sexta-feira, 31 de março de 2017

Taeko trabalhando





Taeko é uma rainha!

Desde pequena via minha mãe usando ternos e blazers para trabalhar, porque num cartório era exigido. E ela sempre trabalhou em cartório. Hoje eu trabalho em um cartório, e quando comecei fiquei super animada com a ideia de usar um terninho todos os dias, mas com o passar do tempo e o cansaço fui adaptando minha farda para algo horrível que é hoje.

Eu me sinto aquelas crianças da 4ª série que passavam o recreio correndo e rolando no chão e terminavam com a farda absolutamente imunda, rasgada e amaraleda que não tivesse lavagem que melhorasse.
Minha farda está rasgada bem no sovaco! Minha calça está com cheiro horrível. Meu blazer está tão apertado porque engordei que não consigo vesti-lo e minha farda fica incompleta. Uso uma sandália baixa que mostra os dedos e é maior que meu pé ou uma alta que não consigo andar.

Por essas razões, fico sempre babando nas roupas de trabalho que vejo algumas pessoas usarem. Eu sei que buscar inspirações não é muito bom pra mim, mas acho que é o meu desejo de querer copiar e não de achar bonito que me deixa triste no fim das contas.

Queria ser elegante e leve e simples como a Taeko. Imagino que todo mundo no Japão se vista assim, mas não encontro nada na internet.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Pois é eu não estudei e só fiz bobagem

Essa semana tenho duas provas muito difíceis e deixei de viajar no fim de semana pra poder estudar. Eu não consegui estudar porque tudo me distraía, as fotos de roupas, as imagens interessantes, as músicas, os vídeos... a internet. Eu acordava e passava o dia inteiro, in-tei-ro, na internet. Quando não eu ficava imaginando "o que eu fazia sem internet?". Por que a nossa vida, digo, a minha vida se tornou um reservatório de mídia e por mais que eu me descabele brigando contra as empresas e seus comerciais inúteis e miseráveis eu esqueço o quanto perco tempo me entregando a internet, ao google, a quem tenho quase como um amigo principalmente por causa desse blog onde guardo boa parte da minha vida.

Os zines sempre parecem um escape, mas o que fazemos quando não estamos lendo, ou ouvindo, ou vendo... Por isso produzir é tão complexo e no fim prazeroso, mas muito difícil de começar. Será que eu deveria viver um tempo sem internet e inspirações? Na época que eu fazia várias colagens eu não via sites e nem nada disso e eu produzia muito, com ideias aleatórias que surgiam na minha mente a partir de memórias remotas de algo que eu já tenha visto aqui ou ali. Não são as redes sociais que me prendem, mas as possibilidades, aquilo que eu posso ver e o que posso compartilhar. Bem... acho que é hora de eu voltar a fazer meus resumos e de fato consumir o que vejo.

Fiquei tão espantada comigo mesma por salvar milhares de fotos de coleções sem me perguntar o que aquilo significava, eu estava salvando por salvar, como se eu trabalhasse com aquilo ou não tivesse mais nada de interessante a fazer.

Esse fim de semana eu reservei pra estudar, mas fiquei como uma boba pesquisando a fonte de fotos que eu achava interessante. Espero pelo menos tirar algo de bom daquilo tudo. Acho que estou crescendo e eu poderia achar isso muito ruim, mas estou achando bom porque é como se por alguma razão eu estivesse voltando: quando eu era menor as coisas deveriam ter sentido e eu gostava de algo por gostar e não por alguém gostar e eu ser fã desse alguém e ai eu gostar junto. Que nem o all star que eu comprei só porque a Beyoncé publicou duas fotinhas no instagram. Nunca usei esse sapato.

Que revolta. Brunna se toque!

domingo, 26 de março de 2017

Hotel Chevalier

Essa imagem estava salva no meu computador e eu não fazia ideia do que pudesse ser. Para minha surpresa, é de um filme do Wes Anderson, eu deveria saber por causa da cor e da simetria. Esse vídeo abaixo eu tinha visto no fcbk e achei super maravilhoso.
“I have a way of filming things and staging them and designing sets. There were times when I thought I should change my approach, but in fact, this is what I like to do. It's sort of like my handwriting as a movie director. And somewhere along the way, I think I've made the decision: I'm going to write in my own handwriting. That's just sort of my way.” – Wes Anderson
O google me direcionou para um curta, "Hotel Chevalier" (link) e por ser um curta, as coisas acontecem muito rápido e nada fazia muito sentido. Mas a Natalie é extremamente bonita e as piadas são super decadentes por isso engraçadas.

Mas a questão é que essa imagem dela enrolada em uma toalha não aparece nesse curta! E a história dele não faz sentido e eu não entendi absolutamente nada. E as pessoas só falando "que filme 10!". Como assim??!! Mas como os comentários do Youtube geralmente são muito interessantes, aqui vai uma explicação:
"Betrer Olthorion: Desculpas pela intromissão, mas eu entendo que eles haviam tido um relacionamento, mas com o término ele decide "fugir" de tudo e se isolar no Hotel onde se passa a estória toda. Até que sua, digamos ex, o encontra e pede pra ele voltar - mesmo que não seja voltando com ela no relacionamento, voltar para sua casa e o mundo sem ser de dentro desse hotel."
"diothay Thay Dio: Este curta metragem é um spinoff do filme The Darjeeling Limited, que tbm é do Wes Anderson. Este evento se passa antes do filme, porem foi lançado antes do filme (o que é muito legal, na minha opinião). Assista o filme para entender oq o Jack sente por esta moça.. é muito bacana."


sábado, 25 de março de 2017

A extensão da minha psique são minhas outras psiques

Depois de muito tempo na casa do Arthur e, claro, sem se sentir em casa, eu vim pra casa da minha mãe. Ainda não me sinto exatamente em casa, pois como passo pouco tempo aqui estou deixando arrumado para que eu ocupe o menor espaço do quarto que pode ser do meu irmão. Mas eu estou me sentindo muito confortável, muito confortável.
Domingo passado na igreja um cara foi falar um pouco sobre a história do cristianismo e me chamou muito atenção a simplicidade dele; antes de ele começar a falar duas moças entraram na reunião e elas estavam... digamos... "na moda", cheia de adereços, coisas que representavam aquilo que gostavam e seu estilo único. Eu olhei pra elas e me senti muito desconfortável: como se por um momento eu me imaginasse como elas e me sentisse não fantasiada, mas sufocada por coisas. Depois olhei pro cara simples e ele não tinha maquiagem, sua roupa era simples, uma calça jeans, uma blusa de botão bem confortável e um tênis normal (apesar de ser adidas). Aquele cara perdia tão pouco querendo expressar algo "especial demais" pela sua imagem que ele tinha tempo de estudar e aprender todas aquelas coisas geniais que ele tava ensinando. Eu queria ser mais simples como aquele cara e menos extravagante que aquelas moças. Na semana anterior eu tinha ficado arrasada porque não tinha roupas pra ir pra faculdade, mas é que depois de tanto olhar fotos na internet de roupas maravilhosonas eu queria estar legalzona o tempo todo. Sem contar que minhas coisas ficavam todo tempo bagunçadas  e ~~meu deus quem sou eu eu era tão arrumadinha e organizada marie kondo mas agora eu estava pra lá de imunda!
Cheguei na casa da minha mãe e reencontrei aquela bagunça de sempre, mas umas roupas que nunca usava, não sei, acho que não tinha a oportunidade: mas agora eu vou trocar de roupa todo dia pra ir pra faculdade porque to achando muito bom ficar lá sem uma farda suada e dando calor como se eu estivesse sufocada. Sem contar que eu engordei e minhas roupas quase não me cabem mais .-.
Não sei se vou conseguir, mas queria passar um tempo sem "inspirações" porque fico me inspirando e inspirando e não produzo nada! E eu queria produzir algo.Eu queria parar de me preocupar em salvar fotos dos desfiles de moda e me preocupar mais em estudar porque as provas estão chegando e eu vou pirar!
Bem, vou terminar de arrumar a bagunça do meu quarto.

domingo, 19 de março de 2017

Isabella Dias, fotógrafa belíssima

Dear,

eu deveria estar estudando, mas estive pensando... Quantas coisas passam pelos meus olhos quando estou na internet e por causa da rapidez eu acabo sem dar atenção a quase nenhuma, por isso me esforço algumas vezes pra fazer resumos de textos ou postar fotos de coleções no meu blog, porque eu não quero esquecer. Espero conseguir enviar pra você e pra Vivi e postar no meu blog todas as coisas que tenho salvado no meu computador recentemente, porque são coisas muito bonitas e não é o tipo de coisa que a gente perde tempo contando quando nos encontramos.

Isabella Dias é uma garota negra, de Belém que moras em Nova York para estudar e tira fotografias como uma forma de tocar as pessoas com o jeito que ela vê as pessoas, principalmente as mulheres.





​Mas, o que essa moça tem de especial além de fotos muito bonitas? Ela já contribuiu pra Rookie duas vezes! É uma brasileira! E não é uma brasileira de SP ou do Rio, mas do Pará! E tudo bem, ela mora em NY, as coisas estão meio caminho andado, mas o mais interessante é que ela tem uma revista também, Gem Magazine, bem parecida com a Rookie, feita para meninas negras e comunidade lgbt, nada de novo, mas  é interessante porque ela quer divulgar o trabalho das pessoas e principalmente de brasileiros. Quase todo o conteúdo é traduzido e ela diz que caso vc não escreva em inglês, pode mandar o conteúdo em pt que ela pode traduzir e tudo mais. Acho muito lindo quando vejo pessoas fora de ambientes que o pt é obrigatório, mas respeitá-lo com amor mesmo assim. Porque português é muito bom! E essa brasileira também!

E ainda por cima ela tem um instagram super bonito! Eu decidi aproveitar os benefícios do instagram ser uma galeria de arte e estou seguindo só pessoas que usam esse espaço pra divulgar seus trabalhos e dar uma forcinha pras pessoas que acho legal, porque quando estamos fazendo algo assim o que mais anima é uma "cara! incrível! continue! quero ver mais! Arrasou!". Quando tiver mais tempo falo sobre as outras pessoas que encontrei, quem sabe tu tenha ânimo de voltar pro instagram, mas com outro pensamento. Eu to achando a experiência interessante porque meu feed não fica infinito! Dá pra mastigar e digerir o que se vê <3

​Esse é um email que n precisa se obrigar a responder.
um zilhão de beijos <3

Bilhetitos

Eu to sempre preocupada em achar um jeito de reaproveitar o tanto de coisa que aparece na minha frente na minha vida! Hoje mesmo eu fiz uma arrumação no meu quarto e fiquei tipo: cara... por que que tu tem tanta porcaria??!!!  Vai ficar na bad por ter tanto lixo!

To me sentindo culpada!

Não sei mais como aproveitar os papeizinhos que tenho T-T Mas vi essa imagem
 
 e achei muito maravilhosa! Porque pense bem... é uma folha qualquer, com uma imagem de revista qualquer, que irou algo bonito de significado. Mas... o que eu poderia escrever nesse papéis? Músicas... trechos de livros que eu gostar, frases interessantes, palavras legais, trechos da Rookie e conforme eu encontre as frases vou procurar as imagens, que tenho muitas guardadas!
Mais um projeto.. oh meu deus. espero que domingo que vem eu poste algo aqui dizendo que fiz pelo menos um!!!

quinta-feira, 9 de março de 2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia de mulher, mulherzinha e mulherão

Acho que foi um dos dias mais expressivos com relação ao feminismo pra mim.Ver várias pessoas abrindo a boca pra discutir sobre nossas necessidades foi genial.

 
Margaret Hamilton, líder de engenharia de software do Projeto Apollo, ao lado do código que escreveu à mão e que foi usado para levar a humanidade à lua, em 1969. via
Saudades da minha ex♥. via.
"'Because you are a girl' is never a reason for anything. Ever." –Chimamanda Ngozi Adichie, Dear Ijeawele. via

E, o melhor de todos:

terça-feira, 7 de março de 2017

Navegar é preciso

​​Há algum tempo eu tenho me incomodado com as redes sociais, mas não exatamente com elas e mais com as pessoas que a usam: até porque o G+ ainda é um amor. Tirando a questão de todos os comentários de ódio, a internet de repente se tornou um lugar terrível para navegar, porque mesmo que você não esteja lá para brigar, você vai querer brigar porque "uau! a internet é excelente para debates!". Mas que debates? Fazer um trabalho da faculdade sobre um assunto sério é tão difícil pra mim que eu imagino como consigo escrever textão sobre assuntos polêmicos com tanta facilidade e a resposta é clara: eu não sei do que to falando! E eu decidi que precisava parar, principalmente porque eu já estava ficando muito triste com tudo o que lia.
A partir de agora eu quero aproveitar a internet como antes, em todo seu poder e glória de conteúdo, conhecendo histórias incríveis, navegando muito longe e profundamente. Lembro quando eu conversava com o Kaco pelo msn, esperando animada pra ele entrar e discutir assuntos profundos e existenciais da alma e Clarice Lispector, ou conversar entusiasmada com alguém sobre como Legião Urbana é bom. Antes dos "feeds" eu tinha que procurar o que era legal, acessando vários blogs de pessoas como eu, ou pessoas totalmente diferentes e maravilhosas, lendo diários de garotas inteligentes que misturavam várias ciências com os acontecimentos de repente incríveis de suas vidas. Descobrir o "muro do rock" e baixar discografias inteiras era sen.sa.cio.nal.: ouvir os cds dos Beatles e "meu deus essas músicas são muito boas de verdade!" ou baixar músicas aleatórias no Ares e ouvir versões únicas e inesperadas que ainda não conhecia, ou baixar um vídeo da Lilly Allen e na verdade ser algo BEM imoral. Faz parte. Quando conheci a Tavi Gevinson compreendi o poder da internet, porque apesar de eu não fazer ideia do que ela estava falando (por não saber inglês) eu sentia que amava a forma como ela dizia com seu jeito de vestir "somos mais do que esperam de nós" e na internet ela era alguém que na vida real era mais complicado de ser: ela mesma. e ai como a internet era incrível naquele momento.
A internet que eu quero é um mar bonito e extenso para navegar, com informações incríveis e geniais, com alguém ensinando como mudar o mundo, com tutoriais de como ajudar alguém que está sofrendo assédio, com todas as fotos dos desfiles de Milão e Paris disponíveis minutos depois do espetáculo, com espaço para Chance the Rapper e Frank Ocean, com uma menina indiana me mostrando como minha visão da Ásia tá mal elaborada, com um blog punk e feminista para uma mulher fugir dos desesperos de não poder ser quem é no seu trabalho e vida cotidiana, com opiniões muito interessantes sobre as coleções de moda que refletem nosso mundo, com Frankie Cosmos, uma menina da minha idade, que tem dois cds com músicas que são diários cantados da forma mais sincera do mundo. Um mar, um espaço infinito e livre, em que pessoas reais fazem coisas boas e sinceras sobre o que sentem e compartilham porque querem conhecer alguém que pensem parecido e porque no mundo real nós ainda não podemos ser quem nós queremos, mas na internet podemos! (ou deveríamos poder).
É sobre o que somos e o que podemos ser, onde podemos chegar, sobre o que fomos milênios atrás. Não sobre o que odiamos, sobre o que não queremos, sobre onde não vamos.
É aquele navegador português que não entorpecido pelo desejo de poder da realeza, entra nas caravelas com a sensação de que o mundo é muito maior que sua cidade e que as pessoas são muito mais diversas que sua sociedade, que os sabores e cheiros são muito mais imagináveis e que navegar será sua única chance.

sábado, 4 de março de 2017

This is the future liberals want

“The clapback against the negative attention from the far-right has been fabulous,” she said, when asked about her new meme status. “I won’t speak for all liberals, but my goal is for everyone – white, brown, drag queen, soccer mom, cisgender, trans, heterosexual, queer, working class, middle class – to be able to exist as they choose without judgement or fear.”

Wabbit added: “I hope one day that a picture of a woman in modesty garb sitting next to a colorful drag queen isn’t out of the ordinary — that it’s every day life for everyone!”
 via.