segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A música também é a gente quem faz.

Bem que se quis quer

DepoisAlém de tudo
Ainda ser feliz

Mas já não
Caminhos prá voltar

E o quê, que a vida fez faz
Da nossa vida?


O quê, que a gente
Não faz por amor?

Mas tanto faz!


Já me esqueci

De te esquecer


Porque!


O teu desejo

É meu melhor prazer

E o meu destino
É querer sempre mais

A minha estrada corre
Pro seu mar...


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Eu não me atrevo.

Logo de início iam me olhar e pensar, "ela veio". Eu ia me olhar e ver como eu tinha escolhido a roupa e a máscara errada, sim, porque eu não posso aparecer em qualquer lugar que seja sem a máscara e a roupa certa. 
Quando me vissem sem a farda iam dizer "como você é magra", as meninas iam pensar como eu conseguia e os meninos iam pensar como eu conseguia não comer nada, só maçã.
Iam me fazer uma série de perguntas. Eu estaria desconcertada, na certa, porque não era ali; eu sou uma pessoa de biblioteca e mar.Eu ficaria bem calada, muito calada. Não por vergonha, mas porque eu não teria nada a dizer e eu passaria cada segundo observando milimetricamente aquele lugar, só pra eu não esquecer mais. Todos iam rir, eu riria junto, só porque o riso contagia, mas com certeza eu não acharia engraçado o que eles conversariam, não acharia. Iam me pegar pelo ombro com muita força e sacudir até eu rir e aceitar fazer oque eles estavam fazendo. 
Ia acontecer tudo e nada. Seria péssimo e bom. 
Porque eu sou essa incógnita e não me importo nada que me assemelhem a um mistério, porque é disso que as pessoas precisam para grudarem uma nas outras. 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Morrer : 1. Falecer, deixar de viver. 2. Surtar, enlouquecer, delirar, gostar muito, se espantar, se assustar, geralmente usado em primeira pessoa.

eu não faço mais teatro. pensei que essa "fase" de teatro já havia passado, que foi coisa de 2010 e dois mil e onze é coisa nova; mas eu me convenceria dessas palavras se o acaso não trouxesse a mim tantos atores. Bons atores.
A minha melhor atriz ainda é a mesma, e ela já nem pensa tanto em atuar, em contrapartida o meu outro ator quer saber de crescer: daqueles que é proibido pelos pais, mas quer soltar-se das rédeas e ganhar esse papel.
atuar não é nem de longe fácil, como já tem dito a líder do grupo que eu participei: "é 1% de talento e 99% trabalho", é 100% verdade.
O meu grupo que já havia até ganho um espaço aqui com a tag "rútilo", o meu êxtase durou menos de um mês, porque quiseram achar que antes de tudo vem o inglês. Eu abaixei a cabeça e aceitei, eu nem quero er atriz mesmo. Eu já sou uma.
Sou a atriz na hora de ouvir aquela história e outra na hora de ter aquela discussão. Atuar é minha paixão, meu vício e se fosse um lugar seria minha nação.
Eu sinto aqui dentro uma fagulha de eu-devia-ter-lutado-por-isso, mas o vento que agora em mim sopra faz com que esse fogo vá se apagando subitamente.
morte súbita.
a morte do pensamento que educação física era coisa de pessoas brutas, só porque eu descobri que o professor que grita comigo mandando eu chutar a bola ama francês. a morte incessante da paixão pelo professor; sim, todos os dias morre: não ressuscita: morre.
"Pois o crime maior do homem é ter nascido..."





sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Victor Hugo

“Sonhar é a felicidade. Esperar é a vida.”

inevitavelmente.

...mas foi porque o sol quis aparecer hoje. ela inevitavelmente foi com ele, mas sentia a raiva formigar dentro de si. ele permanecia calmo, olhava pra ela algumas cem vezes, só para ter a certeza que ela não tinha ido ou que aquilo fosse apenas um sonho.
- me perdoa.
- eu já falei sobre isso com você, é inevitável.
- mas eu não pensei que te machucaria, jamais.
- eu também pensei que não.
- mas você jamais me machucou...
- não, eu digo que nunca pensei que você fosse me machucar daquela forma.
continuaram andando, porque a esperança era de que o lugar onde eles chegariam trouxesse a resposta. ela queria a morte, porque estava insana, mas ele queria ela, só ela. sempre ela. nada mais além dela.
- me perdoa?
- de novo?
- você não me perdoou da outra vez.
- de novo essa pergunta. pensa comigo, se fosse você em meu lugar, você perdoaria?
- não.
- então... porque eu devo fazer?
- porque você é e sempre foi melhor do que eu.
e inevitavelmente ela já olhava pra ele. ele sabia dela, sabia tudo dela: desde o fio de cabelo até o sentimento mais remoto: tudo. ela pouco sabia dele e era isso que fazia com que ela o amasse: a incerteza dos sentimentos dele: a vontade de descobri-lo, sempre.
inevitavelmente ela já estava com lábios colados ao dele, mas porque ele os levou até lá e ela não exitou em mudar o curso das coisas.
inevitavelmente ela deixou que pudesse ouvir as palavras, porque eram tão fortes que ela não pode controlar e barrar a entrada delas para fundo de si.
- eu amo você.

O nome que está acima de todo nome


domingo, 13 de fevereiro de 2011

"O nome da minha filha vai ser Lóri"

Existir é tão completamente fora do comum que se a consciência de existir demorasse mais de alguns segundos, nós enlouqueceríamos. A solução para esse absurdo que se chama "eu existo", a solução é amar um outro ser que, este, nós compreendemos que exista.



'Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres'.
(Clarice Lispector)

Stand by me.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A incrível história de Barbara

porque mulher será sempre incompreendida. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

(por que


eu só tenho amigo preto? Eu aproveito e fico preta u,u)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Diários de ensaio. Rútilo 2011



logo eu que nem dançava: dancei. senti o calor e a energia bem de perto. corpo a corpo. como se estivesse fazendo aquilo durante a minha vida toda. amanhã tem mais, depois tem mais, sempre terá mais.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

pra eles com certeza já passou.

- você ainda pensa em mim?
- claro que sim. não tanto quanto aqueles dias, mas eu penso.
- eu queria não pensar mais em você. em parte, foi bom que tenha acabado.
- é, em parte. porque outra parte de nós se despedaçou completamente.
- estávamos cegos?
- eu prometo não me apaixonar mais daquela forma.
- eu também. vamos fazer um voto, certo?
- por telefone?
- é! por favor, tenha um pouco de imaginação!
- eu não sou tão bom escritor como você é, então, você imagina melhor do que eu.
- é nada.
- eu posso dizer uma coisa? sinceramente?
- eu não estou te impedindo de falar.
- hm. eu ainda amo você.
- eu nunca deixei de te amar. eu disse que seria para sempre. mesmo que eu tentasse não amar seria um esforço inútil.
- por isso eu nem tentei.
- como anda seu professor?
- dele, eu não sei. na verdade um nunca soube nada sobre ele. sei apenas que ele sorri nas fotos.
- não, eu digo o que fica em seus sonhos, lembra? ele era vivo, não era? você me disse. ou ele morreu?
- não! ele está muito vivo. ainda me perturba, ainda me conta piadas sem graça e ri quando dou minhas respostas cheias de pimenta.
- Oh! Home! Let me go home!


A playlist.