domingo, 30 de abril de 2017

Amélie trabalhando

     Há uma crítica ao filme da Amélie por ele representar e inspirar uma juventude sem poder político e individualista. A minha visão era que o universo do filme representava um sociedade evoluída, em que o Estado existe para proteger o povo e garantir seus direitos de trabalhar, de ter moradia, de se aposentar, de poder andar sozinha durante a noite, de andar sozinha, de desfrutar de uma boa cidade, de modo que essas coisas se tornassem secundárias na visão das pessoas porque elas teriam oportunidade de se preocuparem com outras coisas, como densas crises existenciais, já que o corpo já estava em  paz. 

     Amélie saindo de casa para a liberdade, arrumando uma casa simples com seu coração, cozinhando, indo pra casa do pai, satisfeita no trabalho, é um espécie de ideal. Parece individualismo, mas só a ideia de poder andar sozinha na própria cidade é pra mim uma expressão absurda de liberdade. Quem me dera.  Todas as vezes que ando sozinha pelo campus da faculdade, me sinto segura, e sinto o que Amélie sentiu a ajudar alguém, só que melhor, só pelo prazer de não estar com medo. 
     Por causa de uma infância solitária, para Amélie o trabalho deve significar liberdade. Ser adulta não é o abandono de algo maravilhoso para algo tenebroso, mas totalmente o contrário, porque há muita beleza na liberdade de pensar sozinha e poder escolher seus próprios prazeres. 


Eu estou presa nos anos 2000!!!

Quando eu tinha 15 anos e passava mais de 3 horas na internet minha mãe quase surtava porque isso era absurdo! Na casa do meu avô eu não tinha internet e juntava o dinheiro pra ficar duas horas na lan-house. Mas chegou o esperado momento eu que eu tenho internet a vontade de ninguém pra me dizer quando parar. Esse é o estranho de não ter uma pessoa responsável dizendo quando você de parar, porque você é seu único limite e acaba sendo muito mais pressionado pelas obrigações de estudar e fazer algo interessante na vida. Antes de vir pra cá eu me desafiei (que coisa triste) a estudar pelo menos um capítulo de penal por duas horas pra poder ficar livre. Foi um enorme sacrifício porque penal é muito chato e definitivamente não é o que eu gosto de ler, mas passei no teste, aqui estou.

A Tavi mostrou nesse post ("Music inspires fashion, but without fashion the music icons are dead") quais eram as sete músicas que ela estava ouvindo no momento. Eu achei legal porque é como se a música realmente fosse um estilo, algo que tem a ver com nossas personalidade, porque até hoje ela ouve os mesmos estilos.

Aqui estão as músicas que eu tenho escutado mais no momento ou que me deixam muito feliz quando escuto:

1. Last call by Kanye West
Ouvir a discografia do Kanye é sensacional e fico me perguntando o que eu estava ouvindo em 2004 que não esbarrei nele? Essa música tem um la-laa-la-laaa no começo seguida de uma mulher de voz sintetizada que é muito legal, até porque não é sempre que ouvimos a oz do Kanye sem alterações e realmente cantando. 

2. Come over by Estelle
A Estelle é uma das cantoras mais incríveis dos anos 2000, tenho certeza, quando ouço essa música tenho a sensação de andar em Nova York de tarde e observar todos os personagens de Gossip Girl, que nem no livro.



3. We don`t care by Kanye West
Essa música também me lembra de NY, do Brooklyn e da Vanessa de Gossip Girl. Acho que essas conexões significam que eu passo muito mais tempo fantasiando nas histórias do outros do que na minha própria. Essa faz parte de todas as canções que o Kanye fez sorrindo.

4. Diamonds are forever by Shirley Bassey
Vou ver 007 só por causa disso. Essa música foi usada para fazer uma faixa bônus do cd Late Registration do Kanye. Ela é definitivamente mágica, na versão original e na do Mr. West.

5. Glamorous by Fergie and Ludacris
If you ain`t got no money take your broke ass home! Influência de Gossip girl, é a música que a Jenny canta com um coral em um evento da escola no terceiro episódio da primeira temporada. A Fergie representa muito bem a sensação de ser um adolescente nos anos 2000 (como me sinto velha falando assim).

6. Somos o mundo by Black Alien e Céu
Que musicão!!! Sempre que ouço música brasileira fico obcecada porque é genial a arte que sai daqui, acho que realmente nós brasileiros não conseguimos aproveitar tudo isso. Essa música parece uma abertura no seu peito, ou na sua mente. Black Alien é sensacional.

7. The way I are by Timbaland and Keri Hilson
Minha tia gravava os programas de clipe da tv à cabo em um dvd e me dava, eu ficava vendo infinitas vezes. Essa música tocava muito e além disso quando comecei a namorar com o Arthur e a gente queria sair mas tava em grana bastava cantarolar a introdução que a gente já sacava que não ia rolar por motivos de i ain't got no money.

Adoraria  conhecer outras pessoas que tivessem blog como eu pra eu poder marcar nessa tag, mas infelizmente ainda não tenho :( Se você estiver lendo isso, fique a vontade pra me mostrar suas sete músicas preferidas no momento.

sábado, 29 de abril de 2017

avise-me quando chegar pelo amor de dios

Hoje eu fui vender minhas roupas antigas no brechó. Tinha dez sapatos (praticamente novos), algumas roupinhas e várias blusas do Arthur. Eu sabia que receberíamos pouco dinheiro, mas ficamos com R$72,00!!! Queria ter levado algumas outras coisas do brechó, mas o Arthur estava muito agoniado pra ir embora e acabei levando só uns carimbinhos da Hello Kitty.  

Fiquei pensando em como aquela moça ganharia uma grana se vendesse tudo no enjoei. No caminho a gente foi passar no supermercado pra comprar queijo parmesão por motivos de eu ter passado a semana inteira sentindo o cheiro do queijo. Mas como todas as vezes que vamos comprar algo acabamos sentindo dor por ver o preço das coisas, desistimos, até do shampoo super cheiroso. Acho que fazer uma lista do que se quer comprar é uma boa forma de ver o que realmente é indispensável, principalmente porque se entro em uma loja já penso eu to precisando de algo? e dificilmente estou. 

Como meu caderninho querido está acabando, eu fui na Kalunga comprar um novo, mas ele praticamente não existe mais!!! É o melhor. caderno. do. mundo. Ele tem mais de trinta linhas por página, tem um tamanho perfeito, um bolsinho no final, uma liguinha pra prender, um segurador de caneta e é feio na Itália por uma marca super responsável. E Rilakkuma!!
Fiquei super chateada porque pensei que poderia ter comprado o estoque todo da outra vez mas ai o Arthur disse que eu tava ficando obcecada e falando em um tom muito de chatonildo e eu fiquei duplamente chateada. aaargh. fui no site da loja procurar o caderno, mas ele está fora de estoque. Fiz o que uma velha amiga espertinha-Victória fez mandando vários pedidos de "avise-me quando chegar pelo amor de dios" em nome dos meus amigos e espero que eles percebam que erro terrível deixar esse caderninho lindo ficar faltando! Principalmente porque ele é igual a um Moleskine só que sem a besteira de custar um milhão só pq bocó compra. 

Esse post é só uma desculpa pra eu não ir estudar. Mas se eu conseguir resumir um capítulo do livro que tenho que ler eu vou me considerar uma vencedora.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O que eu vestiria em um mundo perfeito

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 (será que to ficando louca por tags?)
A Tavi respondeu em um post (But for now we are young, let us lay in the sun) uma tag sobre o que ela iria vestir em um mundo perfeito. Achei interessante que as escolhas delas foram um pouco diferentes do que ela poderia escolher em tempos depois, mas achei bonitinho ela ter escolhido apenas vestidos bem femininos. E como eu também vivo mudando de estilo e gosto (sobretudo pelo fato de eu ter mudado o tema desse blog umas 10 vezes em uma intervalo de um dia), vou responder com fotos que salvei das últimas coleções, mas espero poder responder no futuro e ver o que mudou. 

As regras são:
1. Escolha fotos de desfiles de qualquer temporada que você goste e escolha três roupas para o dia, noite e para festas. 
2. Explique rapidamente porquê e diga o nome do estilista e qual a temporada da roupa
3. Marque 3 outras pessoas quando você terminar e avise-as postando um comentário em seus blogs. 

Dia:
Na verdade eu queria vestir um terno bem escuro e cheio de sobreposições, mas acho que ficaria melhor de noite, então escolhi essa roupa da Mugler Paris, da coleção de inverno desse ano (2017) porque tem a blusa de manga comprida por dentro da calça social que eu amo. Como tenho ombros largos, dificilmente usaria na realidade uma blusa com ombreiras, mas como é um mundo perfeito no mundo perfeito eu usaria!

Noite:
O QUE EU POSSO DIZER?? Tem tudo o que eu mais amo: a cor azul marinho, a blusa de gola alta, a caça social de cintura alta, o blazer comprido e incrível e um singelo cintinho fino que quase diz "ai como sou feliz nessa obra de arte". É o que sempre digo, coleções são exposições de arte. Essa é da coleção de inverno desse ano (2017) da Nina Ricci Paris.

Festa:
Fiquei um pouco na dúvida do que escolher porque tinha certeza que queria um vestido da Dior dessa  última coleção (inverno de 2017 dãah), porque eles parecem vir diretamente das galáxias, esse especialmente foi usado por uma bruxinha Sabrina em uma reunião de decorada de galáxias. Desde pequena sempre amei vestidos pretos com manga comprida, pq minha mãe comprou um pra mim uma vez em uma loja de roupa chic pra criança (obrigada mãe por esse sacrifício aparentemente fútil mas que me deixou muito feliz) e eu usei tanto esse vestido até virar uma blusa. Escolhi essa roupa porque já usei um vestido parecido pra ir em um casamento (!). E pra reafirmar minhas conexões góticas (what??).

Quem vou indicar:
Bem, como não conheço muitos blogs de moda de brasileiras, vou dar uma procuradinha na internet pra marcar algumas que eu achar legais, farei isso depois quando tiver mais tempo.

Gostei da tag porque é um jeito diferente de você olhar as roupas como algo que você realmente vestiria ( e como!).

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tag de cinco coisas que copiei da Tavi

A Tavi respondeu essa tag em 2008 (Tagging) e as respostas são super legais porque dá pra ver como ela mudou e como alguns de seus sonhos se realizaram. Decidi responder a tag para que uma futura eu possa ler e achar tão legal quanto eu achei a da Tavi.

5 Things found in my bag:
+ Meu cardeno/agenda com uma caneta
+ meu kit de sobrevivência com absorvente, remédio pra cólica e band-aids
+ meu estojo de amor que funciona de carteira
+ minhas chaves no chaveiro especial que eu fiz com coisas "recicladas"
+ uma etiqueta da Vivienne Westwood que eu ganhei quando comprei minha saaptilha na Melissa

5 Things found in my purse: (deve ser a carteira)
+ Minha carteira da faculdade
+ Meu cartão de débito sem saldo
+ Canetas que não uso mas que servirão em momentos de desespero
+ Um pen-drive
+ Uma borracha

5 Favourite things in my room: (ainda estou na casa do Arthur)
+ Minha luminária
+ Cofre do Rilakkuma
+ O cheiro do aromatizante que a gente comprou numa promoção da Tok Stok
+ A mãozinha de coçar as costas
+ O dvd do Ghost World

5 Things I always wanted to do:
+ Comer uma torta de maçã inteira e sozinha
+ Me maquiar direito!
+ Conseguir me concentrar e ler bastante
+ Fazer vários zines
+ Ter uma casa em que eu possa cantar Hoooome e me sentir sincera

5 Things I am currently into:
+ Escrever no meu blog, porque agora é como um diário
+ Kanye West
+ Ler blogs como se fossem livros contando histórias incríveis de alguém sem edição
+ Prestar atenção nas coisas que vejo na internet, consumir tudo com calma e apreciar
+ Encontrar métodos eficazes pra eu estudar e tirar um dez pelo amor de deus

A pessoa que me inspirou a fazer essa tag foi a Tavi Gevinson

Your 5 impressions of her:
+ A rainha dessa coisa toda
+ Uma das garotas mais inteligentes que já vi
+ A inspiração da vida
+ Acho incrível como ela é simples e sincera, como ela trata com verdade aquilo que faz
+ Uma das musas dessa geração

Marianne Faithfull


Marianne foi uma cantora e namorada do Mick Jagger e a pessoa mais bem vestida de toda década de 60 eu tenho certeza. Eu poderia jurar que essas fotos são desse ano. Na minha busca incessante por um jeito bonito de usar minha farda do trabalho (que consiste de calça social, blusa de botão e blazer) eu não entendo porquê nunca esbarrei no estilo dela! Ternos em mulheres é uma das minhas obsessões. 

A conheci em um antigo post da Tavi (A new endeavor: Marianne Faithfull) onde ela pensa como recriar o estilo da Marianne. Nunca tinha parado pra pensar nisso, mas como a Tavi deu a ideia, vou tentar: A primeira roupa pode ser minha blusa de pelúcia da Luigi Bertoli e a saia a nova saia-lápis que vou receber de farda do trabalho (nada melhor do que roupa que sempre quis de graça). O sapato acho que pode ser meu mocassim de verniz. E para a segunda roupa eu não preciso me esforçar tanto, porque já uso isso todo dia e agora até fiquei feliz de ter minha farda! Mas, se um dia eu tiver a oportunidade de usar um terno fora do trabalho eu colocaria um cinto grosso e uma blusa cheia de fru-frus.

 Não to dizendo que ela é uma viajante do tempo nos anos 60!!

Será que eu deveria carregar minha câmera

e tirar fotos das roupinhas e coisas inspiradoras que nem a Tavi fazia? Olha que coisa simples e bonitinha! Acho que essa onda terrível de blogueiras e fotos sensacionais de câmeras ultra enormes me fizeram ficar receosa de registrar as coisas legais que vejo!! Acho que todo mundo adoraria fazer uma pose pra mostrar sua roupa legal. O melhor é que ela nem editou as fotos, mas realmente vemos como as roupas eram super legais, porque é isso que importa!! 

Nesse post (Re: 1960's business was dirty and fashionable) ela mostra essas roupas que são fantasias da peça de teatro que ela super usaria normalmente, e realmente são muito bonitas! Esse vestido do meio é sensacional e a Tavi teve um preto bem parecido.

Ah, me poupe! Eu não acredito que disse isso

Comecei a ler o blog da Tavi como um livro, são 600 posts. Os que eu já li em outros momentos eu na verdade não li, porque meu conhecimento em inglês não era suficiente, mas agora vai! Só tenho medo de ficar um pouco bitolada em Tavi! e só ler coisas sobre ela e o que ela faz e tal tal tal, mas ela é realmente admirável e adoraria ver como era a Tavi antes de ser conhecida, como uma simples garota que faz do blog seu diário.

Nesse post (Hippie? Wow, thanks!), de abril de 2008 (há quase dez anos, meu deus...), ela conta que viu as fantasias das pessoas no teatro no colégio e decidiu se inspirar. As pessoas a chamaram de hippie e falaram coisas com a intenção de ofender, mas ela achou os comentários bem legais, na verdade, porque os anos 70 são sensacionais (!). Ela não se sentiu ofendida principalmente porque ela não quer absorver esse tipo de  coisa, que é melhor eles fazerem piada de como ela se veste do que se vestirem como ela!

Tanta coisa pra aprender com essa garota! Se vestir pra ela é realmente uma brincadeira, por isso que as vezes não consigo me sentir a vontade com a ideia de armários-cápsula ou use-só-básico, porque evoluímos a ponto de transformar algo que servia para cobrir nosso pudor em algo que nos faz feliz. Experimentar e brincar é genial. Certo que estou numa fase de não experimentar muito nas roupas, quando vejo minha professora bem vestida com blusinhas e sainhas na mesma paleta de cores eu sinto até uma paz interior!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Uma reflexão sobre o consumo

Hoje li uma notícia (These 10 companies control everything you buy) mostrando que apenas dez empresas controlam praticamente quase todas as marcas de comida e bebida no mundo, arrecadando bilhões por ano. Entre as dez marcas, sete vendem no Brasil e eu sou uma consumidora.
A Nestlé, que vende o leite em pó que eu como, além dos chocolates, cremes de leite e o rico leite moça. A Pepsi e a Coca eu poderia ignorar, porque tomo refrigerante mto raramente, mas tem os chás, suquinhos e outras bebidas que a gente toma hipocritamente querendo ser "saudável". A Unilever, pra mim, é uma das mais poderosas, porque quase todos os produtos de limpeza e alguns de comida, como a Hellman's, são dela e é bem difícil "fugir" deles no dia a dia, porque são "necessários". A Danone que não vende só danone, mas outras bebidas e derivados de leite (tipo o requeijão só o filé) eu posso ignorar um pouco também, porque desde que passei um mês como "vegana" eu criei uma intolerância leve a esses produtos. A Mars e a Mondelez eu só conheço pelo Snikers, o falecido e querido Milkway e o Torrone, que eu praticamente não como mais por motivos de não to podendo gastar com bobagem.

A Oxfam, uma ONG comprometida a combater a fome e a pobreza, criou um infográfico que mostra como essas empresas trabalham, com o intuito de fazer os clientes as pressionarem para melhorar suas relações de produção. Então aqui me incluo porque no Brasil elas também são poderosas. Primeiro, essas marcas se importam com o que nós, consumidores, pensamos. Então, somos encorajados a mostrar a elas nosso interesse em ajudar os produtores da matéria-prima e o planeta. O poder está em nossas mãos, porque eles precisam escutar. 

Podemos fazer a diferença, pois os consumidores são mais poderosos do que essas dez grandes empresas. Sem eles, as empresas não seriam tão grandes por muito tempo. A ideia é usar as redes sociais para cutucar essas marcas que gostamos de consumir, entrar em contato até pessoalmente com o CEO e dizer a ele o que precisa ser mudado.

O interessante da Oxfam é que eles têm um projeto genial. Ela quer ajudar a criar um mundo onde todo mundo tenha o suficiente para se alimentar. Hoje em dia, cerca de uma em oito pessoas no planeta vão dormir com fome, essas pessoas em sua maioria são fazendeiros ou agricultores que trabalham para sustentar o próprio sistema de alimentação que os prejudica. Mas podemos ser a geração que vai acabar com essa situação bizarra.
Pensei logo que não consumo esses produtos. As vezes fico pensando que o boicote é uma medida mto ofensiva principalmente porque desempregaria pessoas, então antes de simplesmente deixar de comprar por causa das formas de produção, é importante ter uma atitude diferente, no sentido de pedir para melhorar. A empresa que mais consumo é a Nestlé, que tem boas relações de produção. Imediatamente lembrei do leite moça e de todos seus produtos que custam um pouco mais caro. Mas isso pode ser por causa do nome da marca, e não do gasto com preparos. Lembrei das marcas locais como Itambé ou Betânia que produzem as mesmas coisas e são genuinamente cearenses, mas como eu posso saber se elas têm esse cuidado? Bem, não tenho. Mas acho que é muito mais lógico eu "investir" nas empresas brasileiras, cearenses, do que nas internacionais poderosas.

sábado, 22 de abril de 2017

A declaração do bom povo de Virgínia

Esse texto é apenas uma forma de eu estudar sobre o assunto, se quiser pesquisar sobre procure os livros por favor.
Esse aqui é que é o bom povo
Documento fundamental da primeira fase de evolução dos direitos fundamentais, a fase das declarações, foi criada no ano de 1776 em Virgínia, uma das treze colônias na América. Criada antes da Declaração de independência dos EUA, foi a primeira declaração de direitos fundamentais propriamente dita, ambos os documentos inspirados pelas teorias de Locke, Rousseau e Montesquieu. 

A grande importância desse documento foi reconhecer o povo como titular de direitos, além de se preocupar com a democratização do governo por meio da limitação de poderes. Os textos ingleses, como a Magna Carta, tinha a intenção de limitar o poder do monarca para proteger o povo de sua vontade absoluta e arbitrária. As declarações de direitos, iniciadas com a de Virgínia, também visam limitar o poder do governante, mas inspiradas na ideia de existência de direitos naturais do homem. No mesmo ano foi criada a Declaração de Independência dos EUA, que dizia que todos os homens eram iguais e titulares de direitos inerentes a sua natureza: 
"Consideramos estas verdades como evidentes de per si, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo criador de certos direitos inalienáveis, que, entre estes, estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade;"
No entanto, o documento de maior repercussão foi a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, criada em 1789 fruto da Revolução Francesa. Inspirada nos mesmo ideais iluministas e jusnaturalistas das declarações americanas, ela tinha um maior conteúdo democrático e social, pois foi base para os direitos humanos além dos fundamentais. 

Declarações, apesar de sua importância, eram tidas como documentos filosóficos, e não como normas obrigatórias. A segunda fase da evolução dos direitos fundamentais serve exatamente para positivar esses direitos e integrá-los às constituições.

Shae DeTar e o sagrado feminino

Visitar o site de um artista, pintor fotógrafo ou o que seja, é como ir numa exposição dele, mas sem a experiência de se deslocar, claro. Shae DeTar tem um estilo parecido com o da Petra, suas fotos parecem refletir o sagrado feminino. Parece que ela mistura pintura com as fotos, mas é tão bem feito que eu simplesmente não percebo em algumas fotos. As fotos parecem de mulheres numa terra desabitada eras atrás, num jardim do Éden ou seres cósmicos que se comunicavam com os elementos por meio do contato. 
Sim, é isso. 
Shae DeTar creates otherworldly photographic mixed media prints, taking her subjects out of reality and placing them within her ethereal world.
Meu objetivo no momento é explorar maneiras de expressar a viagem que nós, como mulheres estamos encarando, de forma moderada mas corajosa. Em outras palavras, ser capaz de dizer algo poderoso, sem gritar isso. Eu não preciso fotografar as mulheres de uma forma abertamente sexual, a fim de mostrar que uma mulher é independente, forte e no controle de seu próprio ser sexual. Espero mostrar a força e esfera emocional dentro de nós, de um jeito clássico e muitas vezes surreal. Via Alataj
Apesar de seu trabalho incrível, ela parece ser uma mulher super simples, com a autenticidade do artista que tenta divulgar seu trabalho pra um dia pagar as contas com a arte. Suas modelos são voluntárias porque ela gastaria muito pagando por uma, mas sinceramente quem não quer fotos de grátis??? O artista.
Fotos via o site da Shae DeTar mesmo.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Neutralidade do corpo

A Julia Petit respondeu no Petit Comitê #65 uma pergunta sobre body positivity, esse movimento de amor próprio e de uma aceitação necessária e urgente, um movimento de sempre estar alto astra que em algum momento se tornou algo negativo. Um novo movimento, que surgiu repensando esse primeiro, é o body neutrality, que é sobre apenas se aceitar e ser neutro sem a necessidade da positividade a todo custo. Antes de qualquer movimento, "sofríamos" com a imposição de um padrão e um tipo de corpo que deveríamos ter; deixamos esse tipo de pensamento e vamos direto para a aceitação e o amor ao próprio corpo, a olhar pro seu corpo como algo perfeito como chegou na terra. A grande questão é que o foco nunca deixou, nem por um momento, de ser o corpo. Nunca paramos de nos preocupar com o nosso corpo e isso não é exatamente positivo. Sou eu, meu corpo, meu eu, minhas coisas, minha forma e todo esse blá blá blá egocêntrico.
Quando venerar o próprio corpo se torna obrigatório, o mal-estar criado por uma celulite é substituído pela impossibilidade de ver beleza em si mesmo a todas as horas do dia ou da noite.
Juliana Domingos de Lima
Esse super positivismo nos coloca em algo falso porque dizer que amamos o que há de negativo na gente ou que estamos satisfeitos com tudo é a maior mentira! Ninguém se ama sempre e nem gosta de tudo em si, na verdade nos amamos menos do que odiamos, e é algo que poderíamos compreender para tolerarmos. A imposição de "seja feliz o tempo todo" oprime tanto quanto desejar o corpinho de praia, porque a pessoa que muda alguma coisinha é taxada de fraca. 

A neutralidade é parar de pensar todo tempo sobre isso e aceitar o corpo que se tem ao invés de venerá-lo a todo custo. Julia fala que melhor do que se amar é se olhar com tolerância, como a maquiagem que serve não para sermos alguém que não somos, mas para diversão, e como a Ariel Bissett fala no vídeo A Feminist Book and Some Feminist Thoughts, é algo que dá um brilhinho em quem você é. A ideia é nos conhecermos, nos entendermos, a tolerância não é para nos aceitarmos acima de tudo, mas entender que é esse corpo que temos pra viver e que devemos ser amigos de nós mesmos, nos relacionarmos bem porque é com a gente que a gente fica direto. Não falo de aparência, mas de pessoa e personalidade. Podemos mudar quando sentimos vontade, temos essa liberdade E ai vem aquela frase da vovó, se eu não me ------, ninguém -----.

Há um mês, ou um pouco mais, eu venho tentando juntar dinheiro pra poder depilar minha perna no salão porque acho mto cansativo ter que fazer isso. Passei um bom tempo com a perna BEM cabeluda e eu ficava tentando me convencer de que eu achava aquilo feio por causa de alguma revista de moda, "as"vilãs. Todos os dias eu fico pensando se vou passar maquiagem ou não e acabo não passando porque uma voz em mim diz "você não precisa de maquiagem pra provar que se arrumou para a ocasião". Depois que comecei a engordar a pergunta de "devo me empoderar ou fazer academia" que o Dario faz em um vídeo enquanto faz compras, sempre fica na minha cabeça. Eu devo me empoderar ou emagrecer? Mas eu quero emagrecer! Eu sinto que não estou no meu corpo e que mudei demais pra pior. Mas e se eu depilar a perna, se eu emagrecer ou se eu me maquiar todos os dias eu não vou estar "traindo o movimento" e tentar ter um corpo que não tenho, ao invés de amá-lo? 

Akina Nakamori

A maior idol da década de 80, foi "criada" (esses japoneses e seus ídolos prontos) para ser a sucessora de Mamoe Yamagachi, uma outra lendária cantora que se aposentou com 21 anos (!!!).

Seu primeiro single foi Slow Motion, de 1982, quando ela tinha um estilo super fofinho e romântico.




Seu segundo single, Shoujo A, era uma música muito fofinha, mas que por causa da letra a música quase foi banida das rádios porque achavam muito ~atrevida. Os japoneses são ultra coservadores até hoje, imagina nos anos 80. Mas como o primeiro single foi mais calminho e "puro", tentaram fazer algo mais arriscado para aparecer e deu super certo. Imagino as japinhas cantando e pensando nos boy. Mas também fiquei pensando na cultura meio pedófila do JP e como essa música pode refletir um pouco disso.




Mas a música é muiiito legal! Imagino uma heroína, mas na hora que ouvi só pensei nos power rangers! kkk E a capa do single é maravilhosa! Retrô é sempre bom, mas o retrô do Japão é sensacional! A carinha dela parece com as que a Britney começou a fazer nos anos 90, tenho certeza que rolaram muitas influências... hm.

Nesse vídeo tem os melhores singles dela dessa época. 

Anos depois, em 1986, ela estava no auge e lançou o álbum que ela mesma produziu, chamado “Fushigi (不思議)” (“Misterioso"). Na época, muitas pessoas devolveram o cd porque achavam que tinha algum defeito, porque os efeitos na voz da Akina fizeram a voz dela ficar abafada e distante. É bem bem bem mais "obscuro" e de fato misterioso principalmente porque foi inspirado no filme exorcista. É isso que acontece quando você deixa grande idols (de qualquer lado do mundo) fazerem o que quiserem com sua arte. Achei genial uma japinha cantando algo assim! Ela definitivamente é uma witch. Esse cd fez Akina se destacar entre as outras idols.
Depois ela lançou um mini-álbum chamado Wonder com outras versões das músicas de Fushigi, só que sem os efeitos. Mas são os efeitos que fazem as músicas únicas!!!



Falando em outras idols. A rival da Akina era Seiko, mas só nos bastidores porque publicamente elas eram as queridas. A fofoca (~~agora veio na minha cabeça minha professora peruana falando Fôfóca~ mto fofa) era que akina tinha pego seu namoradinho Kondo Masahiko dando uns amassos em Seiko. Aparentemente, essa rivalidade era algo criado pela mídia, pois Akina tinha uma imagem mais provocativa e Seiko era uma menininha.

Infelizmente, Akina entrou em depressão, tentou suicídio, virou alcóolatra e anoréxica e por causa disso sua carreira foi indo de mal a pior. Imagine tudo isso para um país terrivelmente conservador! Ela foi pro Hawaii e depois de um tempo voltou recuperada para o Japão. O sucesso nunca mais foi o mesmo pra ela, suas rivais continuaram ganhando mto bem e fazendo mto sucesso... Mas Akina ainda é muito respeitada no Japão e é super considerada a celebridade mais diva de lá.


Informações desse site maravilhoso de uma pessoa de Portugal que ama J-pop; desse blog; e as fotos desse blog japa que tem quase todas as capas dos álbuns da Akina.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A terra tem 4bi de anos e a gnt tem a sorte de viver na era do Kedrick

EARTH IS 4.6 BILLION YEARS OLD AND WE ARE LUCKY ENOUGH TO LIVE IN THE ERA OF KENDRICK
 
o MELHOR comentário no vídeo de DNA do Kendrick

domingo, 16 de abril de 2017

Festa do pijama ou soirée no quinto ep da primeira temporada de Gossip Girl

Essa imagem nunca saiu da minha cabeça!!

Carinha de ai é tão bom ser má ai sou tão má


A triste história da vespinha
De costas a Serena parece essa menina, Shelly Mulshine (via)
Todos os screencaps via.

I just told you who I thought I was. A god!



“We got this new thing called classism. It’s racism’s cousin. This is what we do to hold people back. This is what we do. And we got this other thing that’s also been working for a long time when you don’t have to be racist anymore. It’s called self-hate. It works on itself. It’s like real estate of racism. Where just like that, when someone comes up and says something like, ‘I am a god,’ everybody says ‘Who does he think he is?’ I just told you who I thought I was. A god. I just told you. That’s who I think I am. Would it have been better if I had a song that said ‘I am a gangster’ or if I had a song that said ‘I am a pimp.’ All those colors and patinas fit better on a person like me, right? But to say you are a god, especially when you got shipped over to the country that you’re in, and your last name is a slave owner’s. How could you say that? How could you have that mentality?”

E, mais uma vez, nos incríveis comentários do vídeo:

itsonlyhalftime666X 2 anos atrás:

Basically he's saying, people who criticize him for calling himself a god, are the very same people who have been brainwashed by society, religion, mainstream media, to subconsciously think less of themselves, to belittle themselves, to live on this earth as a servant and conform while suppressing your godlike abilities in the process..Which is all very detrimental to a child of god, which in essences, if we are children of God...then we are all Gods. All Gods "Create" and we are all in existence to create in some form, despite what our corrupt society tells us, which is to slave your life away for somebody else and consume poisons on a regular basis that are design to suppress your godlike abilities and block your pineal gland...There's a reason why governments spend so much money on things that can hurt you, instead of things that can empower you, there's a reason why mainstream media regularly goes to great lengths to spread negativity instead of positivity to uplift people and raise consciousness, they'll rather suppress, control, and keep the masses living in fear-this has become obvious by now...

sábado, 15 de abril de 2017

A internet que a gente quer, de novo e para sempre

É aquela que é uma porta e uma janela (não um espelho vaidoso).
A que conecta e inclui.
Aquela que valorize quem é bom de verdade. A que possamos escrever da maneira que somos, não da maneira que queremos que achem que somos.
É aquela que permite que suas paixões conduzam a sua curiosidade.
O “lugar” em que ouvimos mais do que falamos.

Por Gustavo Giglio, para Contente.

As coisas me desorganizam



A gente tem um buraco, a gente vem com esse buraco, a gente é igual um queijo suíço. O tempo todo a gente se sente mal porque não temos as coisas.

Você ama e deseja enquanto não tem, quando vc tem já não deseja mais. 

 A gente quer ser leve, a gente quer que a vida caiba numa mochila pequena, da adidas de preferência. 

Eu passo muito tempo tentando organizar minhas coisas, na verdade eu to tentando me livrar delas.

É rejuvenescedor comprar roupa nova, é como trocar de pele. A renovação é interessante, mas o acumulo não é. Depois de um tempo você percebe que aquilo é um peso que vai te colocando pra baixo...

Quem me mostrou a Cris Guerra foi a Brenda maravilhosa. Esse vídeo é mto bom porque me identifico muito, mas não traz nenhuma solução. Mas fico pensando se a ideia não é eu pensar sobre e achar a minha própria solução ao invés de receber a coisa pronta e não adaptar pra mim.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Glamorous em Gossip Girl, S01,ep 03

Primeiro, a abertura fez meu coração brilhar de novo


Depois, if you ain't got no money take your broke ass home.  
 Serena é muito poderosa!!!!


Sempre tive essa cena na minha cabeça, acho maravilhosa. Porque Gossip Girl vai ser aquele seriado que a gente vê pra lembrar como a coisa era ótima nessa época. Até as músicas ruins:

E as brigas maravilhosas
Só coloquei essa foto em qualidade ruim porque minha internet realmente tá ruim e pra deixar bem claro que o netflix está me proporcionando algo que nunca consegui em toda uma saga de Gossip girl pelo megaupload: ver com clareza o rosto dos personagens.


E, mais uma vez, a música... que músicas ruins maravilhosas. Porque o feeling vale mais que qualquer coisa, as vezes ne. Mas que época boa de músicas ruins.



A primeira vez que ele deu a melhor resposta e mais sedutora de todas para todos os porquês.
Melhor coisa é ver Chuck e Blair juntos sabendo que eles vão ficar juntos porque que dois bandidos que merecem ficar juntos!
 
Dan é o melhor.
E a melhor parte, Serena andando por Nova York. 
 
Uma musa definitivamente.