sexta-feira, 9 de junho de 2017

Eu to na rede sim viu

     Eu n preciso dizer pra mim mesma que não consigo usar a internet. Gostaria que meu blog fosse um diário, desses que a gente escreve pra se sentir melhor, mas sem ser tão efêmero que desaparece assim (isso me dá vontade de mudar o tema dele e parar de imitar as pessoas, ser autêntica ao menos um pouco). 

     Tentei voltar a usar o twitter, porque acho o fcbk muito tóxico, não sei explicar. "Percebi que ficar ali observando a vida alheia, ou melhor, a história que cada um conta nas redes, estava me deixando cada vez mais ansiosa." E ficar observando a briguinha política, as pessoas que fazem coisas geniais e eu aqui sem fazer nadinha de nada. O peso é enorme. 

     Mas a ideia de que tudo que escrevo no tter vai ficando num arquivo, se apagando e se apagando... Me deixa um pouco agoniada. Mas eu acho maravilhoso ler o que as pessoas escrevem em poucas palavras, as notícias, os acontecimentos urgentes. Mas não é pra mim, pra quem usava msn a ideia de escrever para um vazio me arrepia um pouco e fico pensando no que vão pensar as possíveis pessoas que vão ler o que escrevi, porque antes era mais simples eu sabia que o Kaco ia entender o que eu ia dizer. "O uso espontâneo das redes já foi para as cucuias faz tempo." Sim, até quando escrevo esse texto fico pensando o que vão pensar as pessoas que por acaso olhem esse blog, ou se um dia isso virar um zine... E as curtidas... nossa isso é um saco. "daí a minha dúvida sobre o que postar nos próximos capítulos, já que isso também contribuía para eu ficar ansiosa: quem vai ver, quem vai curtir, por que fulano não curtiu, o que vão comentar… Eram muitas expectativas que eu criava". Mas acho que é muito mais uma vontade de eu estabelecer uma comunicação com alguém do que de fato me acharem legal, eu sinto uma falta enorme na internet, principalmente porque as pessoas que gosto e sigo são as que eu menos vejo ou se bobear nem conheço.

     Li esse texto na Capitolina (Uma autobiografia) que fala sobre a autobiografia que criamos quando postamos. Acho que quero documentar alguma coisa, mas não sei exatamente o que e fico um pouco angustiada."Esse caráter documental da parada está dentro de uma história sobre nós que queremos contar e repassar."

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