quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Três planetas e três jeitos de cuidar de um só

Mais um da série sobre consumo consciente, esse post é um resumo desse post do site das Nações Unidas.

Segundo o Banco Mundial, um banco internacional que empresta dinheiro para países em desenvolvimento, conforme a população cresce e continua com os mesmos costumes consumistas, em 2050 vamos precisar de três planetas terra, não só para continuar vivendo, mas para manter nosso nível descontrolado de consumo. É levado em consideração que tanto países desenvolvidos e subdesenvolvidos têm responsabilidade nesse processo, e dentro das principais causas, é avaliado: O desperdício de alimentos, o uso de fontes não renováveis de energia, e o descarte de resíduos não tratados no meio ambiente.

Por ano, cerca de um terço de todo alimento produzido no mundo é desperdiçado, isso inclui o desperdício na indústria, no transporte dos alimentos, no varejo e nas residências. Além do desperdício, a maneira que plantamos degrada o solo tornando-o infértil, a quantidade de água e usamos (e desperdiçamos também), além de outros danos irreparáveis que causamos por não preservarmos esses recursos naturais, degradando-os através do consumo não consciente. O que significa que além de destruirmos o meio ambiente ao produzirmos alimentos, ainda jogamos fora boa parte deles, tornando imperativa a necessidade de avaliarmos a quantidade que comemos, a qualidade dos alimentos e principalmente aliar tudo isso a nossa real necessidade como seres humanos e não como consumidores.
O consumo de energia também aumentou, o setor de transportes é o que mais consome, já o comércio e as residências, que ficam em segundo, podem tomar medidas simples e fáceis que podem reduzir o consumo, como por exemplo, passar a usar lâmpadas de baixo consumo. Porém, é necessário haver ações por parte do governo nos países para que haja essa redução, pois independente da economia do país, cerca de 10% do PIB é destinado a manutenção de energias não renováveis.
Por dia, cada indivíduo gera cerca de 14% de lixo que em sua maioria poderia ser reciclado. Levando em consideração que todo esse lixo é despejado em algum lugar onde tem pessoas por perto, cerca de 200 milhões de pessoas podem adoecer por conta desses resíduos. Uma medida seria cobrar da empresas uma responsabilidade quanto a quantidade de resíduos que seus produtos geram, sendo também responsáveis pela reciclagem deles. Da mesma maneira, os próprios indivíduos devem separar os resíduos destinando-os para a reciclagem. Mas, antes de virar lixo reciclável, é importante evitar inclusive isso, não se trata de consumir produtos recicláveis, porque nem sempre são reciclados, mas é uma questão de não gerar lixo, e sabemos que é possível.

O consumo consciente, pelo que vejo, perpassa praticamente todas as áreas de nossas necessidades atuais, não que sejam reais necessidades dos seres humanos, criamos essas necessidades altamente destrutivas e insustentáveis. Devemos entender nossa posição diante disso e agirmos a favor do planeta e de toda humanidade.

O conceito de consumo vai muito além do simples gesto diário de fazer compras, e torná-lo sustentável passa por uma série de desafios que envolvem toda a sociedade.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sem lixo na cozinha

Esse é um resumo desse poste do UASL. Maravilhoso <3

O lixo produzido na cozinha é a maior parte do lixo produzido em uma casa, isso é preocupante quando vemos que um terço de todo alimento produzido no mundo é jogado fora, o que significa que desperdiçando tanta comida poluímos e desperdiçamos dinheiro. Resumindo, menos lixo significa menos poluição, menos trabalho e menos gastos.
A primeira dica, e a mais importante, é comprar menos alimentos. Ver a quantidade de se come em uma semana, por exemplo, levando em consideração quantos dias na semana se cozinha, quantas refeições faz em casa, quantas pessoas comem e pensar realmente o que você come em casa, em que quantidade. Dessa maneira é possível entender qual é a necessidade de alimentos em uma casa durante uma semana, para que seja consumido tudo aquilo que se compra. Dar preferência para produtos sem embalagem é importante também, preferindo comprar a granel. Além de comprar somente a quantidade necessária, evita que uma embalagem para cada tipo de alimento seja jogada fora. Preferir sacolas de pano, ao invés do plástico, é interessante porque é muito mais durável e não vai diretamente pro lixo, servindo para carregar frutas, pães, bolos e vegetais, assim como os potes de vidros reutilizados de outros alimentos são ótimos para esse fim. Ao armazenar os alimentos, é importante guardá-los de maneira que vá aumentar sua durabilidade em casa. Para verduras como cenouras, brócolis, couve é bom guardar em pote com água, porque não murcham na geladeira. É essencial saber como consumir todas as parte de um legume. Os restos dos alimentos que não servirem mais para alimentação, podem ir para composteira, e talos, folhas e pedaços não muito usados de legumes podem ser congelados para fazerem sopa depois.
Para limpeza, trocar a esponja comum por bucha vegetal e o detergente por sabão de coco em barra. Ao invés de usar um produto químico altamente agressivo para limpar a cozinha, usar apenas vinagre e bicarbonato de sódio para esse fim é ideal, pois não deixa resíduos que se misturam a água, poluindo-a e são totalmente naturais. Por último, evitar o uso de descartáveis, como guardanapos, papel-toalha, papel filme, papel alumínio e vasilhas de plástico, substituindo por guardanapos de pano, toalhas, potes de vidro para armazenar restos de comida (que inclusive não deixam cheiro nem mancham) na geladeira.

O que é consumo consciente?

​​O Ministério do Meio Ambiente diz que nosso nível de consumo é insustentável para o meio-ambiente, pois nem todos os recursos naturais que usamos podem se renovar, o que quer dizer que em menos de 50 anos, para manter nossos costumes de consumo, será preciso ter dois planetas Terra. A cultura do consumo desconsidera que temos uma responsabilidade direta com a degradação da natureza, e que cada novo produto que se compra e outro que se descarta interferem diretamente nesse processo. Isso significa que o melhor jeito de começar a mudar tudo isso é com as escolhas de consumo.

Quando entendemos que nosso consumo mais banal causa impactos na economia, na sociedade, na natureza e até em nós mesmo, é que podemos escolher se vamos usar isso para beneficiar ou prejudicar. Isso é consumo consciente, entender essa dinâmica e consumir de maneira a causar o menor impacto negativo possível, levando em consideração também que ter consciência na hora de consumir evita que sejamos manobrados pelas grande empresas para que façamos aquilo que elas querem. Ser um consumidor consciente é usar seu direito de escolha.

O consumidor consciente leva em consideração a sustentabilidade do produto desde a produção de sua matéria-prima até o descarte dele, valorizando as relações justa de trabalho, o menor impacto negativo no meio-ambiente, a saúde humana e animal além de questões como preço e marca, dando preferência às empresas que possuem responsabilidade socioambiental que possuem essa mesma consciência. Dessa maneira, ele entende que ele é capaz de fazer mudanças na sociedade através de suas ações, que é uma pequena engrenagem de algo muito maior e que o consumo de um dia pode ser mínimo, mas o volume que acumula ao longo de sua vida é muito significativo para a sociedade e para a natureza. O consumidor consciente equilibra o suprimento de suas necessidades com a sustentabilidade, entendendo que quando consome os resultados não terminam em si mesmo.

É importante espalhar a ideia do consumo consciente, pequenos gestos feitos por muitas pessoas geram grandes resultados, e mesmo a mudança de hábito nesse sentido de uma única pessoa já é bastante significativo, até porque esse indivíduo incentiva pessoas a sua volta, conscientizando-as. Portanto, o consumo consciente pode ser praticado no cotidiano, sendo uma atitude voluntária e solidária para que possamos garantir a sustentabilidade do planeta.

domingo, 21 de agosto de 2016

Blue witches, uma inquietante estranheza

"Bruxas, mulheres fortes que têm poderes especiais e frequentemente não são compreendidas"
Rei Kawakubo, em entrevista para Elle.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Arabelle no universo de Rei

A Arabelle contou como conheceu a Comme des Garçons e diz que ficou maravilhada com a diferença daquelas roupas, imaginando como a pessoa que vestia aquelas roupas deveria ser destemida e indiferente sobre o que as pessoas pensariam dela. Para ela, Rei Kawakubo é única e autêntica, principalmente porque ela é a única a comandar sua marca, diferente das outras grifes que são dirigidas pela LVMH, uma multinacional de luxo. Rei Kawakubo não depende de ninguém além dela mesma, não tem a obrigação de agradar ou responder aos desejos de alguém, somente aos dela.
Rei transforma o conceito que conhecemos de roupa, porque você pode estar andando com uma jaqueta, virá-la e estar vestindo algo totalmente novo. Suas roupas expressam a ideia de que ela está completamente desinteressada com a aceitação de fora.
Até conhecer Rei, Arabelle tinha a ideia de que roupas serviam para inserí-la dentro do ideal do que as pessoas queriam pra ela. Ela vestia uma nova identidade para cada situação em que devesse se encaixar. Mas as roupas de Rei desafiam a pensar. Para vestir um vestido ela demora pra adivinhar como usá-lo, as vezes precisando de ajuda de outras pessoas, e simplesmente ela virar um pouco a roupa ela se torna em uma nova peça. Você pode vestir uma única peça de Cdg várias vezes de várias formas diferentes. Qualquer maneira de vestir a roupa está certa, porque você escolheu assim. Você se torna constantemente algo diferente, algo que nunca viu antes, algo novo por causa da roupa.
Em uma entrevista Rei disse que suas roupas eram feitas para mulheres independentes que não são persuadidas pelos pensamentos de seus maridos. Numa exposição da Cdg, as roupas estavam penduradas, sem nenhum manequim, não havia um tipo de figura de mulher imaculada e glamourosa para idolatrar, mas só tinham as roupas penduradas, sem corpo, desafiando você a imaginar como preencher os espaços, sendo parte da arte e da história, o que não era glamuroso, mas era bonito.
Rei fez Arabelle entender um feminismo em que você é suficiente, você se completa na diferença com os outros. Você tem uma história pra contar com suas diferenças e singularidades, e ninguém pode tirar isso de você. Há muita força e coragem em ser capaz de se colocar sozinha e dizer "isso é tudo de mim. Ame ou deixe. Não vou me desculpar pela minha existência. Não vou me explicar para que você se sinta bem". Assim como Rei cria um novo significado para as roupas. criando suas próprias ideias sobre para que as roupas servem, Arabelle descobriu novas maneiras de compreender os gêneros que gostava e de se posicionar, aceitando partes de si que antes achava muito estranhas para serem exploradas. Explorar essas partes a mantém indo em frente.
Assim como Rei, Arabelle quer que seu trabalho e sua identidade (que a maneira como explora o espaço em que está e como o conecta com outros espaços) desafie as fazer as pessoas pensarem mais sobre o mundo a sua volta, fazendo-as sentir desconfortáveis com o status quo, usar todo seu potencial para fazer algo maior e melhor disso. Ela quer mudar o mundo a sua própria maneira, sem se desculpar.
Rei transforma aquilo que pensamos sobre roupa e como estamos acostumados a usá-la, transformando o que ela significa. É como algo que sai de dentro de você, algo que transforma a estrutura do seu corpo e te transforma em algo diferente, diferente do que conhecemos de um corpo humano. 

sábado, 6 de agosto de 2016

NAO - Girlfriend

To tão morta

terça-feira, 2 de agosto de 2016

"It really makes a difference to hear stories about how someone like you can be loved. And if you don't hear those stories, it will change who you are. (...) I want to feel like I exist and I want everyone else who wants to feel that way to feel that way too."

Rebecca Sugar