30 junho 2017

O Brasil tem o guia alimentar mais lindo do mundo!

O guia alimentar mudou minha vida. A maneira quase romantizada com que as frutas e verduras são tratadas me fez sentir muito rica em tê-los de verdade a meu dispor e com tanta diversidade de sabores e espécies. Apesar de eu achar que ele falaria dos industrializados do mesmo jeito que aquela jornalista (do canal Do campo à mesa) fala: como se eles fossem os maiores vilões do século. Mas não, o guia dá tanta ênfase e amor ao que temos de mais natural que os industrializados perdem totalmente a graça e não que eu tenha aversão a esse tipo de alimento, tipo miojo, refri, massa pra bolo e danone; eu simplesmente não gosto. Não vejo a menor graça. Não dá pra comparar com um bolo feito com a fruta, nem com o suco de maracujá cheio de carocinhos minúsculos e sabor.

Antes mesmo de eu querer ler, eu já fiquei sabendo que ele tinha sido considerado o melhor guia do mundo. Que arraso! Ontem que eu li a matéria na Vox pra saber o que ele tinha de tão bomzão aos olhos do mundo.

Parece que todos os países precisam de um guia alimentar, mas como o dos Estados Unidos eles são enormes, cheios de termos técnicos e direcionado para profissionais, bem distante do povo. O guia brasileiro é pequeno e direito, de leitura super fácil, mostrando o que é comer bem pra qualquer pessoa entender. A melhor parte é que ele mostra a alimentação como parte da vida social e não um combustível apenas. Realmente depois de ler o guia eu dei mais importância ao fato de sentar e comer, de comer com pessoas e de comer com calma. Meu horário de almoço tem se tornado um ótimo momento pra eu descansar a mente, me alimentar e me relacionar com as pessoas conversando sobre os mais diversos assuntos: todos unidos pelo ato de comer♥

Achei interessante que no texto ele fala como o Brasil, por ser um país emergente, foi forçado a ser mais inteligente na hora de cuidar da alimentação e saúde. Eu chamo o jeitinho brasileiro as saídas que encontramos nas dificuldades!

Acho que vou enviar um email pras pessoas que participaram da produção do guia, queria dizer como minha vida mudou quando eu vi a comida com outros olhos. Arroz e feijão é a combinação mais gostosa do mundo! Além do mais, os exemplos de refeições são as fotos mais fofas de comida que eu já vi. Xô raio gurmetizador! E não tem coisa mais brasileira do que esses pratos, coisa que todo mundo comeu na infância.





Guia Alimentar para a População Brasileira, em Pdf.

29 junho 2017

Eu não sou a rainha da procrastinação que nada

Hoje tive um dia terrível no trabalho. E não foi porque tinha muito trabalho, muita pressão ou coisas assim, mas pelo contrário: não tinha nada pra eu fazer. Na verdade, tinha sim algo pra eu fazer, mas eu fiquei procrastinando, inventei de organizar fotos na internet e essas coisas que não servem pra muita coisa e consequentemente fiquei com uma sensação terrível. 

Também sinto que meu corpo tá ficando cansado de tanto sentar e sentar e se levantar e voltar a sentar... E quando foco em executar de uma vez, sem pausar, uma tarefa, sinto que minha cabeça vai explodir que nem quando estou estudando. Esses dias li um texto sobre procrastinação na BBC. Nele diz a coisa piora muito quando se trabalha/estuda no computador e tudo vai por água abaixo com um simples clique que me leva infinitas leituras e imagens muito mais interessantes que digitar escrituras!. Eu li o Guia Alimentar inteiro durante pausas no trabalho... que vergonha. 

No texto, um especialista fala que não é falta de organização do tempo, mas algo que fazemos pra melhorar o estado emocional, tentando melhorar nosso ânimo não fazendo algo aparentemente chato. E um trecho me deixou realmente incomodada: "Ela afeta mais os jovens, pois adultos conseguem se controlar melhor à medida que o cérebro se desenvolve." Olhe só! E eu aqui sofrendo com esse cérebro adolescente -.- Não estou obcecada com a ideia de ser adulta, mas estou enjoada de carregar esses problemas de adolescente por tanto tempo. 

A primeira dica é praticar meditação antes de começar a tarefa. Hm. Posso pensar na possibilidade. A segunda é dividir a tarefa em passos claros, tipo: primeiro leia o documento por completo e o conheça (gosto de ter essa conexão para ter mais carinho com o que faço), organize os documentos e por aí vai. Parece que uma coisa que não posso fazer é me culpar por procrastinar, pesquisas revelam que não presta. Mas uma coisa que eu posso mentalizar é meu eu no futuro derrotada escrevendo um post no blog porque procrastinou como uma condenada, feito isso eu vejo que ninguém merece e prossigo na tarefa. O pior vem agora: "a procrastinação frequentemente reflete um problema existencial mais profundo de falta de identidade ou direção na vida." 

Eu perdi meu RG!! Minha própria identidade! Está tudo explicado agora T-T

Matéria na BBC:  Como vencer a procrastinação, um dos problemas mais graves para estudantes

Esse post é em homenagem a uma cobra baixo astral (assim como eu) que muito venero: venero naada!

28 junho 2017

Fazer bolo é uma bomba de endorfina!

Para tentar não ficar na internet assim que chego do trabalho, decidi ir pra cozinha e fazer um bolo de maçã. O bolo não ficou como eu esperava, mas ficou gostoso. Vim compartilhar a receita  (que peguei da antiga comunidade no panelinha):

5 maçãs picadas
2 xíc de açúcar
1 xíc de óleo de milho
3 ovos
2 xíc de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento

Bata no liquidificador o açúcar, o óleo, os ovos e uma maçã picada.
A parte peneire a farinha de trigo, o fermento e junte a mistura que foi batida no liquidificador.
Adicione as maçãs à mistura.
Coloque em uma fôrma untada com farinha de trigo.
Por cima polvilhe o açúcar e a canela, cubra com papel alumínio e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos.

DICAS IMPORTANTES! A receita original diz só 40m, mas se o seu forno for piegas que nem o que eu tinha no momento, ficou mais de uma hora. Tive a infelicidade de tirar o papel alumínio no meio do caminho e o açúcar na parte de cima virou quase uma rapadura fina. Fica uma maravilha, cheio de maçã de amor ♥

27 junho 2017

A desconexão

Hoje foi muito difícil de trabalhar! Prometi que não ia mexer na internet, mas os processos que eu tinha pra digitar eram tão chatos que eu quase morri de tédio. Sem falar que meu bum bum tá ficando achatado de tanto ficar sentada -.- Bem, fiquei revendo textos que li antigamente e tinha salvo no pocket, mas que nunca pude tirar proveito porque li, salvei e esqueci. Decidi analisar os mais legais e postar aqui.


Desconectada

Eu realmente fico me perguntando o que fazer fora da internet, porque nela é tudo tão acessível que meu cérebro tem preguiça de pensar em algo melhor pra se fazer. As dicas a seguir foram retiradas de posts da rookie, de uma série de posts sobre "a desconexão" (um, edição de inverno, edição diy, primavera e edição dois em um). Eu super amo essas dicas, mas não consigo praticá-las!
Every so often, I find myself slumping in my desk chair, zombie-eyed, scrolling through social media. After about 30 minutes (equalling approximately 200 photos) spent looking at Justin Bieber’s #tbt’s, I’ll snap the heck out of it and realize, Oh my god! I’ve been doing this for way too long, and it’s making me feel absolutely dead! 

Posso fazer depois do trabalho ^-^

+ Crie um sanduíche digno de receber seu nome. Considerando que eu tenho um leve problema com pães devido ao fato de que meu namorado os vê como o único alimento possível, eu vou tratar essa dica como: + tente criar uma receita. Talvez não seja tão difícil, acho que basta substituir padrões de receitas já conhecidas.

+ Borde uma palavra em letra cursiva em uma peça de roupa que você ache bonitinha, mas sem graça. Eu já tenho todo o material, mas um pouco de medo de começar. Mas vou tentar. Sempre quis dar amor às roupas que uso em casa porque são as que eu mais visto.

+ Escreva uma carta de fangirl. Pensei em escrever para meus professores, mas acho que aqui se trata de pessoas menos tangíveis. Imagino escritores, artistas, colunistas, músicos, diretores, quem sabe até figurinistas. Uma vez eu li que o apoio sempre é fundamental para que as pessoas continuem fazendo o que fazem.

+ Memorize seu poema favorito. Bem, não exatamente o meu favorito, mas um bom pra começar é Quadrilha.

+ Aprenda a tocar e a cantar uma música que ame e faça uma versão cover. Depois faça seu próprio clipe.

+ Faça seu próprio clipe. Parece interessante, eu fazia isso quando era menor quando estava aprendendo a mexer no movie maker e fiz uns vídeos legais pegando imagens da internet. Mas isso significa computador, então, não.

+ Aprenda a fazer uma refeição. Panelinha, meu amor.

+ Recrie seu programa de culinária favorito. Rita, sou tua fã.

 + Faça um zine. Well well well... Quanto mais penso sobre isso, mais longe eu fico. Decidi que não sou muito artística. Mas queria muito fazer algo em que eu pudesse registrar algumas coisas incríveis. Tenho algumas ideias. Pretendo realmente executá-las. E da maneira mais simples possível, porque quanto mais complico, menos faço.

+ Crie a coreografia de uma música. Imagino que colocar uma música pra tocar no spotify e começar a dançar não parece muito justo. Então, quero trocar por isso: + Assista a shows na televisão e dance com a música percorrendo seu corpo.

+ Faça chocolate quente. Não estou bebendo chocolate ou doces muito doces em geral. Vou trocar esse por: + Pense em jeitos diferentes de comer as frutas que você acha sem graça.

+ Entreviste alguém que você conheça sobre qualquer coisa! Algo que te interesse sobre a vida da pessoa, ou algo que eles queiram falar sobre. Achei esse muito bom! Posso começar pelo Arthur, fazendo aquele Proust Questionnaire e depois com outras pessoas. *zine.

+ Escreva cartas para pessoas que você ama e envie pelos correios. Eu tenho o endereço dos meus amigos. Os correios ficam do lado do meu trabalho! Só preciso de uma graninha pra poder enviar, estou realmente lisa, mas ou escrever as cartas e enviar quando eu puder. Posso enviar a letra de uma música, uma imagem da revista, uma história, uma citação... Assim como os assuntos surgem para os emails.

+ Pinte. Nunca tive a menor paciência pra pintura. Mas pode ser uma boa atividade para os zines.

+ Olhar para o céu. Sentar na varanda no fim de tarde e observar o marailhoso céu rosa de Fortaleza. Que ideia!

+ Aprenda a tocar um instrumento. Aqui tem um violão, mas eu ficaria um pouco envergonhada em ver o Arthur me ver tocar... hm. Pode ser que ele me ensine e eu posso tocar as músicas do Kanye se fosse possível.

+ Tire fotos. Pode ser um bom jeito de eu usar minha câmera japinha e testar coisas não convencionais como filtros.

+ Escreva uma peça. Eu já tentei fazer isso quando eu estava bem obcecada pelo teatro. Mas é realmente muito simples! É só contar uma história e incluir as ações. Bem... vou fazer definitivamente.

+ Leia uma biografia de alguém que te interesse. Feito! Já estou lendo sobre a Clarice e é bem desafiador.

+ Escreva um poema colaborativo. Eu e o Arthur podemos escrever um trechinho de uma música que gostamos, recortar os pedaços, balançar um saquinho e sortear as palavras para formar uma poesia dadaísta. Não sei se o Arthur vai querer trocar seu computador por isso, mas posso tentar.
No fim de semana

+ Forme uma sociedade baseada em fazer coisas legais. Vou ignorar essa um pouco considerando minha falta de habilidades sociais.

+ Tenha uma dia de spa. 1. Beba um pouco de chá; 2. Acenda algumas velas no banheiro; 3. Use um esfoliante; 4. Passe hidradante; 5. Pinte suas unhas; 6. Fique em seu quarto com as luzes apagadas, acenda velas aromáticas, concentre-se em sua respiração e relaaaxe; 7. Beba mais um pouco de chá e leia uma livro.

+ Pinte seu cabelo. Vou substituir por: + Faça uma boa limpeza e hidratação no cabelo.

+ Redecore seu quarto. Essa atividade já é um standard na minha vida.

+ Ir ao brechó. Vou substituir essa atividade porque estou evitando comprar roupas. + Ir ao sebo. Lá eu não preciso lear dinheiro, basta eu levar revistas e livros antigos que eu ganho um crédito pra trocar por coisas novas! É ótimo pros sábados.

+ Arrume o guarda-roupa. Oh! Que maravilhosa sensação de arrumar um armário!

+ Recrie uma foto famosa. Pegue uma foto icônica que você admire e tente fazê-la do seu jeito. Isso parece ser muito bom!

+ Faça um pequeno filme. Posso tentar documentar a semana, ou ler o poema dadaísta que criamos. Sempre fico feliz quando vejo aqueles vídeos de infância tipo os das Kardashians.

Killing time!

26 junho 2017

O que eu fazia da vida qdo n tinha internet?

Hoje foi meu segundo dia depois que li um texto enorme sobre detox digital, no site contente. Li porque meu maior problema é me questionar sobre o que eu fazia quando eu não tinha internet. Realmente não consigo me lembrar.

Quando eu realmente não tinha nada de internet, ou seja, até 2006, em tinha 11 anos e brincava bastante na rua com as outras crianças, via muita televisão com meus avós e meus tios e saía bastante com minha mãe e minhas primas. Quando o primeiro computador que eu tinha acesso surgiu eu jogava o dia inteiro sem parar, até minha mãe ficar danada com essa história. Jogava uma joguinho do Tarzan que era sensacional e não precisava de internet.

Quando tive acesso a internet eu vivia no orkut e no site da Capricho, não sabia navegar muito bem, mas lia vários blogs e gastava MUITO tempo no msn. sdds. Cuidando de uma super doação de fotos fake. E aí quando eu não estava na internet estava com os amigos do condomínio novo, lendo a capricho e estudando. Depois que passei a ler mais livros e mudei um pouco meus amigos eu passava ainda bastante tempo no msn, no orkut, vendo blogs e agora cuidando do meu próprio blog. Esse local maravilhoso aqui. Mas eu saía bastante, ía na biblioteca pública, no Dragão do Mar, na praia, nos shoppings e sempre batendo muitas fotos pra colocar no orkut. Era um deleite.

Mudei de colégio e em 2011 eu morava com minhas primas, então estudava bastante e passava um tempinho arrumando a casa que era enorme e brincando (? n sei se eu brincava msm, acho que sim) com elas. Nessa época eu não tinha notebook e era um pouco chato ficar sentando no desktop e seguir todo aquele processo pra ligar e desligar, então eu via muita televisão, assistia muitos filmes e escrevia em diários de verdade. Nessa época eu acessava a internet pela lan house tbm, o que era mais raro porque eu tinha que pagar e na época meu saldo era zero. Quando saí da casa das minhas primas, fiquei mais isolada em casa, talvez nesse período eu tenha me tornado mais intimista.

Em 2012 eu passei por várias casas, uma delas era no centro e eu até ficava bastante na internet, mas ía muito pro centro porque eu já estava lá! era genial. Comecei a namorar e estava sempre saindo, falando no telefone e passando o dia inteiro na escola. Em 2013 e 2014 houve uma grande pausa na internet pra mim porque eu não tinha computador, então eu ficava bastante tempo em casa vendo tv, fazendo colagens, decorando meu quarto, organizando minhas coisas obsessivamente e tudo mais. Depois comprei meu computador com o novíssimo salário, mas não tinha internet e acho que isso foi até bom, porque eu saía bastante, ficava um tempo comigo mesma refletindo, mas acho que isso foi até ruim porque foi uma das piores fases da minha vida. Comprei um celular e finalmente cheguei nesse buraco que estou.

Hm. Retrospectiva interessante. Hoje eu praticamente acordo e durmo na internet, e realmente existem muitas coisas iradas pra se ver, mas como estou ficando um pouco preguiçosa e muito seletiva, esse conteúdo todo está me deixando meio enjoada e eu não sei exatamente onde as mudanças devem ser feitas. Meu maior problema foi ter encontrado coisas interessantes demais pra fazer enquanto eu deveria estudar os conteúdos da faculdade. Tive perdas horríveis.

Acho que depois do detox eu estou mais tranquila em saber que não sou tão obcecada em internet assim, só sou uma boa preguiçosa pra estudar que arrumar qualquer pretexto. Mas ainda me perco nas redes sociais, eu não gosto de ter várias contas pra ficar me perdendo em um vazio estranho. Tenho fcbk pra me relacionar de alguma forma com meus amigos, o twitter pra ver o que as pessoas que eu acho legal falam, o pinterest pra... sei lá pra que serve aquilo, o we♥it pra salvar as fotos bonitas que vejo por ai, mas hhmmm já to achando sem graça, o filmow pra marcar os filmes que eu quero ver e aaaaaarghhh eu vou morrer com essa ruma de coisa. Chega. Gostaria de reunir tudo isso que sou nesse blog, só não tenho certeza de como fazer isso.

T

     Hoje a minha amiga que trabalha comigo perdeu o bebê, uma história complexa e cheia de buracos não explicados, cheios de "isso podia ter sido evitado". Acho que a ficha ainda não caiu, fico lembrando da dor que foi quando minha mãe perdeu um bebê, mas o que sinto não é nada parecido. Dói muito saber que aquela pessoa com quem todos nós sonhamos em conhecer, sobretudo ela, já sofreu os baques tenebrosos da vida. Só de pensar que ela nem chegou a segurar nos braços aquele ser humano com quem ela conversou por tanto tempo, sentir o coração bater junto com o seu, de acariciar seu rostinho, de ver seu rosto e finalmente saber como aquele bebê era, qual era o rosto dele, a identidade dele, quem ele era. Isso realmente dói. Imagino as pessoas perto dela evitando o assunto, falando sobre outras coisas e ela sabendo que é pra distraí-la e se ela fosse um pouco mais sincera ela teria coragem de dizer: não precisa papear comigo, eu não quero esquecer. Quando algo desse tamanho acontece é como uma carga em nossa volta e fico imaginando como que ela passa? Se a tristeza passa quando conseguimos parar de chorar e como conseguimos. Se é conformismo ou adaptação. Espero que a Gisele fique em paz, que essa dor não a absorva e que ela possa se curar, de tudo. Que a Gisele floresça agora que é mãe pra sempre. Que o irmão do Toni nasça em breve!

18 junho 2017

Eventos aleatório

Essa semana eu decidi fazer um diário de eventos aleatório da semana, inspirada pelos vídeos do Tito.

     Comi pão com manteiga e açúcar enquanto fazia mingau de maizena e fiquei imaginando que eu se naquele momento eu fosse criança eu estaria me sentindo mto independente e radical. Eu estava sozinha em casa e me senti mto radical e independente.
     Comecei a assistir um show do Ziggy Stardust esperando poder dançar ao som de Starman, Lady Stardust e Moonage Daydream, mas nada disso tocou nos primeiros trinta minutos e eu não tive paciência pra ver o resto do show. No começo tem umas imagens da frente do show, do lado de fora, e as roupas que os fãs vestiam eram sensacionais, eles pintavam mesmo o rosto, colavam tirinhas de papel no lugar dos cílios e vestiam umas roupas bacanas da época: vamo bem arrumado pro show, eles devem ter dito. Fiquei imaginando que sem internet eles deviam tirar suas inspirações da revista e da tv, por isso o Bowie era tbm a grande musa de estilo e inspiração. Não era copiar, era recriar, era a releitura que importava. Tentei achar as imagens, mas não vou mais ficar pirando a procura de screencaps, chega.
     Assisti o clássico show do Queen no Rock in Rio na década 80. Percebi que quase não tinha mulher na plateia do show, era praticamente tudo homem com o mesmo estilo. O Freddie era sensacional, o homem mais bonito do mundo. Deu pra mexer o corpithco. Mas quando tocou Bohemian Rhapsody... UAU. Ainda bem que eu estava só em casa, quase explodi. Essa música me lembra muito o Vinícius, então era como se a saudade doesse em meu corpo, como se a raiva de não tê-lo perto de mim me fizesse tremer.
     A Gisele me deu uma ótima ideia pra eu me movimentar mais e evitar o envelhecimento precoce da minha vida por meio do meu corpo: dançar os vídeos de Just Dance. Tentei, vi os vídeos na internet e realmente suei um pouco dançando. Mas eu sou a rainha da preguiça e só fiz isso uma vez.
     Essa semana eu não levei almoço pro trabalho e comi num Food Truck perto do trabalho. Falo de uma kombi que vende um almoço gostoso por apenas 5,00. Eu não sou mto muquirana, na verdade gasto mto em bobagem, por isso estou lisa, mas odeio pagar caro em algo que sei que não vale tudo isso. E food truck raiz é a melhor coisa do mundo, algo real. Ngm merece coisas absorvidas pelo capital ou atingidas pelo raio gourmetizador.
     Tenho percebido que to bem animada com a vida tranquila que estou levando, a ponto de ter aquele medo que algo ruim pode acontecer.

17 junho 2017

15 junho 2017

Não quero esse paradigma!

     "Na primeira aula de escrita para uma turma de pós-graduação, fiquei apreensiva. Não com o conteúdo do curso, já que estava bem preparada e gosto da matéria. Estava preocupada com o quê vestir. Eu queria ser levada a sério. Sabia que, por ser mulher, eu automaticamente teria que demonstrar minha capacidade. E estava com medo de parecer feminina demais, e não ser levada a sério. Queria passar batom e usar uma saia bem feminina, mas desisti da ideia. Escolhi um terninho careta, bem masculino, e feio.
     A verdade é que, quando se trata de aparência, nosso paradigma é masculino. Muitos acreditam que quanto menos feminina for a aparência de uma mulher, mais chances ela terá de ser ouvida. Quando um homem vai a uma reunião de negócios, não lhe passa pela cabeça se será levado a sério ou não dependendo da roupa que vestir — mas a mulher pondera.
Chimamanda Ngozi Adichie. Sejamos todas feministas. 2015. p. 40, 41.

     "A década de 1980 ficou conhecida pelos excessos e também pelo power dressing, o estilo de vestir dos profissionais do mercado financeiro norte-americano. (...) Terninhos, blazers com ombros marcados por ombreiras, blusas de gola alta e saias na altura dos joelhos. O look virou um statement para mulheres que buscavam sucesso e respeito em ambientes majoritariamente masculinos."
Chantal Sordi. Poder à vista. Elle Brasil. Edição 348. Maio de 2017. p. 69. 

     Essa semana finalmente li o livrinho da Chimamanda e decidi também ler a revista da Elle inteira (não apenas ver as imagens, mas de fato ler). Quando li essas duas partes eu acabei me identificando. Li o texto da Elle primeiro e fiquei pensando: uau! realmente é um jeito de chamar atenção e conseguir um pouco de confiança. Eu sofri com isso no trabalho, por ter sido menor aprendiz e dar a primeira impressão de menina adolescente, ninguém me levava muito a sério. Comecei a me apaixonar obsessivamente por roupas de mulheres em escritório, o que eu chamava de "Girl Boss". 
     Mas lendo o texto da Chimamanda eu me perguntei: por que? Por que eu tenho que me vestir assim pra que me deem atenção e confiem no que eu posso fazer? E aqui não falo como na história do cientista no Pequeno Príncipe que só foi levado a sério quando trocou suas roupas de palhaço por ternos padrões. Falo de eu achar que me vestindo com elementos das roupas masculinas faria com que tivessem uma visão melhor de mim: por eu não ser feminina: pelo look masculino. Por que o "girl boss" só é boss quando é o mínimo de feminino possível? 
     É difícil agora dissociar o que eu gosto desse pensamento, pois o que eu realmente acho bonito são calças de cintura alta e todo aquele poder da mulher nos anos 80: a Julia Roberts no auge que no Casamento do meu melhor amigo vestia ternos masculinos pra contrapor a imagem de princesa da sua rival e nos dar uma ideia de que a mocinha de vestido era bem mais burra e fútil do que a poderosa Julia de blazer, sapato baixo e calça de alfaiataria que exalava inteligência, perspicácia e sucesso. 
Assim como a Chimamanda fala no livro, também estou tentando desaprender várias lições que aprendi com relação a gênero.

14 junho 2017

A Clara deve ter lido muito nessa vida

     Hoje tive certeza de que minha professora dá aula na minha turma de faculdade particular com menos qualidade do que nas suas turmas da federal, que pra ela é sofrido ter que ficar fazendo vários trabalho pra dar pontos pra uma turma que simplesmente não aprende o que ela ensina, porque nas federais o nível dos alunos é bem mais alto de modo que aqui na minha turminha de particular ela só consegue dar o básico.
     Me senti péssima.

     Esse semestre eu fui horrível, fiz apenas três cadeiras e fui horrível na que eu mais gostei, exatamente a cadeira dessa professora. Eu, no fim das contas estudei pra passar, algo que totalmente odiava na época da escola porque sempre achei que estamos aqui pra aprender e não pra marcar pontos. Mas se eu não estou nem conseguindo marcar os pontos imagine aprender! Quer dizer, como poderei um dia defender as causas que acredito se o que eu sei não passa do básico? Se eu estou na universidade eu sinto que deveria criar, fazer algo novo que só é feito com criatividade vinda do conhecimento.

     Eu fui totalmente relapsa.

     Ao mesmo tempo eu encaro minha condição de quem trabalho oito horas por dia e morre tentando estudar nos fins de semana, porque eu estou totalmente cansada pra qualquer coisa. Vejo depoimentos de pessoas que sentem-se pressionadas pela faculdade, mas eu penso que "se eu não trabalhasse eu faria diferente?", e penso também nos professores discutindo com os diretores "mas eu não sei o que faço! Meus alunos simplesmente não estudam! Não sou mágico!!" ~e sobre essa professora posso falar com sinceridade pq ela realmente ensina muito bem, o conteúdo básico que ela ensina ;e realmente muito complexo e confesso que eu simplesmente não estudei. Mas nos fins de semana eu estou morta e não tenho outra hora pra estudar, isso parece tão abusivo! Fico pensando: eu me coloquei nessa posição quando decidi fazer uma particular ao invés de uma pública. Mas a pública não é pra quem não tem dinheiro: é pra quem pode e eu não posso. Como eu posso lutar pelos direitos das pessoas que no futuro enfrentarão o mesmo dilema terrível que eu se eu não entendo bem os direitos fundamentais dessas pessoas para chegar na frente daqueles homens velhos e pedir uma mudança bem fundamentada, que nem a lei Maria da Penha ou outras leis que nos salvam.

      Parece loucura, mas queria sentir prazer lendo livros de direito tanto quanto livros da Clarice ou artigos na internet. O prazer de estudar... quem me dera.

      Eu espero não enlouquecer! Espero mudar de vida, quero ser aquela mulher inteligente que tem propriedade quando fala, que entende das coisas a sua volta, que não se deixa levar, mas que não é mesquinha ou nem se ache as pregas só pq viajou daqui pralí ou leu umas palavrinhas em alemão. Essa mulher:




Liniker

Depois que meu feed do instagram virou uma galeria de arte eu fico me enchendo de beleza, mas essa, nossa, essa foi de matar:

12 junho 2017

Não chamo de apropriação cultural, mas a apropriação da moda é sempre patética!

     "É uma diferença de conta bancária, basicamente

     A ideia é brincar de ser pé-rapado e ferrado sem ter de passar por isso. Uma espécie de café descafeinado versão fashion. Ou seja, o mendigo parece estiloso e tem esse ar largado interessante (talvez seja a falta de comida, dinheiro e casa, hã? Que tal essa explicação? A colocação aqui, como a barba, é irônica…), mas ninguém quer ficar na sarjeta para entrar no modelo, correto?

     Uma pessoa que trabalha no banco e ganha salário mínimo provavelmente não poderá ir trabalhar com o look hipster. O herdeiro do banco ou um top publicitário, sim."

por Vivian Whitman, uma moça que eu to amando tipo assim ai que mulher inteligente!

*Esse post tbm é um grito em nome dos creepers que viraram ridículas flatforms.

09 junho 2017

Eu to na rede sim viu

     Eu n preciso dizer pra mim mesma que não consigo usar a internet. Gostaria que meu blog fosse um diário, desses que a gente escreve pra se sentir melhor, mas sem ser tão efêmero que desaparece assim (isso me dá vontade de mudar o tema dele e parar de imitar as pessoas, ser autêntica ao menos um pouco). 

     Tentei voltar a usar o twitter, porque acho o fcbk muito tóxico, não sei explicar. "Percebi que ficar ali observando a vida alheia, ou melhor, a história que cada um conta nas redes, estava me deixando cada vez mais ansiosa." E ficar observando a briguinha política, as pessoas que fazem coisas geniais e eu aqui sem fazer nadinha de nada. O peso é enorme. 

     Mas a ideia de que tudo que escrevo no tter vai ficando num arquivo, se apagando e se apagando... Me deixa um pouco agoniada. Mas eu acho maravilhoso ler o que as pessoas escrevem em poucas palavras, as notícias, os acontecimentos urgentes. Mas não é pra mim, pra quem usava msn a ideia de escrever para um vazio me arrepia um pouco e fico pensando no que vão pensar as possíveis pessoas que vão ler o que escrevi, porque antes era mais simples eu sabia que o Kaco ia entender o que eu ia dizer. "O uso espontâneo das redes já foi para as cucuias faz tempo." Sim, até quando escrevo esse texto fico pensando o que vão pensar as pessoas que por acaso olhem esse blog, ou se um dia isso virar um zine... E as curtidas... nossa isso é um saco. "daí a minha dúvida sobre o que postar nos próximos capítulos, já que isso também contribuía para eu ficar ansiosa: quem vai ver, quem vai curtir, por que fulano não curtiu, o que vão comentar… Eram muitas expectativas que eu criava". Mas acho que é muito mais uma vontade de eu estabelecer uma comunicação com alguém do que de fato me acharem legal, eu sinto uma falta enorme na internet, principalmente porque as pessoas que gosto e sigo são as que eu menos vejo ou se bobear nem conheço.

     Li esse texto na Capitolina (Uma autobiografia) que fala sobre a autobiografia que criamos quando postamos. Acho que quero documentar alguma coisa, mas não sei exatamente o que e fico um pouco angustiada."Esse caráter documental da parada está dentro de uma história sobre nós que queremos contar e repassar."

"Quero muito"


E daí?

     Uma professora de filosofia compartilhou um comentário que dizia que saber de cara se alguém gosta do B...aro é motivo suficiente pra abortar a missão relacionamento. Achei engraçado, mas quando li os comentários eu fiquei meio assustada com a quantidade de pessoas que diziam que de fato faziam isso. 
     Outro dia me contaram que uma menina tava saindo com um rapaz e ele falou altas coisas homofóbicas e ela ficou arrasada pq tava gostando tanto dele, mas ai um colega dela falou "amiga, ngm nasce desconstruído!". Achei isso genial! Tenho um amigo no trabalho que vê no estilo militar de governar uma grande saída para essa loucura toda, tem outro amigo que diz que bandido tem que morrer mesmo, tenho colegas que simplesmente n ligam pra nada disso e preferem ignorar totalmente os acontecimentos, mas eu AMO essas pessoas pelo que são e n pelo que pensam que nem influi tanto em como ela é legal cmg e com os outros, influindo apenas quando ela vai lá na urna secretamente e vota em quem ela quiser pq quem gosta da democracia somos nós. Amo ainda mais quando começamos a conversar sobre esses assuntos e eu acabo aprendendo muito (n sobre jeitos radicais de se pensar, mas o que levou aquela pessoa a pensar daquela forma). Nessas conversas, o amigo que gosta do B...ro ficou meio pensativo sobre isso quando perguntei "pq falam tanto mal do comunismo pq cerceia a liberdade, mas ao mesmo tempo querem uma espécie de regime militar? Ou vc acha que esse candidato n vai influenciar na sua liberdade pq vc se acha um homem de bem?". Não me importa se ele mudou de opinião, o nome dessa porcaria toda é democracia que a gente tá vendo que n serve tanto já que alguém que me ensina sobre democracia e justiça fala que eu posso usar a opinião política como peneira. Cada qual com suas peneiras, tbm tenho as minhas, mas se alguém n quisesse nem me conhecer pq sou de esquerda eu ia ficar mto p da vida.

     Comentei na postagem da professora que (coitada, eu aqui limitando sua capacidade de se expressar como quiser só pq ela é professora e eu acho que ela tem só que influenciar pro bem 24h) qdo ela pediu pra gente ler A república de Platão eu entendi que a paciência de Sócrates pra conversar com o Trasímaco era algo interessante, pq ele n dizia "ai sai daqui seu estúpido, vc n merece minha sapiência" mas ficava questionando as convicções do cara até ele ficar martelando sobre aquilo que ele tinha tanta certeza. Minha professora respondeu que Sócrates acabou condenado a morte por uma acusação falsa de Trasímaco. Fiquei. Arrasada. Não há saída.
     Quer dizer, vc faz amizade com quem bem entender (e o pior do fcbk é isso: aqui estou eu dizendo c quem ando e deixando as pessoas dizerem quem sou). Outro dia ouvi falar que a esquerda estava querendo boicotar o filme do Plano Real, exatamente como fizeram com Aquarius, e a pessoa que me contou isso soltou um grande "e daí???! Voc vai morrer? Virar uma estátua de sal? É só n ir assistir".
     A sociedade, um pouco como a internet, está deixando de ser uma janela para virar uma grande espelho: é aquilo que acho certo, o que eu acho bonito, o que é acredito e o que penso, eu sou certa e eu de novo, eu sou melhor pq votei em alguém, eu sou melhor ainda pq votei em alguém mas me arrependi. E daí?!

08 junho 2017

Saudade da minha ex

07 junho 2017

Ah Bruta flor

Stephanie Frig Fall 2016



05 junho 2017

Porque se não fosse isso, era outra coisa

     Essa semana escrevi alguns textos sobre o trabalho. Tbm li alguns relatos sobre o assunto. O discurso de largue tudo e faça o que te faz feliz nunca deu certo pra mim, não que eu goste exatamente do meu trabalho. O fato é que penso que seja uma terrível falácia achar que nossa felicidade está naquilo que fazemos, como no filme do Ensaio sob a cegueira, não somos aquilo que fazemos para a sociedade, se gostamos disso ou não. Somos mais, por isso fico pensando que se não fosse nesse trabalho que eu não gosto, seria em outro ou seria outra coisa, porque eu percebo (exceto é claro aqueles casos em que há maus-tratos, humilhação e descaso com os funcionários) que são sempre trabalhos ok, aquele padrão de escritório ou coisas assim. Mas dificilmente nossa "missão" se resume a uma função.

04 junho 2017

Autenticidade

Autenticidade é não copiar as outras pessoas, é sobre criar seu próprio caminho. Ou mais ou menos isso. Ouvindo hoje isso eu fiquei pensando em como perco tempo tentando parecer com alguém, me esforçando para conhecer pessoas que me inspiram para de alguma forma eu ser ao menos parecida com elas. Já escrevi outras vezes sobre isso, mas dessa vez fico pensando em como as pessoas que realmente admiro ou as que me ensinam algo que acho interessante, são simples, vivem a seu modo repetindo aquilo que acreditam e isso se reflete em sua forma de viver e por isso me inspiram, de algum modo. Gostaria muito de passar menos tempo na internet, lendo mais e procurando menos coisas pra salvar no pinterest ou no we♥it porque, afinal, pra que serve isso? Minha vida não se baseia nisso, quer dizer, que servir pessoas e ter um mural com fotos bonitas não me leva a isso. Poderia estar criando muito mais, fazendo zines ou pelo menos ajudando. Quem sabe.

Hoje passei bastante tempo no pinterest e me percebi como uma amiga que tem uma bela conta no pinterest mas na vida real ela é bem fútil, um pouco vazia e com falta de algo. Me sinto dessa forma. O que me dá vontade?

Imitando pessoas, me senti como as fashionistas que vestem as roupas da CDG em comparação aos japoneses que vestem as roupas da marca. Ela parece uma palhaça, de verdade, no sentido literal. Eles parecem eles mesmos, no sentido que não podemos explicar. Como a Clarice, ninguém imita Clarice, mas nós a vivenciamos, ela está em nós.

Já parou pra pensar que a moda, como a arte, torna a vida mais suportável?


"Já parou pra pensar que a moda pode ser futilidade quando dela somos escravos, mas pode ser arte quando a usamos como forma de expressão?"
Cris Guerra, um xuxuzinho de mulher que eu admiro pra caramba

Cala. a. boca. I Mia

Essa semana disseram que eu parecia com ela (antes da transformação, claro). Aceitei como elogio porque a Mia é a maior princesa que há. Queria ter esse cabelo grandão e poder prender com essas fivelinhas ♥

03 junho 2017

Guia da Tavi para procrastinação

"And, it's the best site for procrastinating homework, because you are learning LIFE LESSONS!"

porque quando eu estou na internet eu tenho vontade de aprender alguma coisa e se eu não aprendo eu fico tipo "what's the point?" porque a gente tem um coração faminto e ele absorve o que vier. Esse meu argumento tbm vale como desculpa para eu não ver filmes de terror.

Twin Peaks ?

 Terminei de ver Twin Peaks, mas um pouco desanimada. Não exatamente por causa do último episódio, mas porque sinto que a morte da Laura e outras coisas estranhas foram explicadas apenas com o black lodge, uma coisa sobrenatural, como quando os personagens acordam de um sonho depois de uma trama sinistra e ficamos "foi tudo um sonhos?". Em Twin Peaks eu senti isso: foi tudo o capeta? Bem... muita cara de pau da minha parte reclamar do David Lynch, mas eu de fato gostaria que tivesse um pouco mais de como guardamos segredos . Acho que por isso somos atraídos no início da série... quais são os segredos da Laura? Quando descobrimos pouco a pouco sua vida por trás da princesinha é genial, definitivamente. Infelizmente, quando descobrimos o motivo da morte, a coisa desanda, porque ninguém guarda segredos como Laura, e se guardasse, acho que ficou um pouco apelativo tipo, Josie é uma espécie de O-Ren Ishii muito cínica.

Eu quero fazer uma volta ao blog da Tavi e agora que entendo um pouco mais de inglês, vou ler porque ela gostava da série.

Ah! E vou fazer um post sobre as roupas da série, agora que aprendi a fazer os melhores screencaps possíveis!

02 junho 2017

A Clarice nos encarnou

"a Clarice... poxa, ela nos une, ela nos encarnou, ela nos ensina... ela é toda a voz feminina desse mundo!!"