sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fedra

HIPÓLITO:
Senhora, me perdoa. Confesso, com rubor,
Ter entendido errado palavras inocentes.
Envergonhado, nem sei mais como olhar-te.
Eu parto...
FEDRA:
Ah! Cruel! Me entendeste demasiado bem!
Te disse o necessário para evitar enganos.
Pois saiba então quem é Fedra em todo o seu furor!
Eu te amo! Mas não penses que no instante em que te
amo,
Eu me creia inocente, me perdoe a mim mesma,
Nem que o amor desvairado que turba a minha razão
Tenha sido alimentado por uma vil complacência.
Objeto infortunado das vinganças celestes,
Eu me detesto ainda mais do que tu me detestas.
São testemunhas os deuses, que acenderam em meu
ventre
Esse fogo fatal a toda minha raça;
Deuses que se orgulham da glória vil
De seduzir a mim – uma frágil mortal.
É preciso que lembres o que aconteceu;
[...]


Alexandre Cabanel - Phaedra

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A cena mais triste de todos os filmes

Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), a cena mais triste da história do cinema é de “O Campeão”, de 1979. No clímax do filme, a história de um ex-boxeador que tenta voltar aos ringues, o protagonista morre na frente do filho de 9 anos – “campeão, acorde!”, suplica o garotinho, às lágrimas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Benjamin

"não faz mal querida
este é um dos melhores acontecimentos da minha vida."
BOOM!


Enquanto eu lia o livro (o que não demorou muito) eu descobri que tinha o filme! E como eu não consigo ler livro se eu já souber a história, esperei um pouco e fiz download desse filme depois (aqui um ótimo link). É claro que tem suas diferenças, mas a atuação do Paulo José como Benjamim é magnífica e é exatamente o mesmo do livro - sabe quando você encontra com o personagem que só existia no seu pensamento? Só a Cléo Pires que deixou a Ariela com um jeito diferente, mais bonita :) mas ainda assim é um filme genial, com uma fotografia incrível e a trilha sonora nem se fala. Fora que a obra é de ninguém mais ninguém menos que Chico Buarque

domingo, 14 de agosto de 2011

1920 - Fernando.

O olhar. O bater dos sapatos. A música alta. A luz forte. As cores vibrantes. O que é preciso para um baile. Era o que eles tinham.
Eles não queriam dançar, queriam matar um dor que já os possuíra e com força. Passaram tempos dançando, fingindo que não tinham o que dizer e que estavam felizes em apenas mexer os pés. O silêncio mais do que tudo falava, o olhar fixo um no outro provava que eles se queriam e deles eles seriam.
- Eu preciso dizer alguma coisa?
- Não.
Ele encostou a cabeça dela em seu ombro e a guiou. Depois pôs os pés dela sobre os seus para que ela aparentasse ser da altura dele. Ele foi a levando, dançando como se um pai ensinasse a filha como se fazia. Ela já sabia e queria apenas estar ali, mais nada. Uma felicidade tão forte os tomava que eles poderiam morrer, bem ali, mas morreriam deveras felizes.
- Eu não posso mais.
- O que?
Eles falavam no ouvido do outro baixinho e mesmo com toda o barulho eles se ouviam bem.
- Ficar sem ver você durante dias. Meu pai falou que eu não devo mais ter aulas de piano.
- Eu também sou professor de poesia, de música, de canto, de arte e até literatura. Peça para que eu te ensine sobre William Shakespere. - Ele sussurrava bem de leve ao seu ouvido, com um sorriso enquanto continuavam dançando.
Ela de olhos fechados eternizava em si os detalhes daquele momento.
- Pedirei.
- Quando vais falar para seu pai sobre nós? Eu não posso mais aguentar ter que ver você apenas em alguns dias. Eu quero acordar com você e ver você andando sem esses espartilhos por toda a nossa casa.
- Calma, lembra de termos combinado? Não esqueça disso. Eu não posso me casar com você enquanto não tivermos experiência para isso. E depois? O que faremos nós? Eu não sei fazer muita coisa.
- Serás minha mulher.
Toda a preocupação que havia fora embora. Aquelas palavras entraram nela como se fosse mel descendo por sua garganta. Com mais força ele pressionou-a contra seu corpo e encostando seus rostos ele se sentia o homem mais feliz do mundo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Gregório

Antes de dormir ficava pensando. Não pensava nunca no dia que teve, mas no que faria no futuro. Em seus pensamentos o dia de amanhã seria exatamente assim:
Ela estaria séria, sentada em uma cadeira minúscula, observando apenas. Iria olhar lentamente cada detalhe daquela sala minuciosamente como sempre faz: as paredes mal pintadas de marrom; as plantas secas, porém envernizadas, no canto das paredes escuras; uma mesa de vidro no centro da sala decorada por inúmeros bonecos também de vidro; as cortinas com desenhos indianos. Nada fazia sentido, de certo ela seria a "coisa" mais estranha dali: baixa, de cabelos excessivamente crespos e com um busto enorme.
Mas era a janela do apartamento vizinho que a encantaria: as paredes mudavam de cor, simplesmente por causa da luz da tv que piscava, mas fazia um efeito fascinante; as cortinas azuis; os detalhes góticos no sanca do teto; o lustre cor de ouro e com centenas de lâmpadas; alguma coisa cinza, poderia ser um sofá ou uma poltrona, mas seria muito melhor do que sua cadeira de acrílico; tudo ligado, combinando. Na verdade tudo conversava naquele apartamento, mas o mais brilhante seria aquilo pintado no quadro suspenso por duas cordas: um leão extremamente selvagem , em cima de uma rocha. Uma cena triunfante. Se não fosse por sua miopia ela poderia ver os animais em volta, mas ela só viria o leão, onipotente. A imagem emoldurada em ouro; de qualquer forma triunfante.
Sentiu um espanto tremendo quando parou para pensar porque estava tão só naquela sala escura. Piorou quando se perguntou porque não estaria naquele apartamento tão correto, olhando aquele quadro. Perdeu-se em seu medo e suas perguntas e na saudade que sentia do seu próprio leão, não um preso a um quadro, mas um realmente triunfante e que conseguia, sempre, mudar o tom de tudo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Oliver

- Eu vou precisar criar uma nova conta para você.
- Ué, porquê?
- Se prepara. Hackearam.
- Poxa, mas tudo bem, eu acho. Na verdade eu odiava mesmo; as pessoas me mandavam recados dizendo que me amam, como se isso fosse uma frase que nós dizemos para todo mundo.
- Mas elas não podem te amar? Quem te afirma que é mentira?
- Para começar aVivi, nossa, mas como ela faz uma coisa dessas. Ela não fala comigo, nunca; a menos que seja para pescar na hora da prova ou tudo relacionado a isso, mas quando eu precisei de alguém para me ajudar quando eu passei mal só veio a Yna. Agora entende o que eu digo?
- É, entendo. Sei lá, mas sei não, sabe?
- Ah! Todo mundo ama você, não tem nem como medir quem é falso e quem não é. Garoto "jóinha".
- Certo, então garota desconfiada me diz ai uma senha. Mas tem que ser uma fácil e que ninguém esqueça, porque se pegarem mais uma vez tem como resgatar.
- "Amor", "carinho"...
- É, dessas coisas ninguém esquece.
- Não esquece mesmo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Júlio César

Eu sinto uma dor, tão forte que consegue tomar o lugar de qualquer emoção que venha aparecer em mim. Mas é que são as suas palavras e o teu sorriso que me confortam, mas agora estão em algum lugar que eu não sei, algum lugar que seja distante demais para que eu possa me atrever a procurar. O pior de tudo: na sua presença. Você ainda está aqui perto de mim, no mesmo lugar de sempre, ainda não viajou, mas eu sinto você distante... e isso dói. Dói mais que a saudade insuportável que eu sinto. Porque na maior parte a culpa é minha.
Talvez tenha sido eu que não dei a devida atenção quando você disse algumas palavras, porque as palavras que você diz são sempre simples, bem simples, mas que precisam de uma inteligência absurda para entender o segredo que se esconde entre elas. Você é um mistério, não que eu sempre tenha tentado descobrir o que se esconde por trás do teu sorriso sincero, exatamente por isso, é sincero. Mas são os teus segredos e os teus mistérios que fazem com que eu não saia nunca mais do teu lado; faz com que eu queira eternamente aprender mais e mais com você.
Sei que de uns tempos pra cá eu tenho andado meio confusa, insana, mas eu nem sei por quê. Eu não quero descobrir o motivo, porque isso me dói muito; importa apenas saber que você jamais saiu do meu lado, que apesar de tudo você permaneceu calado, esperando que eu aprendesse a importância do silêncio. Eu talvez não tenha aprendido, mas você me ensinou algo sobre a calma. Algo sobre nunca desejar demais.
O que eu mais quero é poder ficar horas te ouvindo no telefone, em vez de ficar horas falando. É, porque você sempre me deu atenção, sempre ficou com o telefone no ouvido escutando o que eu dizia, mesmo não fazendo sentido algum. Você escutou quando eu falei sobre problemas estúpidos, quando eu falei sobre felicidade e quando eu falei de tristeza. Por isso eu quero te ouvir, não porque você me ouviu sempre, mas porque eu sei que o que você tem a falar é inimaginável e indispensável. Tem algo a ensinar. Sempre tem.
O que eu sempre penso é que mesmo se você não me amasse, mesmo se você não quisesse me ver nunca mais, ainda assim eu queria ser sua amiga e te amar. Porque foi Deus quem usou você pra me ensinar tanta coisa, pra me mudar tanto e pra me fazer entender que o amor é maior que tudo. Então eu o obedeço, obedeço a Deus te amando cada dia; amando seus gestos e manias, essa sua alegria.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Calisto

Você é o perigo. Aquele tipo de perigo do qual você pede e suplica para ter, porque é uma das coisas que te mantêm viva. Mas o tipo de perigo bom, porque não é um dos piores, mas um singelo e escondido. /pesar de tudo, apesar de todos os defeitos menos aparentes e todas as qualidades imersas, eu te amei. Um amor puro, verdadeiro e acima de tudo INTENSO! Ainda amo, e amo muito, o bastante para sofrer o fim.
É, eu falei do fim, eu sempre soube que ele viria que ele estava perto. Porque como eu já tenho dito, tudo o que você me ensinou, e o que talvez eu tenha ensinado a você, já passou, foi. Agora temos que continuar o caminho, seguir nossas calçadas. É, porque andamos em calçadas e elas levam nossa personalidade: a minha deve ser cheia de flores e e cacos de vidro. A sua, bom, eu não fço ideia de como seja, mas deve ser limpa. Nossas calçadas estão se cruzando, finalmente, para que possam tomar os caminhos completamente diferentes. Eu posso muito bem andar junto a você e continuar descobrindo seus segredos, porque ainda me fascinam. Acontece que você os escondeu, tão bem e com tanta força que eu não vou ousar tocá-los. Então talvez não há motivos pra esa minha fascinação, porque era o que me juntava a você. Quanto a mim, talvez jamais tenha tido algo que te prendesse a mim, ou teve, eu. Não sei, sei que dói.
Dói te ver mudar, te ver crescer. Eu que sempre quis te ver mudar, para que você não fosse sempre tão lógico, agora afogo-me em meio edsejo. Mas eu estou bem, aqui. Ou bem aqui. Não importa, eu só quero o meu leão.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

De um passado remoto, para alguém presente. O meu melhor presente.

eu nem sei se você vai ler isso, se ler não vai responder, mas tudo bem. eu sinto falta de te escrever palavras e mais palavras sobre mim e ter a certeza de que vc lia tudo, mesmo que vc não me desse as respostas, era o teu silêncio e o teu cuidado em não me magoar que me deixava mais feliz.
eu sinto falta de quando a gente saía, porque eu sabia que mesmo tendo um monte de gente querendo estar com você naquele segundo você preferiu dedicar os teus preciosos minutos a mim, é isso que mais me toca.
o que mais importa é saber que eu ainda amo você, do mesmo jeito de antes.
Esse "bilhete" nada mais é uma forma de eu te provar que aprendi a viver com a saudade, por mais que ela venha me machucar pouco a pouco todos os dias.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Antes. Agora. Adiante.

eu consigo ouvir teus gritos. consigo imaginar teus rosto encontrando com a parede e você sentindo a dor do impacto. aquela dor que não era tão forte quanto a que vc sentia.
por mais que a gente sempre diga que a vida é assim mesmo, a gente nunca se conforma com o que ela traz pra gente; nós sempre queremos além daquilo que ela pode nos oferecer.
eu posso ver você se encostando no ombro de alguém e derramando todas as lágrimas possíveis. eu vi você querendo sentir qualquer dor além daquela, vi você pedir pra acordar e ver que era um sonho.
Eu sempre penso que por mais de difícil a gente deve encontrar um ponto bom. agora não tem.
por mais que eu sempre diga que eu não te largo e que eu vou sempre estar com você, eu sei que não sou onipresente, algumas vezes não vou estar. como hoje, como amanhã.
vc é tão nova, tão nova, e tem responsabilidades de um adulto e ainda consegue sorrir. é ai que está tua força, porque você não desiste e não para. eu tenho tanta vontade de te pegar no colo e abraçar bem forte, te ensinar tudo aquilo que você ainda não sabe. eu não quero que a vida faça isso no meu lugar, porque ela não te pega no colo, ela te deixa no chão mesmo. A vida é cruel e é pra qualquer um.
Eu amo você. eu amo você eu amo amo amo amo amo você. eu queria gritar isso.
Eu queria que Você sentisse meus braços em volta de você e que você ouvisse minha voz dizendo: "tudo posso naquele que me fortalece". Tudo. Pra ele nada é impossível, nada. Eu orei tanto, tanto, mas das várias coisas que eu aprendi com tudo isso foi que o tempo não é nosso: é do Senhor. Ele já tem tudo pronto, e ele é perfeito. O melhor de tudo é que ele permite que nós o chamemos de pai. nosso pai. seu pai.

domingo, 7 de agosto de 2011

Benjamim

“Ariela descobriu que todo homem indo embora dá pena de se ver, assim como é triste qualquer bicho visto por trás, com exceção do cavalo, que sempre vai vitorioso, mas só quem sabe ir embora igual a cavalo é mulher.”

Trecho de Benjamim, de Chico Buarque

Benjamim

“Ariela descobriu que todo homem indo embora dá pena de se ver, assim como é triste qualquer bicho visto por trás, com exceção do cavalo, que sempre vai vitorioso, mas só quem sabe ir embora igual a cavalo é mulher.”

Trecho de Benjamim, de Chico Buarque

sábado, 6 de agosto de 2011

Pedro.

Eu queria que você me abraçasse agora.
Abraça-me?
Abraça-me como se você abraçasse a você mesmo.
Eu quero sentir teu corpo envolver o meu e encontrar o seu mais uma seus.
Quero sentir sua respiração quente na minha pele, fazendo com que eu pense que ainda estou viva.
Se não quiser me abraçar eu não vou insistir, mas toca-me. Porque amanhã já não mais.
Amanhã já não mais saberá de mim.
Eu serei a foto do porta-retrato e o perfume espalhado pelo seu ateliê.
Eu queria que você saísse dele agora e entrasse aqui.
Entrasse aqui.
Eu queria não ter que acertar na gramática.
Eu quero.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Essa sou eu mesma.

As vezes eu escrevo.
Quase sempre eu escrevo pra tirar de mim aquele fardo que ficou, porque as palavras se mostram mágicas pra mim e eu aproveito isso.
Hoje o avô da minha melhor amiga morreu. Ela é uma das pessoas que eu mais amo e eu senti a dor dela junto, durante o dia todo; o pior é que eu não a vejo desde o mês passado. Está explicado o meu temperamento e comportamento alterado.
Eu me sinto tão boba por ter ouvido você falar comigo naquele tom, aquele tom que você fala com alguém quando quer repreendê-la. Eu me sinto a pior pessoa do mundo hoje, não só por causa disso, mas por muita coisa.
Eu me sinto estúpida por sempre falar alguma coisa que dê a impressão de que eu sou melhor que você. A verdade é que eu sou atriz. Eu sou atriz e atuo fora dos palcos. Toda hora.
Você não deve ter percebido isso ainda, mas se um dia você me amar vai até gostar da minha atuação: vai bater palma quando as cortinas se fecharem.
Eu não sou ignorante, nem inteligente, nem legal, nem engraçada, nem chata, nem com um peso normal, nem anoréxica, nem estúpida demais, nem leonina demais, nem amável, nem apaixonada, nem não apaixonada, nem viciada, nem.
Eu sou tão misteriosa que eu não entendo metade dos meus atos. e nem quero.
Esse texto não deveria ter letras maiúsculas e eu nem deveria me preucupar com a pontuação ou qualquer outra coisa, porque ele precisa de uma simplicidade tão extrema que essa coerência já estragou tudo.
Eu passei por tanta coisa pra poder sentar naquela cadeira que eu sento todo dia, e parece que as coisas não vão parar até eu parar de atuar.
E se eu não lembrar mais que é a Brunna-não-atriz?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Adônis

Amar você é.
_____você é como
_________é como se
_________é como se eu jamais
__________como se eu quisesse
__________como se eu sentisse
_______________se eu soubesse
_______________se eu amasse
_________________eu sinto.
_________________eu amo.
amar você é como se eu mordesse o lado de dentro da bochecha e não sangrasse.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Une chanson pour tout dire

Les passions du printemps
Sous les draps
Tandis que d'autres soulagent
Inondent les visages
 — Eli et Papillon

Samuel

Eu quero te escrever muito. As palavras de mim correm como se encontrassem em outra fonte uma forma melhor para saciarem-se. Como se os sentimentos que cá sinto fossem água. Água!
Serei a raposa que buscarei pelos cachos uvas e não acharei.
Porque tu dará uma por uma na minha mão. Para que eu não me farte de uma só vez.
Ser, ei de procurar ininterruptamente pela margarida mais perdida que seja, em qualquer local, para que eu não veja sua dor na ausência delas. Para que você possa ser.
Serei a sereia que buscarei no fundo do mar a fonte insaciável da minha sede, para que eu possa contar a ti onde as nossas dores se tornam formigas.
Formigas: nos mordem, nos doem, nos machucam e nos irritam, mas são adocicadas. Têm cheiro doce essas pequenas que andam por nossos braços e não fazem mal algum.
Serei a sereia cheia de liberdade que dará a ti a resposta das equações logarítmicas formuladas por matemáticos que de ti não têm pena, mas por não me conhecerem não se preocupam em decodifica-las o bastante para que eu não resolva. Mas eu resolvo.
Se quiseres tirarei de mim e guardarei em ti, para que jamais esqueças que aqui, cá dentro, há uma fonte acessível e livre, para que quando tiveres sede basta que você estique a mão e pegue. Estará ai alcance.
Talvez queira eu viver, viver como gente, deixar de ser sereia perfeita, metamorfoseada...
sulcar mares de imaginação e aportar no porto do teu coração! Mas não foi para isso que fugi dos mares.
"- Serei… sereia… serei a … se tu quiseres.
E eu… à falta de melhor… quero."

O último blues

Essa menina que você seduz
E um dia depois
Sem mais nem mais, esquece
Ela, no fundo, é uma atriz
 — Chico Buarque 

Vilarejo

"Está tudo no ar agora, aromas, flores, cores sentidos... Meu corpo também floresce em emoções expostas, quase que em carne viva..."

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aurélio.

De repente a tela ficou escura e meu reflexo apareceu nela. Eu queria bater uma foto para guardar aquela cena, tão bonita e te mostrar como eu fico quando penso em você.
Mas não, não daria nunca para isso ser feito. Porque você tem que ver a mim, e não o que eu criei.
Eu me sinto tão apaixonada por você, tão fascinada com a forma que você dilacerou meu peito. Foi tão rápido que quando dei por mim já estava feito e a coragem que eu não tinha, passei a ter.
Pensar em você é como atirar-se da janela do meu quarto andar e não morrer, porque você estaria com os braços na posição correta. Então, estar com você deve ser como quase ir à Sibéria e voltar ao simples ouvir das suas palavras saindo quentes da sua boca aquecendo os pensamentos gelados. Porque você é a matéria do bom-pensar.
Deixa eu dizer que amo você? Deixa eu fazer isso porque meu coração está apertado pedindo para que essas amarras o soltem. Deixa eu me apaixonar por você e fazer meu corpo tremer mais devagar só por ele saber que você sabe que essa paixão bebe minha alma. Bebe como se você me fizesse derreter e meu corpo todo fosse apenas um copo, cheio de mim, ao qual minha paixão vem e bebe lentamente, à espera de que você venha e não me deixe derramar.

l'amoureuse

Car je suis l'amoureuse, oui je suis l'amoureuse
Et je tiens dans me mains la seule de toutes les choses
 — Carla Bruni 
p.s: l'amoureuse = apaixonada

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um clichê?

"Eu te amo".

Mapa-Múndi

E me pergunte o que será do nosso amor?
Descreva pra mim sua latitude
Que eu tento te achar no mapa-múndi
  Thiago Petit