maquiagem. É que eu não deixo ninguém ver, se as pessoas me aceitaram com a máscara que eu vesti é assim que eu vou ser. Eu sou. 
Confesso que senti muita raiva de você, por não aparecer, por não dar um sinal de vida, pensei em milhões de vinganças. O livro não era um presente, era um aparato para uma vingança. Mas Jesus me disse que você estava bem, que eu precisa aprender a esperar, que você ia voltar: não o mesmo, mas maior. (mais maior) Só Ele pode transformar o que era ruim em bom. Eu vou mudar, mas é de impaciente para calma.  
Você não levou nada meu, tá tudo aqui: o Chico, as palavras e as paixões. Eu só quis guardar bem escondido pra que eu não me desesperasse tanto. A gente vai se casar, a gente vai até o fim sem esquecer um do outro, porque mesmo que eu não esteja cravada em você e nem você em mim, a gente tem uma coisa que vale mais. A gente se ama. Aquele amor que só os inteligentes e burros sentem. É! kkkkkkk Somos loucos e bizarros pra um monte de gente, mas quando eu te conto a minha visão das coisas você ri, não porque realmente foi engraçado, mas porque você entende. Lembra, você disse "eu te entendo". Eu não quero mais te decifrar, poxa, essa foi uma coisa que fugiu de mim ou eu escondi, não sei. Sei que eu não encontro mais aquela vontade de ficar te decodificando. Misterioso ainda é, mas deixa ser assim, que graça tem se eu descobrir o segredo?  
"o seu coração é uma ilha a milhas daqui", mas navegar até ai me parece bom, pensar que meu barco vai atracar ai me dá vontade de continuar navegando. Eu estou naufragando, mas não é culpa sua, são outras coisas; quanto a você, eu vou continuar entendendo, vou continuar falando "por favor, Pai, não deixa que ele me esqueça", eu digo isso como um criança, depois fico rindo de como deve parecer engraçado. Porque você não me esquece, esquece não. O meu amor por você não vai ser de acaso, vai continuar sendo isso que é. Desse jeito "cheio de mistérios para aqueles que não querem decifrar", é isso e quem quiser que conte outra. 
Eu te amo, Kaco. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Primavera.

- Onde você vai me levar?
- Perto, ela dizia sem olhar, fica calmo. Ela esperava por aquele dia como uma criança que conta os dias para a festa do aniversário. Segurava sua mão na dela e queria mais sentir o atrito do que ter a certeza de que ele estava lá. Seu coração batia ao som do samba que tocava na cabeça, fazendo-a pensar que a bomba que batucava em seu peito era para movimentar seu corpo e não para mantê-la viva. Viver não importava, queria apenas que a sua primavera passasse aos olhos daquele que nunca havia visto tão dela. 
- Calma! Não vai sumir não, anda mais devagar, ele tentava rir segurando-a. 
Quando ele visse entenderia o silêncio dela, a vontade que ela tinha de que ele visse a primavera. Aquela árvore de flores amarelas era muito mais o amor dela por ele do que a própria primavera. Em uma cidade onde todas as árvores estão nuas, aquela era a coisa mais linda que ela poderia sentir ao ver. Era como se de todo o amor que ela pudesse sentir, o dele repousado no coração dela era o mais lindo que ela poderia sentir ao ver. 
- É aqui. Olha. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A troca.

- Você sentiu muita saudade?
- Sinto. 
- Mas nada que o amor tão grande que a gente sente possa superar, certo?
- Quase. Quer dizer, eu gostava muito de um livro (sabe aquele?), mas ele não me parecia mais tão bom já que depois de ler eu não teria como contar o que havia acontecido pra você. 
- Você parou de ler? Por causa disso? 
- É, da mesma forma que eu não consigo me apaixonar mais, já que não vale a pena porque o bom de estar apaixonada pra mim é poder sentir todas aquelas erupções vulcânicas e tornados dentro de mim, para que depois você viesse me explicando tudo e terminando com "mas eu gosto mesmo assim". 
- Mas é absurdo viver sem paixões.
- Mas uma paixão ainda ficou dentro de mim, mas essa você jamais saberia explicar, a menos que sentisse. Mas aquela canção que eu gostei muito antes de você adorá-la, aquela que vem nos invadindo de mansinho, eu não ouço mais; é que essa parte "Chico Buarque" que havia em mim você levou quando ficou em silêncio. 
- Olha, não ouvir Chico é perda de tempo.
- Não, eu acho que não. Mas eu não senti muita coisa. 
-
-
- Você disse que traria um livro, dos bons, cadê?
- Aqui. Não é um presente, é como uma moeda de troca. Eu vou dar você para você mesmo, porque esse livro fala muito mais de você do que nós mesmos. Você vai se fascinar ao mesmo tempo que se entediar, passando a...
- O que eu preciso dar em troca? 
- Na verdade, devolver. Aqui seu livro, agora eu quero a minha parte, a minha parte gigante que você levou de mim quando foi se calando devagarinho. Eu quero a minha parte, que nem aquela viciada que havia repartido a sua droga com o outro achando que não faria falta. Mas viciado não têm controle, é o corpo pedindo, certo? Eu agora preciso de mim mesma, preciso das minhas paixões, das canções e da literatura que está ai com você. Eu quero a minha parte, kara.
- Eu não vou dar, você é minha, essa "parte" está em mim e é minha, se quiser vai ter que ficar. Sendo assim, não vou trocar nada, fica com o livro; eu não preciso me conhecer se pra isso eu vou ter que te perder (não devagar, mas subitamente e ferozmente).



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Primavera!

 Eu tentei fazer algo bonito pra registrar isso. Mas agora eu tenho um caderninho de sensações e parece que aqui ficarão apenas meus textos e devaneios hehe. 
Dia 19 (segunda) foi aniversário da Tayná, fazendo quatro aninhos e nada mais justo de ela dar as caras por aqui. :)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eu amo sim!

É a risada. :D
Video do dia: Comentários na Internet from Chico Buarque: Bastidores.

Sabedoria.

Só encontrará a sua vida aquele que a perdeu
- Provérbio zen.
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.  
Marcos 8:34-35

Para provar o que muitos já sabem, tudo o que filósofos, sábios, sociólogos e pensadores afirmam não é nada além da reprodução do que Jesus já havia dito. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ah...


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ato VI, Cena V - Ofélia


OFÉLIA — Aqui está rosmaninho, para lembrança. Não te esqueças de mim, querido. Estes amores-perfeitos são para o pensamento.
[...]
OFÉLIA — Para vós, funcho e aquiléia; arruda para vós, e um pouco para mim, também. Poderemos chamar-lhe erva da graça dos domingos, mas a vossa deverá ser usada de outro jeito. Eis aqui uma margarida. Quisera dar-vos algumas violetas, mas murcharam todas, quando meu pai morreu. Dizem que ele teve um fim muito bonito. (Canta) Para o doce pintarroxo é toda minha alegria!
LAERTES — À tristeza, à paixão, ao próprio inferno, a tudo ela dá graça e empresta encanto.
OFÉLIA (canta) — Nunca mais o veremos? Não mais retornará? Sumiu deste mundo; baixai para o fundo, que ele não voltará. Barba branca de neve, de linho a cabeleira. Já foi, sem parar; é inútil chorar; que no céu Deus o queira e a todas as almas cristãs, é o que eu rogo a Deus. Deus seja convosco! (Sai)
Shakespere

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"bate muito mais que sente, fica doente, mas é natural"

"(...)Não te deixes ficar sequer à minha espera
não telefones não marques o número
ele terá mudado a casa será outra
Nada penses ou faças vai-te embora
tu serás nessa altura jovem como agora
tu serás sempre a mesma fresca jovem pura
que alaga de luz todos os olhos
que exibe o sossego dos antigos templos
e que resiste ao tempo como a pedra
que vê passar os dias um por um
que contempla a sucessão de escuridão e luz
e assiste ao assalto pelo sol
daquele poder que pertencia à lua
que transfigura em luxo o próprio lixo
que tão de leve vive que nem dão por ela
as parcas implacáveis para os outros
que embora tudo mude nunca muda
ou se mudar que se não lembre de morrer
ou que enfim morra mas que não me desiluda
Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido"

Ruy Belo.

Sobre sincronicidade e voltar no tempo.

O quão longe se pode chegar é a pergunta que se fazem todas as pessoas que buscam algo. Quanto mais adiante eu vou, percebo que minha sensação de bem-estar está no regressar e no re-sentir. Então, o que concluo é que prefiro escrever a estudar literatura e gramática; tirar as maiores notas da sala só me fazem cócegas no ego e o id, coitado, anda sendo continuamente cortado pelo super ego. 
Então, quando eu já havia perdido todas as vontades que me surgem em devaneios, eis que elas me aparecem de novo, só para não me deixar com a cabeça vazia, já que o que me ocupava antes não tem mais um espaço tão grande em mim. O que na infância fazia meu coração palpitar e meu corpo suar, agora me chama de amiga e eu gosto disso, gosto tanto que posso sentir as batidas um pouco mais rápidas.  Preciso comer pudim, andar na praia, falar de como eu gosto de estar e abraçar sem compromisso, mas cheia de alegria, abraçar para que as mãos encontrem-se de novo. Eu preciso mesmo é me encontrar, retomar as partes que deixei nos outros e tirei de mim, transformando meu corpo em uma caixinha, que Deus molda. Então isso já é muito, é muito. 
A Hellaíny me ligar no momento que eu to escrevendo isso? S-I-N-C-R-O-N-I-C-I-D-A-D-E! Melhor, ligou pra falar de uma coisa que eu já tinha guardado em um cantinho do consciente: T-E-A-T-R-O. Eu precisava lembrar disso, lembrar dela, lembrar de uma música antiga, de um cantor que me fez a cabeça na infância e pensar como eu gosto de ser eu. 
Lembrar de que não sei parar de ama, não sei fechar os olhos e esquecer, porque as coisas sempre voltam mesmo que eu vá embora com minhas próprias pernas. Mas permanecer onde estou quando penso na melhor amiga, na grande amiga. 

A vida escorregou entre as linhas das nossas mãos. Foi-se o destino. Foi-se o verbo, amor. Fizemos do nosso tempo um Futuro do Pretérito.
Nina Araújo  (araújo, de sincronia.)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fedra

HIPÓLITO:
Senhora, me perdoa. Confesso, com rubor,
Ter entendido errado palavras inocentes.
Envergonhado, nem sei mais como olhar-te.
Eu parto...
FEDRA:
Ah! Cruel! Me entendeste demasiado bem!
Te disse o necessário para evitar enganos.
Pois saiba então quem é Fedra em todo o seu furor!
Eu te amo! Mas não penses que no instante em que te
amo,
Eu me creia inocente, me perdoe a mim mesma,
Nem que o amor desvairado que turba a minha razão
Tenha sido alimentado por uma vil complacência.
Objeto infortunado das vinganças celestes,
Eu me detesto ainda mais do que tu me detestas.
São testemunhas os deuses, que acenderam em meu
ventre
Esse fogo fatal a toda minha raça;
Deuses que se orgulham da glória vil
De seduzir a mim – uma frágil mortal.
É preciso que lembres o que aconteceu;
[...]

Alexandre Cabanel - Phaedra

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A cena mais triste de todos os filmes

Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), a cena mais triste da história do cinema é de “O Campeão”, de 1979. No clímax do filme, a história de um ex-boxeador que tenta voltar aos ringues, o protagonista morre na frente do filho de 9 anos – “campeão, acorde!”, suplica o garotinho, às lágrimas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Benjamin

"não faz mal querida
este é um dos melhores acontecimentos da minha vida."
BOOM!

Enquanto eu lia o livro (o que não demorou muito) eu descobri que tinha o filme! E como eu não consigo ler livro se eu já souber a história, esperei um pouco e fiz download desse filme depois (aqui um ótimo link). É claro que tem suas diferenças, mas a atuação do Paulo José como Benjamim é magnífica e é exatamente o mesmo do livro - sabe quando você encontra com o personagem que só existia no seu pensamento? Só a Cléo Pires que deixou a Ariela com um jeito diferente, mais bonita :) mas ainda assim é um filme genial, com uma fotografia incrível e a trilha sonora nem se fala. Fora que a obra é de ninguém mais ninguém menos que Chico Buarque

domingo, 14 de agosto de 2011

1920 - Fernando.

O olhar. O bater dos sapatos. A música alta. A luz forte. As cores vibrantes. O que é preciso para um baile. Era o que eles tinham.
Eles não queriam dançar, queriam matar um dor que já os possuíra e com força. Passaram tempos dançando, fingindo que não tinham o que dizer e que estavam felizes em apenas mexer os pés. O silêncio mais do que tudo falava, o olhar fixo um no outro provava que eles se queriam e deles eles seriam.
- Eu preciso dizer alguma coisa?
- Não.
Ele encostou a cabeça dela em seu ombro e a guiou. Depois pôs os pés dela sobre os seus para que ela aparentasse ser da altura dele. Ele foi a levando, dançando como se um pai ensinasse a filha como se fazia. Ela já sabia e queria apenas estar ali, mais nada. Uma felicidade tão forte os tomava que eles poderiam morrer, bem ali, mas morreriam deveras felizes.
- Eu não posso mais.
- O que?
Eles falavam no ouvido do outro baixinho e mesmo com toda o barulho eles se ouviam bem.
- Ficar sem ver você durante dias. Meu pai falou que eu não devo mais ter aulas de piano.
- Eu também sou professor de poesia, de música, de canto, de arte e até literatura. Peça para que eu te ensine sobre William Shakespere. - Ele sussurrava bem de leve ao seu ouvido, com um sorriso enquanto continuavam dançando.
Ela de olhos fechados eternizava em si os detalhes daquele momento.
- Pedirei.
- Quando vais falar para seu pai sobre nós? Eu não posso mais aguentar ter que ver você apenas em alguns dias. Eu quero acordar com você e ver você andando sem esses espartilhos por toda a nossa casa.
- Calma, lembra de termos combinado? Não esqueça disso. Eu não posso me casar com você enquanto não tivermos experiência para isso. E depois? O que faremos nós? Eu não sei fazer muita coisa.
- Serás minha mulher.
Toda a preocupação que havia fora embora. Aquelas palavras entraram nela como se fosse mel descendo por sua garganta. Com mais força ele pressionou-a contra seu corpo e encostando seus rostos ele se sentia o homem mais feliz do mundo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Gregório

Antes de dormir ficava pensando. Não pensava nunca no dia que teve, mas no que faria no futuro. Em seus pensamentos o dia de amanhã seria exatamente assim:
Ela estaria séria, sentada em uma cadeira minúscula, observando apenas. Iria olhar lentamente cada detalhe daquela sala minuciosamente como sempre faz: as paredes mal pintadas de marrom; as plantas secas, porém envernizadas, no canto das paredes escuras; uma mesa de vidro no centro da sala decorada por inúmeros bonecos também de vidro; as cortinas com desenhos indianos. Nada fazia sentido, de certo ela seria a "coisa" mais estranha dali: baixa, de cabelos excessivamente crespos e com um busto enorme.
Mas era a janela do apartamento vizinho que a encantaria: as paredes mudavam de cor, simplesmente por causa da luz da tv que piscava, mas fazia um efeito fascinante; as cortinas azuis; os detalhes góticos no sanca do teto; o lustre cor de ouro e com centenas de lâmpadas; alguma coisa cinza, poderia ser um sofá ou uma poltrona, mas seria muito melhor do que sua cadeira de acrílico; tudo ligado, combinando. Na verdade tudo conversava naquele apartamento, mas o mais brilhante seria aquilo pintado no quadro suspenso por duas cordas: um leão extremamente selvagem , em cima de uma rocha. Uma cena triunfante. Se não fosse por sua miopia ela poderia ver os animais em volta, mas ela só viria o leão, onipotente. A imagem emoldurada em ouro; de qualquer forma triunfante.
Sentiu um espanto tremendo quando parou para pensar porque estava tão só naquela sala escura. Piorou quando se perguntou porque não estaria naquele apartamento tão correto, olhando aquele quadro. Perdeu-se em seu medo e suas perguntas e na saudade que sentia do seu próprio leão, não um preso a um quadro, mas um realmente triunfante e que conseguia, sempre, mudar o tom de tudo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Oliver

- Eu vou precisar criar uma nova conta para você.
- Ué, porquê?
- Se prepara. Hackearam.
- Poxa, mas tudo bem, eu acho. Na verdade eu odiava mesmo; as pessoas me mandavam recados dizendo que me amam, como se isso fosse uma frase que nós dizemos para todo mundo.
- Mas elas não podem te amar? Quem te afirma que é mentira?
- Para começar aVivi, nossa, mas como ela faz uma coisa dessas. Ela não fala comigo, nunca; a menos que seja para pescar na hora da prova ou tudo relacionado a isso, mas quando eu precisei de alguém para me ajudar quando eu passei mal só veio a Yna. Agora entende o que eu digo?
- É, entendo. Sei lá, mas sei não, sabe?
- Ah! Todo mundo ama você, não tem nem como medir quem é falso e quem não é. Garoto "jóinha".
- Certo, então garota desconfiada me diz ai uma senha. Mas tem que ser uma fácil e que ninguém esqueça, porque se pegarem mais uma vez tem como resgatar.
- "Amor", "carinho"...
- É, dessas coisas ninguém esquece.
- Não esquece mesmo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Júlio César

Eu sinto uma dor, tão forte que consegue tomar o lugar de qualquer emoção que venha aparecer em mim. Mas é que são as suas palavras e o teu sorriso que me confortam, mas agora estão em algum lugar que eu não sei, algum lugar que seja distante demais para que eu possa me atrever a procurar. O pior de tudo: na sua presença. Você ainda está aqui perto de mim, no mesmo lugar de sempre, ainda não viajou, mas eu sinto você distante... e isso dói. Dói mais que a saudade insuportável que eu sinto. Porque na maior parte a culpa é minha.
Talvez tenha sido eu que não dei a devida atenção quando você disse algumas palavras, porque as palavras que você diz são sempre simples, bem simples, mas que precisam de uma inteligência absurda para entender o segredo que se esconde entre elas. Você é um mistério, não que eu sempre tenha tentado descobrir o que se esconde por trás do teu sorriso sincero, exatamente por isso, é sincero. Mas são os teus segredos e os teus mistérios que fazem com que eu não saia nunca mais do teu lado; faz com que eu queira eternamente aprender mais e mais com você.
Sei que de uns tempos pra cá eu tenho andado meio confusa, insana, mas eu nem sei por quê. Eu não quero descobrir o motivo, porque isso me dói muito; importa apenas saber que você jamais saiu do meu lado, que apesar de tudo você permaneceu calado, esperando que eu aprendesse a importância do silêncio. Eu talvez não tenha aprendido, mas você me ensinou algo sobre a calma. Algo sobre nunca desejar demais.
O que eu mais quero é poder ficar horas te ouvindo no telefone, em vez de ficar horas falando. É, porque você sempre me deu atenção, sempre ficou com o telefone no ouvido escutando o que eu dizia, mesmo não fazendo sentido algum. Você escutou quando eu falei sobre problemas estúpidos, quando eu falei sobre felicidade e quando eu falei de tristeza. Por isso eu quero te ouvir, não porque você me ouviu sempre, mas porque eu sei que o que você tem a falar é inimaginável e indispensável. Tem algo a ensinar. Sempre tem.
O que eu sempre penso é que mesmo se você não me amasse, mesmo se você não quisesse me ver nunca mais, ainda assim eu queria ser sua amiga e te amar. Porque foi Deus quem usou você pra me ensinar tanta coisa, pra me mudar tanto e pra me fazer entender que o amor é maior que tudo. Então eu o obedeço, obedeço a Deus te amando cada dia; amando seus gestos e manias, essa sua alegria.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Calisto

Você é o perigo. Aquele tipo de perigo do qual você pede e suplica para ter, porque é uma das coisas que te mantêm viva. Mas o tipo de perigo bom, porque não é um dos piores, mas um singelo e escondido. /pesar de tudo, apesar de todos os defeitos menos aparentes e todas as qualidades imersas, eu te amei. Um amor puro, verdadeiro e acima de tudo INTENSO! Ainda amo, e amo muito, o bastante para sofrer o fim.
É, eu falei do fim, eu sempre soube que ele viria que ele estava perto. Porque como eu já tenho dito, tudo o que você me ensinou, e o que talvez eu tenha ensinado a você, já passou, foi. Agora temos que continuar o caminho, seguir nossas calçadas. É, porque andamos em calçadas e elas levam nossa personalidade: a minha deve ser cheia de flores e e cacos de vidro. A sua, bom, eu não fço ideia de como seja, mas deve ser limpa. Nossas calçadas estão se cruzando, finalmente, para que possam tomar os caminhos completamente diferentes. Eu posso muito bem andar junto a você e continuar descobrindo seus segredos, porque ainda me fascinam. Acontece que você os escondeu, tão bem e com tanta força que eu não vou ousar tocá-los. Então talvez não há motivos pra esa minha fascinação, porque era o que me juntava a você. Quanto a mim, talvez jamais tenha tido algo que te prendesse a mim, ou teve, eu. Não sei, sei que dói.
Dói te ver mudar, te ver crescer. Eu que sempre quis te ver mudar, para que você não fosse sempre tão lógico, agora afogo-me em meio edsejo. Mas eu estou bem, aqui. Ou bem aqui. Não importa, eu só quero o meu leão.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

De um passado remoto, para alguém presente. O meu melhor presente.

eu nem sei se você vai ler isso, se ler não vai responder, mas tudo bem. eu sinto falta de te escrever palavras e mais palavras sobre mim e ter a certeza de que vc lia tudo, mesmo que vc não me desse as respostas, era o teu silêncio e o teu cuidado em não me magoar que me deixava mais feliz.
eu sinto falta de quando a gente saía, porque eu sabia que mesmo tendo um monte de gente querendo estar com você naquele segundo você preferiu dedicar os teus preciosos minutos a mim, é isso que mais me toca.
o que mais importa é saber que eu ainda amo você, do mesmo jeito de antes.
Esse "bilhete" nada mais é uma forma de eu te provar que aprendi a viver com a saudade, por mais que ela venha me machucar pouco a pouco todos os dias.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Antes. Agora. Adiante.

eu consigo ouvir teus gritos. consigo imaginar teus rosto encontrando com a parede e você sentindo a dor do impacto. aquela dor que não era tão forte quanto a que vc sentia.
por mais que a gente sempre diga que a vida é assim mesmo, a gente nunca se conforma com o que ela traz pra gente; nós sempre queremos além daquilo que ela pode nos oferecer.
eu posso ver você se encostando no ombro de alguém e derramando todas as lágrimas possíveis. eu vi você querendo sentir qualquer dor além daquela, vi você pedir pra acordar e ver que era um sonho.
Eu sempre penso que por mais de difícil a gente deve encontrar um ponto bom. agora não tem.
por mais que eu sempre diga que eu não te largo e que eu vou sempre estar com você, eu sei que não sou onipresente, algumas vezes não vou estar. como hoje, como amanhã.
vc é tão nova, tão nova, e tem responsabilidades de um adulto e ainda consegue sorrir. é ai que está tua força, porque você não desiste e não para. eu tenho tanta vontade de te pegar no colo e abraçar bem forte, te ensinar tudo aquilo que você ainda não sabe. eu não quero que a vida faça isso no meu lugar, porque ela não te pega no colo, ela te deixa no chão mesmo. A vida é cruel e é pra qualquer um.
Eu amo você. eu amo você eu amo amo amo amo amo você. eu queria gritar isso.
Eu queria que Você sentisse meus braços em volta de você e que você ouvisse minha voz dizendo: "tudo posso naquele que me fortalece". Tudo. Pra ele nada é impossível, nada. Eu orei tanto, tanto, mas das várias coisas que eu aprendi com tudo isso foi que o tempo não é nosso: é do Senhor. Ele já tem tudo pronto, e ele é perfeito. O melhor de tudo é que ele permite que nós o chamemos de pai. nosso pai. seu pai.

domingo, 7 de agosto de 2011

Benjamim

“Ariela descobriu que todo homem indo embora dá pena de se ver, assim como é triste qualquer bicho visto por trás, com exceção do cavalo, que sempre vai vitorioso, mas só quem sabe ir embora igual a cavalo é mulher.”
Trecho de Benjamim, de Chico Buarque

Benjamim

“Ariela descobriu que todo homem indo embora dá pena de se ver, assim como é triste qualquer bicho visto por trás, com exceção do cavalo, que sempre vai vitorioso, mas só quem sabe ir embora igual a cavalo é mulher.”
Trecho de Benjamim, de Chico Buarque

sábado, 6 de agosto de 2011

Pedro.

Eu queria que você me abraçasse agora.
Abraça-me?
Abraça-me como se você abraçasse a você mesmo.
Eu quero sentir teu corpo envolver o meu e encontrar o seu mais uma seus.
Quero sentir sua respiração quente na minha pele, fazendo com que eu pense que ainda estou viva.
Se não quiser me abraçar eu não vou insistir, mas toca-me. Porque amanhã já não mais.
Amanhã já não mais saberá de mim.
Eu serei a foto do porta-retrato e o perfume espalhado pelo seu ateliê.
Eu queria que você saísse dele agora e entrasse aqui.
Entrasse aqui.
Eu queria não ter que acertar na gramática.
Eu quero.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Essa sou eu mesma.

As vezes eu escrevo.
Quase sempre eu escrevo pra tirar de mim aquele fardo que ficou, porque as palavras se mostram mágicas pra mim e eu aproveito isso.
Hoje o avô da minha melhor amiga morreu. Ela é uma das pessoas que eu mais amo e eu senti a dor dela junto, durante o dia todo; o pior é que eu não a vejo desde o mês passado. Está explicado o meu temperamento e comportamento alterado.
Eu me sinto tão boba por ter ouvido você falar comigo naquele tom, aquele tom que você fala com alguém quando quer repreendê-la. Eu me sinto a pior pessoa do mundo hoje, não só por causa disso, mas por muita coisa.
Eu me sinto estúpida por sempre falar alguma coisa que dê a impressão de que eu sou melhor que você. A verdade é que eu sou atriz. Eu sou atriz e atuo fora dos palcos. Toda hora.
Você não deve ter percebido isso ainda, mas se um dia você me amar vai até gostar da minha atuação: vai bater palma quando as cortinas se fecharem.
Eu não sou ignorante, nem inteligente, nem legal, nem engraçada, nem chata, nem com um peso normal, nem anoréxica, nem estúpida demais, nem leonina demais, nem amável, nem apaixonada, nem não apaixonada, nem viciada, nem.
Eu sou tão misteriosa que eu não entendo metade dos meus atos. e nem quero.
Esse texto não deveria ter letras maiúsculas e eu nem deveria me preucupar com a pontuação ou qualquer outra coisa, porque ele precisa de uma simplicidade tão extrema que essa coerência já estragou tudo.
Eu passei por tanta coisa pra poder sentar naquela cadeira que eu sento todo dia, e parece que as coisas não vão parar até eu parar de atuar.
E se eu não lembrar mais que é a Brunna-não-atriz?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Adônis

Amar você é.
_____você é como
_________é como se
_________é como se eu jamais
__________como se eu quisesse
__________como se eu sentisse
_______________se eu soubesse
_______________se eu amasse
_________________eu sinto.
_________________eu amo.
amar você é como se eu mordesse o lado de dentro da bochecha e não sangrasse.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Une chanson pour tout dire

Les passions du printemps
Sous les draps
Tandis que d'autres soulagent
Inondent les visages
 — Eli et Papillon

Samuel

Eu quero te escrever muito. As palavras de mim correm como se encontrassem em outra fonte uma forma melhor para saciarem-se. Como se os sentimentos que cá sinto fossem água. Água!
Serei a raposa que buscarei pelos cachos uvas e não acharei.
Porque tu dará uma por uma na minha mão. Para que eu não me farte de uma só vez.
Ser, ei de procurar ininterruptamente pela margarida mais perdida que seja, em qualquer local, para que eu não veja sua dor na ausência delas. Para que você possa ser.
Serei a sereia que buscarei no fundo do mar a fonte insaciável da minha sede, para que eu possa contar a ti onde as nossas dores se tornam formigas.
Formigas: nos mordem, nos doem, nos machucam e nos irritam, mas são adocicadas. Têm cheiro doce essas pequenas que andam por nossos braços e não fazem mal algum.
Serei a sereia cheia de liberdade que dará a ti a resposta das equações logarítmicas formuladas por matemáticos que de ti não têm pena, mas por não me conhecerem não se preocupam em decodifica-las o bastante para que eu não resolva. Mas eu resolvo.
Se quiseres tirarei de mim e guardarei em ti, para que jamais esqueças que aqui, cá dentro, há uma fonte acessível e livre, para que quando tiveres sede basta que você estique a mão e pegue. Estará ai alcance.
Talvez queira eu viver, viver como gente, deixar de ser sereia perfeita, metamorfoseada...
sulcar mares de imaginação e aportar no porto do teu coração! Mas não foi para isso que fugi dos mares.
"- Serei… sereia… serei a … se tu quiseres.
E eu… à falta de melhor… quero."

O último blues

Essa menina que você seduz
E um dia depois
Sem mais nem mais, esquece
Ela, no fundo, é uma atriz
 — Chico Buarque 

Vilarejo

"Está tudo no ar agora, aromas, flores, cores sentidos... Meu corpo também floresce em emoções expostas, quase que em carne viva..."

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aurélio.

De repente a tela ficou escura e meu reflexo apareceu nela. Eu queria bater uma foto para guardar aquela cena, tão bonita e te mostrar como eu fico quando penso em você.
Mas não, não daria nunca para isso ser feito. Porque você tem que ver a mim, e não o que eu criei.
Eu me sinto tão apaixonada por você, tão fascinada com a forma que você dilacerou meu peito. Foi tão rápido que quando dei por mim já estava feito e a coragem que eu não tinha, passei a ter.
Pensar em você é como atirar-se da janela do meu quarto andar e não morrer, porque você estaria com os braços na posição correta. Então, estar com você deve ser como quase ir à Sibéria e voltar ao simples ouvir das suas palavras saindo quentes da sua boca aquecendo os pensamentos gelados. Porque você é a matéria do bom-pensar.
Deixa eu dizer que amo você? Deixa eu fazer isso porque meu coração está apertado pedindo para que essas amarras o soltem. Deixa eu me apaixonar por você e fazer meu corpo tremer mais devagar só por ele saber que você sabe que essa paixão bebe minha alma. Bebe como se você me fizesse derreter e meu corpo todo fosse apenas um copo, cheio de mim, ao qual minha paixão vem e bebe lentamente, à espera de que você venha e não me deixe derramar.

l'amoureuse

Car je suis l'amoureuse, oui je suis l'amoureuse
Et je tiens dans me mains la seule de toutes les choses
 — Carla Bruni 
p.s: l'amoureuse = apaixonada

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um clichê?

"Eu te amo".

Mapa-Múndi

E me pergunte o que será do nosso amor?
Descreva pra mim sua latitude
Que eu tento te achar no mapa-múndi
  Thiago Petit 

domingo, 31 de julho de 2011

Eu sei (na mira)

O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
 — Marisa Monte 

sábado, 30 de julho de 2011

Fauzi Arap

Você não me conhece. Eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve. A sedução me escraviza a você; ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim. E quanto mais falo sobre a verdade inteira é um abismo maior que nos separa. Você não tem um nome, eu tenho; você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções. Mas a mentira da aparência do que eu sou e a mentira da aparência que você é, porque eu não sou meu nome e você não é ninguém. O jogo perigoso que eu pratico aqui ele busca chegar no limite possível de aproximação, através da aceitação da distância e do reconhecimento dela. Entre eu e você existe a notícia que nos separa, e eu quero que você veja a mim. Eu me dispo da notícia, e a minha nudez, parada, te denuncia e te espelha. Eu me relato, tu me delatas, eu nos acuso e confesso por nós. Assim me livro das palavras com as quais você veste.

I loves you, Porgy

I wanna stay here with you forever
And I'll be glad
Yes I loves you, Porgy,
  Nina Simone 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

João Mendes

Tu não sabes que cá dentro bate uma máquina? Uma máquina já gasta, não pelo tempo, mas pela espera do tempo passar. Onde está suas respostas para vir lubrificar essa matéria estranha que habita aqui ao fundo e me faz viver, mas mais me faz querer morrer e pedir para jamais ter existido.
Se por um instante eu parar e não pensar é já como se quisesse pensar. És tão certo e incerto que essa diferença causa em mim uma dor tão forte que só suas palavras já lidas me fazem acalmar. Acalmar. A.Cal.Mar. Acal.Mar. Estuda as palavras para tu veres como o infinito está em mim, em minhas palavras e no meu nome grosseiro. E o concreto e real há em você. Nós seremos tão completos quando essa verdade se concertar. Quando nossas palavras se concatenarem juntas, ai então, eu irei sentir, de súbito, a força absurda e sólida absorver minha alma devagar e pedir para aproximar-me de ti. Então, por isso, quando tudo estiver concretizado e concatenado poderemos juntar nossas mãos e passar, pelas mãos, essa certeza que você tem e essa infinidade que eu tenho. Então ter já não será um mistério e o infinito será a certeza. E a certeza infinita.
É incrível isso. In.Crível.

Perto e distante

Quem garante
Que o que você é
É o que o outro espera de você?
 —  Tiê 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Que seja leve

E se mudar for uma coisa boa? Se eu deixar de ser assim, ainda vão me amar? Me amam? 
Devo parar de fazer perguntas, em sumo elas não trazem soluções, e suas respostas são dificilmente encontradas.
Sempre ouvi que tudo um dia passa, tudo vira passado no futuro. E é exatamente o futuro que me deixa com mais medo.
Se as dores não têm cura, o que posso fazer? Apenas consigo tomar analgésico e esquecer a dor por uns tempos. Mas volta.

Antônio.

O bruto e o delicado. São as palavras que me definem, as palavras que você usou para caracterizar o barroco. Barroco surgiu em meio a tensão e desequilíbrio total, como uma fuga, um escape. Cheio de metáforas, antíteses, hipérboles e alegorias. Um conflito vivo entre o terreno e o celestial, o pecado e o perdão, o material e o espiritual: o que atormenta profundamente o homem, indiferente dos séculos. Principalmente (como algo parnasiano) o culto à forma:
"Na sucessão encontrava-se o máximo da beleza, que o movimento explicava a forma. (...) e na sucessão também se encontrava a dor, sim, porque o corpo era mais lento que o movimento de continuidade ininterrupta."
Clarice Lispector - Perto do coração selvagem


Não que uma escritora moderna possa explicar algo barroco (ou parnasiano), mas é essa mistura constante que caracteriza o que eu vim relatar para você. A paixão. É só nisso que eu penso, desde que me vi no espelho e vi minha forma agora perfeita: como se eu fosse uma poesia muito bem metrificada e absurdamente correta. Eu sou isso. Eu não escrevo como uma Lispector, mas se você me disser que sim eu aceito de peito aberto essa comparação. Eu sou barroca, entende? Eu sou essa antítese constante que você mesmo colocou: o bruto e o delicado. Um conflito absoluto de pensamentos e palavras. A matéria sólida (tudo o que é sólido pode derreter) e as complicações da alma.

Você deu uma aula de mim.

Você dá aula de mim todos os anos para várias pessoas diferentes e nem sabia disso. Eu grudei em seu pensamento, porque, como esquecer o que já se sabe? Então, hoje, eu senti mais uma vez minha alma querer sair de mim por ter feito essa descoberta. Por eu saber que sou barroca e que assim como eu a paixão também é. Então sou no mínimo tentadora: a paixão > o barroco . Eu nunca fui a melhor aluna em literatura, mas algo está me fazendo viver essa interpretação de pensamentos e sensações.
"Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não pode ver por falta de luz. (...) Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si, e ver-se a si mesmo? (...) O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina, Deus concorre com a luz que é a graça; o homem concorre com os olhos que é o conhecimento. (...)"
 Padre Antônio Vieira - Sermão da Sexagésima

Imagina

Sabe que o menino que passar debaixo do arco-íris vira moça, vira
A menina que cruzar de volta o arco-íris rapidinho vira volta a ser rapaz
A menina que passou no arco era o
Menino que passou no arco
E vai virar menina
Imagina
— Chico Buarque 


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cornélio

Eu vou apenas dizer que somos a simetria. Não que sejamos iguais, tão iguais que ao separar dão a lembrança do que se é junto. Somos parecidos de uma forma tão antônima que ao juntar-nos daria apenas uma imagem, simétrica. Ao juntar nossas palavras, ao unir nossos corpos, o que veriam era apenas uma interpretação. Como se eu fosse hidrôgênio e você oxigênio, na união dos dois veriam água e amariam isso, mas se vissem apenas nós separados não haveria encanto. De você precisam, mas de mim nem tanto.
A questão não é precisar, é necessitar. É sermos tão diferentes que eu necessito ser igual a algo. Nossas vidas estão em algum livro e estão prestes a se cruzar, já cruzaram-se. Nós já nos cruzamos com muitos, eu com poucos homens e você com tantas mulheres, mas foi na mão-dupla e passou. A nossa simetria ainda está na contra-mão.
Você não percebe? Eu explico.
Somo tão nós, somos tão nossos que ninguém serve. O peso de corpo nenhum acerta essa balança, só o meu em contato com o seu faria o contador zerar. As suas palavras sozinhas são calmas, são tênues; mas as minhas são quentes, as minhas tem algo que ninguém sabe me explicar, mas eu sei que deve ser algo bom, mas devastador. Apenas as suas palavras alinhadas com as minhas poderiam acertar o peito de qualquer um, apaixonado ou não.
Só a minha mão - pequena e magra - caberia na sua, sem se perder ou sem encher: caberia. Porque a sua mão cresceu até o tamanho certo da minha (também crescida milimetricamnte calculada) para caber na sua. O melhor de tudo:
Só você, inteiro, foi feito na medida correta, calculadíssimo, pensado e estudado, para criar em mim as curvas mais tentadoras do meu corpo: meus sorrisos.

Just you and me

You were sitting at the coffee table
                              Terra do nunca
 — Zee Avi 

terça-feira, 26 de julho de 2011

X - Olá, guardador de rebannhos

"Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?"

"Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?"

"Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram."

"Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti."

Alberto Caeiro

André.

Praticamente sempre parece mais fácil nas palavras. De alguma forma as palavras parecem te enfeitar aos meus olhos, meus sentidos. Então, na ausência delas não há sensações e o que eu ouço e vejo são ações humanas: eu sempre prefiro o sub-humano.
Isto é porque não tenho em mãos a pessoa mais-que-perfeita. Mas como essa pessoa não vai dar ao porto, tenho que me contentar contigo, que és só perfeição. Então como tu não me sai da cabeça, nem com shampoo, habito no deserto molhado em que me encontraste inicialmente. Mas deve-se ver o erro: não houve encontro e nossos gemidos - que alguns ignorantes chama de "palavras" - parecem ser o bastante. Para ti é o bastante, mas não é o suficiente.
Quando me encontrares, verdadeiramente, saberás do muito que sinto e pedirá desculpas pelo atraso. Pois na sua ausência esse sentimentos morre: não ressuscita: morre. "Pois o crime maior do homem é ter nascido".

Daughters

Boys you can break
You'll find out how much they can take
Boys will be strong and
Boys soldier on
But boys would be gone
Without warmth from
A woman's good, good heart
—  Jonh Meyer

Season Of Love

every question
every answer too
ever constant
ever changing you
it's all memory in the sun
or it's all in the darkness
— Shiny Toy Guns
p.s: a música da Blair e Chuck. "I love you too."

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ele me levou pra lua.

- Mas que lugar estranho é esse que você me trouxe?
- Fica calada porque aqui não pode fazer barulho nenhum. - em sussurros.
- Mas não tem ninguém aqui.
- Shhhh!
Era o lugar mais estranho que já vi na vida, mas não importa porque ele me chamara pra ir com ele, até onde eu sei o seu maior desejo era ir pra lua... talvez fosse ali. O melhor foi quando ele tirou a venda dos meus olhos.
- AH! É aqui que você se esconde, então?
- Urrum.
- Aqui é muito frio.
- É, mas pode encostar.
- Aqui é sempre assim? Frio, calado...
- Eu não sei, nunca vim aqui.
- O quê? - um grito.
- Eu mandei você fazer silêncio, mas você é teimosa hein?!
- Certo, desculpe. Mas todos os dias vão ser assim?
- Eu nunca tive a coragem, de verdade, de vir aqui só. Imaginei essa cena milhões de vezes e olhe só, no fim foi você que terminou vindo comigo.
- E os dias deles? Vão ser sempre assim também?
- Vão, você não lembra de nada?
- Tem alguma coisa que devo me lembrar?
- Não, nada.
[pausa]
- Eu sonhei com você hoje.
- Foi? Como foi?
- Não sei bem, mas me lembro que foi em preto e branco.
Caíque se deitou com a cabeça encostada nos dois braços, olhando pro céu e com a cabeça no mundo da lua, literalmente. Passaram tantos minutos, ou até horas, quem sabe dias; na lua não havia dia, só noite; ele permaneceu em um silêncio que parecia ser daqueles inquebráveis, aqueles que eu tanto temia. Mas no fundo ele só estava pensando. A paisagem na lua não é das melhores, não há ninguém. Nada, é um silêncio perturbador que perturba a alma, é tão insuportável quanto o som de unhas arranhando em um quadro negro. E a escuridão? Bem, não era escuro, na verdade era o lugar mais claro que já vi na vida. Talvez ele também não tivesse visto um lugar mais claro; para ser mais sincera ainda eu pouquíssimo sabia sobre ele. Ele, que queria tanto estar ali, estava realizando seu desejo; pensava tanto, as vezes ria e quase nunca ficava desapontado, ele não se arrependia de nada?
- Mas, como foi seu sonho mesmo?
- Foi igual a todos, mas esqueça. Você vai demorar mais? Se você quiser ficar o tempo que quiser, eu espero, Vinicius.
- Por que me chamou disso? Você sabe muito bem qual é meu nome, e não é isso.
- Você nem se parece com você mesmo, olhado daqui, dessa claridade toda. E prestando muita atenção você não é como eu imaginava que fosse, olhado diante desse silêncio. Já que você pode escolher as máscaras que quiser, eu posso escolher o nome que quiser, certo?
- Você acha que demora?
- O quê que demora?
- Isso.
- Não sei, jamais estive aqui antes... e...
- Vamos ficar mais um pouco.
E passaram-se dias, ou horas, quem sabe até minutos. Na lua não faz dia, só noite. Ele não fazia caretas, só sorrisos.

Enzo

Se tão somente eu te contar meu sonho você já querer me ter em teus braços. É verdade.
Seria melhor ainda se eu tivesse alguma lembrança, vaga que seja, do meu sonho da noite passada. Não lembro, queria lembrar para te contar em segredo e você olharia para mim com um sorriso quase por sair e me falaria "eu não acredito". Você me chamaria de Lóri e eu não precisaria mais de sonho algum, nem precisaria realizá-los porque toda forma derivada de sonho, para mim, é impossivel. Você não, você é possível e essa possibilidade é o que eu busco incansavelmente.
Nós, o nosso nós ainda não aconteceu, mas eu acredito que quando acontecer você vai pedir para que nunca acabe e eu aceitarei facilmente, porque eu quero. Então, nos futuros seguintes você vai olhar para mim, não olhar exatamente, mas apenas observar vagamente, e me dizer "ninguém foi como nós fomos"! Eu fecharei os olhos para não que aquilo se eternize em minha mente ou para eu pensar que foi um sonho, mas para que a minha lágrima fria não role sobre meu rosto. Mas ela assim o fará e com sua mão você irá enxugá-la sorrindo.
Quantas milhões de vezes você irá dizer que me ama e eu ouvirei? Quantas vezes eu direi isso e você não ouvirá? Quanto tempo você demorará para pôr a mão em volta do meu pescoço, como se fosse quase me enforcar, e me puxará para perto aquecendo-me numa singularidade tão sublime.
Quantas vezes o relógio vai dançar para que eu torne a te ver?

Cartas

Nessa minha tentativa cansativa de me organizar eu vou mudar outra coisa.
O meu blog de cartas vai vir pra cá. Todas as cartas que eu já escrevi por lá vão vir parar aqui. Lembrando logo que os nomes não têm nada de especial, na verdade são nomes que eu gosto, logo as cartas são só cartas. As pessoas não escrevem ficção? Pois eu me contento em escrever romances;
O mais que mil palavras não pode vir pra cá, logo ele que eu gosto tanto; mas as fotos são muito... é... perigosas, digamos. Então ele fica lá naquele cantinho negro mesmo. :)
Então, todas as cartas aqui, já.

40 day dream

Ah - It's the magical mystery kind
Ah - must be a lie
Bye bye to the too good to be true kind of love
Oh - I could die
Oh now I can die
 Edward Sharpe and the Magnetic Zeros

domingo, 24 de julho de 2011

Le pont

Je sens la vie me plaire bizarre
Distante
 Tiê
p.s: para compensar o de ontem :)

At last

I found a dream, that I could speak to
A dream that I can call my own
I found a thrill to press my cheek to
A thrill that I have never known
— Etta James