31 maio 2011

Das des-belezas (parte I)

Hoje eu não quero nada.
Não preciso de nada.

Durante a manhã senti o cheiro de antigamente.
Ao correr do dia sentia a paixão não dar pontadas leves em meu peito.

Hoje eu não queria nada.
Não precisava de nada.

A poesia do cotidiano se perde entre dias cansados


Os dias antigos me tomavam.
As suas antigas palavras me tomavam.

Hoje eu não queria nada.
Não precisava de nada.

Não queria saber do caso odontológico.
Não precisava acreditar que é verdade.

Obrigada por ter me dado um monstro de metal quando eu não precisava/queria de nada.

27 maio 2011

Sorrir.

E quando ria, nós ficávamos assim, sorrindo, aproveitando cada segundo daqueles doces momentos de sorrisos. Não por não saber quando daríamos outros – pois eu sabia bem que não demoraria -, mas porque com ela, valia mesmo a pena sorrir.
Leão.  

21 maio 2011

Apenas o fim.

- Isso é só o fim. O que importa já foi feito.
- E agora? Agora é o resto das nossas vidas.

Obrigada pessoa que criou o telefone, para não me fazer morrer de saudades.

"Alo?" > "Oi!" < "Eu nem acredito que estou ouvindo a sua voz" > "o que?" < "Nem acredito que é a sua voz que eu estou ouvindo!" > "Brunna?"

2 Timóteo 2:22


‎"Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor." 

20 maio 2011

Não existe amor maior!


"Eu sei que, se caso eu cair, Ele estará lá, pra me ajudar a levantar"
 ( Isabelle Carolinne )

17 maio 2011

Verdade? Coisa de tumbu :O *Tumblr

Ninguém é perfeito, até que você se apaixone por essa pessoa.
William Shakespeare
(Imagem: cher-la-vie)

15 maio 2011

Clica! Não clica. Clica! Não, não clica.

Existem duas cartas na minha "caixa de entrada". Um clique em cada uma e meu corpo treme. Um clique nas duas de uma só vez e eu morro.
A primeira, a melhor de todas (do mundo), "como uma Lispector."
A segunda, quase por me fazer falar, "a balança caminha para o lado obscuro e negativo."

Não me façam tremer, homem e garoto que quase comem minha alma. Só quero descobrir se tem para todos.

"uma loucura pela qual você irá se arrepender de não ter criado coragem de fazê-la antes."

14 maio 2011

"Os nomes que fazem diferença para você"

Caio, Yuri, Rafael, Rafaela, Alexandre, Carlos, Carla, Paulo, Paula, Aline, Abner, Thales, Thalita, Thalia, Thiago, Fernanda, Fernando, Matheus, Felipe, Phellipe, Amanda, Airton, Rosana, Fábio, Fabiane, Fabiana, Patrícia, Karin, Marcos, Márcio, Márcia, Kéfera, Samuel, Gabriel, Gabriela, Henrique, Paola, Bianca, Victor, Vitor, Vitória, Victória, Mariana, Cínthia, Cleyton, Benjamin, Érica, Érico, Érick, Maria, Stefany, Stephanie, Stéfano, Elizabeth, Eliza, Manoela, Emanuela, Enzo, Noeli, Dener, Caroline, Sérgio, Vinicius, Bruno, Bruna, Evandro, Júlio, Mike, Soraya, Tamires, Dalila, Suelen, Lucas, Luan, Luana, Laís, Laísa, Juliana, Júnior,  Larissa, Kerolyn, Marta, Julia, Laura, Isabela, Jennifer, Lorena, Camila, André, Diego, Luiz, Luiza, Daniel, Daniela, Diego, Emily, Marina, Thais, Thaisa, Barbara, Beatriz, Bianca, Catia, Katia, Christian, Eduardo, Eduarda, Emerson, Flavio, William, Vanessa, Jonatan, Pedro, Pamela, Patrícia, Andreza, Andressa, Murilo, Michele, Leandro, Leonardo, Rogério, Letícia, Jeferson, Jessica, Isac, Isabel, Hellen, Rebeca, Marcelo, Marcela, Sara, Rayssa, Natália, Cibele, Paloma, Pamela, Rodrigo, Bernardo, Flávia, Nicole, Ivan, John, Douglas, Eloá, Gislaine, Laila, Raquel, Monica, Janaina, Vivian, Viviane, Jaqueline, Rodolfo, Guilherme, Denise, Denis, Ricardo, Claudia, Claudio, Ruan, Renan, Elizeu, Francine, Jamil, Jamily, Ana, Anderson, Wesley, Emerson, Edileuza, Pablo, Priscila, Ingrid, Marlon, Angelica, Adriana, Adriano, Arthur, Veronica, Jade.

13 maio 2011

Tão sem medo.

O seu "tchau Brunna" me machucou tanto. Foi, assim, bem rápido. Eu sei que devo ter dito algo que tenha deixado você triste, mas se fiz isso eu não sei, então não tenho nem o direito de pedir perdão, porque daí não seria de verdade.
As tuas palavras, essas duas, me acertaram em cheio que tudo o que minha mãe me fala sobre a nossa amizade veio à tona. Ninguém sabe, mas é quando tudo está indo bem que as coisas começam a ficar péssimas. Eu estou vivendo isso, agora, com essa palavra e meu nome.
Eu estou escrevendo isso que é pra eu voltar a minha felicidade. Eu queria ter a vontade de clicar o "enter" e fazer você ler a minha despedida mais bonita, eu escolhi tanto as palavras pra te mandar, mas ai eu li isso e a unica coisa que me aconteceu foi levar a setinha até o "x" e pronto, "não precisa mais".
Eu tinha tanta coisa pra contar, mas minha mãe me disse que ninguém nunca vai estar sempre pronto para ouvir o que nós temos a dizer, hoje foi um dia que você queria ouvir nada, mas estava procurando a palavra de alguém. A questão é que ninguém vai estar sempre pronto para dar a palavra que você quer ouvir. Hoje foi hoje. Hoje é um dia desses. Desses que tudo o que a gente quer é "nada" e ninguém sabe disso, nem mesmo a gente, mas eu estou te contando isso, então não esqueça mais.

09 maio 2011

Chuva.

Sabe qual o melhor da chuva? São todas as janelinhas se mexendo, algumas fechando e denunciando o medo, outras se abrindo e revelando verdadeiros admiradores desse fenômeno. Gente na janela vendo a água caindo muito rápido e os que ficaram desabrigados e desprotegidos saírem correndo e molhando a pele, o cabelo, o rosto, gastando op dinheiro todo.
plim
plim
plim
plim
plim
plim
PLIM PLIM PLIM PLIM
TA TATATA TATATATA TATATATA SSSSSSSSSSSSHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Começa tão rápido que quando você vê já está fazendo parte. Já está cantando junto e sentindo aquele vento bom em seu rosto, com todos os vizinhos olhando pro seu sorriso tão desinibido. A vontade clara e pura de querer jogar-se da janela e voar antes de tocar o chão, voar a tpe as nuvenz e ver que ligou esse chuveiro.
PLIM
PLIM
PLIM
plim
plim
plim
Até que ela passa e todos regressam ao seus lugares.

08 maio 2011

Tão minha. Tão nossa.

"Mas não tem revolta não
Eu só quero
Que você se encontre
Ter saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um Dom
Que eu tenho em mim
Eu tenho sim
Não tem desespero não
Você me ensinou
Milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia"

07 maio 2011

Eu (não) necessito disto:

Eu cansei tanto.
Tanto das músicas calmas que escuto que talvez.
Talvez precise ouvir algo forte para me trazer força.
Força é o que eu tenho que ter.
Ter algo que me traga a certeza de que tudo é sólido.
Tudo o que é sólido pode derreter.
Pode derreter essa minha certeza parada de que a paixão dilacera as almas.
Almas não estão nos guiando e nosso corpo está se perdendo.
Perdendo tempo eu me desespero.
Desespero me causa uma angústia.
Angústia de não ter a resposta e pedir gritando por ela.
Por ela eu faria tudo, e faço. Fazê-lo-ei para concretizar.
Concretizar já não é de mim pois sou tão insólita quanto a saliva que derrete aquele doce.
Aquele doce já está tão azedo que já não há gosto algum.
Algum dia eu me apaixonei, assim, tão rapidamente que eu quase caí.
Caí por tropeçar, por colocarem os pés em minha frente e saberem que eu iria.
Iria para algum bom lugar se não houvesse angústia no peito já machucado.
Jamais provado.
Jamais tocado e nunca apaixonado.
Talvez não Sibéria, mas quem sabe um deserto. 

"Você não tem nome, Eu tenho."

“E eu te respondo: sobras tu. Achas pouco?
Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu,
que transcende os teus limites pessoais,
mergulhando no humano.(...)
E o poeta quanto mais individual,
mais universal, pois cada homem,
qualquer que seja o condicionamento do meio
e da época, só vem a compreender e amar o
que é essencialmente humano.”
Mário Quintana

06 maio 2011

"vai parecer que eu menti" > "eu já esqueci isso. é verdade." > "que nem no dia dos cafés" > "eu já esqueci isso, tudo bem?" > "eu não." = "então esquece, vai" > mas você vai achar que eu menti e isso me machuca tanto. É como se eu tivesse mentido mesmo e eu não tivesse saída" > "então, você tá mentindo" < "não, não to. Acredita." > "calma, fala baixo. quer que alguém escute?" < "quero; quero porque daí vou poder me defender." > "você se preocupou tanto em dizer que é verdade que esqueceu do que realmente veio perguntar" < "esqueci mesmo" < "você mentiu" < "não" = "sim" = "não" < "tá, tudo bem... o que tá acontecendo?" < "você sabe." < " se eu soubesse não perguntaria, boa essa, hein?!" > "não pior do que me negar" < "eu não fiz isso" < "fez sim. 'não' é advérbio de negação" < "não, gramática agora não."

05 maio 2011

Muitos medos e milhões de sonhos.

- Eu poderia escrever milhões de cartas para ele apenas baseada no que ele me disse.
- Ele ia se entupir de você, ia ficar cansado antes de te conhecer e iria, com certeza, lhe mandar parar.
- Ele não faria isso, não, porque ele sabe que... É verdade, ele não sabe de nada, então eu acredito que ele faria isso mesmo.
- Se fosse o dentinho, certeza que ele não te deixaria. Mas então, o que você diria em uma outra carta?
- Eu pediria perdão pelos erros de ortografia ou gramática; contaria que não sonhei mais com ele, mas enquanto eu estive acordada foram as palavras dele que habitaram meu pensamento. Contaria que aquelas palavras me acertaram em cheio, apesar de não serem "leves" são como nuvens: nuvens: as únicas coisas verdadeiramente eternas. São sólidas e me dão uma certeza tão grande de que é isso o que eu quero.
- Certeza? Você não disse que será "com açúcar, com afeto"? Eu tenho tanto medo que ele te machuque, tanto. Ele é um homem, Barbara. Ele sabe muito da vida e sabe ainda mais que você tem quinze anos. Ele não vai esperar cinco anos para realizar um filme seu.
- Eu já pensei nisso também, por isso eu guardo meus segredos.
- Bom.
- Posso terminar? Então eu falaria ainda que sonho tanto em vê-lo, tenho tanta vontade de ir com ele ao teatro e ficar abraçada, ou melhor, envolvida com ele enquanto eu vejo um palco vivo. Eu prefiro isso a ir para Disney, sem dúvidas. Iria agradecer por ele ter dito que eu escrevo como uma Lispector.
- Lispector?! Meu Deus, ele já conhece você assim, tão bem?
- É, mas saber que eu gosto de Clarice não é segredo nenhum. Pois então eu diria que se ele quiser me conhecer, tudo bem; nós iremos ao teatro e ele cruzará sua mão na minha para concatenar minhas verdades.
- Com as mentiras dele?
- Não! Ele não mentiria para mim, se mentir eu iria parar com minhas palavras e...
- Isso causaria o fim.