domingo, 9 de julho de 2017

meu deus finalmente um zine saiu pro papel

     Estou de férias! Estou de folga! Ontem me permiti não fazer nada e fazer o que eu gosto. E o que eu gosto é ficar na internet. Por que eu me nego esse prazer? E nessa história de me permitir fazer algo que eu gosto, mas que conscientemente sei que é excessivo e perigoso, acabei ficando enjoada e querendo fazer algo diferente! Veja só, a teoria do "vamos nos permitir" até que deu certo.
     Li um texto na Capitolina sobre a síndrome do impostor e achei a minha cara. Essa história de começar projetos e não terminá-los é comigo mesmo. Tenho uma pilha de ideias legais, mas quando não sou parada pela preguiça, desisto pela insegurança de achar que aquilo é muito ridículo, que ninguém vai querer ver ou que é muito fútil comparando com outros. Os fanzines que nunca nasceram que o digam. O problema é sério mesmo! Principalmente quando penso que já desisti do curso de francês, da faculdade de letras e mais outras coisas importantes. Tenho muito medo de não terminar a faculdade de direito, mas como dizem os poucos psicólogos com quem conversei: se você sabe do problema que tem, use suas forças para não se entregar a ele.
      Logo em seguida encontrei um tumblr de uma artista...
Pausa para comentário importante: Eu raramente visitava o tumblr porque meu feed nunca era interessante, sempre tinha posts desinteressantes das mesmas pessoas. Então fiz algo que nunca mais tinha feito e que gosto bastante. Deu unfollow. Eu seguia umas 360 pessoas, mas agora tem menos de 50 e são pessoas que eu realmente admiro como a Rachel Cobb, a Rian Phin, a Petra Collins, a Victória, a Meyary e outras mais. E de repente o feed do tumblr ficou muito bonito, com as inspirações dessas pessoas que gosto, ou com a arte de artistas independentes.
     Essa artista respondeu uma pergunta sobre como começou a desenhar e a resposta dela foi muito bonita! Porque ela fala que não sabe exatamente quando, porque simplesmente começou a desenhar e é essa história do simplesmente que me complica muito! Considerando a síndrome do impostor, eu tenho a sensação que estou fazendo aquilo pra alguém e me envolvo em critérios. Ela fala também sobre "só faça, faça aquilo que você gosta!", sobre não ter pressa, sobre curtir esse tempo, sobre não querer parecer legal. Isso me ajudou um pouco com os zines!!!
     Eu tava querendo fazer um fanzine sobre músicas de artistas que amo para bebês, que nem aquela playlist do Cabeça Tédio. Fiquei um pouco frustrada porque praticamente ninguém entendeu o meu pedido. Decidi eu mesma fazer as playlists e o fanzine todo. Comecei, mas não gostei das colagens e de como ele tava ficando. Procurei inspiração no pinterest e finalmente achei a utilidade dele! De fato é ótimo pra esse tipo de coisa. Eis o resultado:
     Eu não gostei muito... Mas vou tentar continuar. Como fiquei desanimada pra fazer o zine, mas não queria ficar na internet, continuei fazendo os backgrounds para as próximas playlists e foi tãaaaao satisfatório!!! Nenhum saiu da minha cabeça, todos foi uma tentativa de copiar os desenhos de outros artistas que salvei no pinterest.



+ Síndrome do impostor, na Capitolina
+ Ask da artista as bruxinhas, no tumblr

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