sexta-feira, 7 de julho de 2017

Um faz e apaga sem fim nem precedentes

​Excluí minha conta no filmow e no last.fm. O filmow me deixava um pouco agoniada de querer ver filmes e depois marcar e nunca ver os filmes que marquei como "quero ver" mesmo tendo tempo disponível pra isso, então percebi que meu intuito era apenas marcar. Perdeu a graça, e o sentido. O Last.fm era interessante, mas depois do Spotify eu tenho tanta música a disposição que acabo sem saber o que ouvir, sem ouvir de verdade muita coisa e consequentemente agoniada de não ouvir o que realmente gosto. Fazer scrobble não fazia tanto sentido porque aquilo que eu mais escutava não era o que eu realmente gostava. Agora eu to gostando mais de ouvir rádios independentes.

Fiquei um pouco triste em excluir o filmow porque eu tinha uma historinha lá, mas como diz Enid, "fuck it, everything must go". Mas hoje eu senti a dor de excluir coisas assim deliberadamente (uma consequência da Mari Kondo na minha vida): eu tinha salvo uma foto no we♥it que era de um blog sobre zines e arte muito bem feito que eu queria muito dar uma olhada, mas como excluí a foto não vou mais encontrar! Não estou exatamente triste, mas queria ver aquele blog... Espero que o universo me ajude nessa. Espero que eu pense melhor antes de criar e destruir.

Quando aquela menina do instagram excluiu todas as fotos dela e ficou super revoltada com a imagem falsa que ela passava de si mesma, alguém comentou que quase todo mundo passa por uma mudança de personalidade e não se identifica de forma alguma com aquilo que fazia, e como a internet é bem prática, deletar tudo é fácil. Por isso tem tantos blogs legais que as pessoas apagam tudo porque não são mais aquilo, por isso fico com medo de um dia a Tavi deletar o blog dela. Por isso excluo coisas constantemente porque acho que é muito difícil eu permanecer igual.

Confesso que acho muito legal ir no meu blog e ver as coisas antigas, que fiquei super feliz quando revi a minha antiga conta do we♥it, que meu maior sonho é encontrar meu primeiro blog de quando eu tinha exatos quinze anos. Mas acho que naquela época eu fazia as coisas com muito mais vontade e sinceridade do que hoje, por isso posto coisas e imediatamente apago. Tem um tempo que a autenticidade se tornou algo complexo pra mim, apesar de que as pessoas a minha volta sempre dizem que eu sou diferente, mas eu não me sinto sincera. Acho isso muito complexo pra mim.

A ideia de começar tudo de novo é muito sedutora, o caderninho novo, o blog novo, a roupa nova. Mas perder registros de épocas únicas é um pouco assustador. Acho que por isso as minimalistas falam tanto da consciência, porque se você não quer se arrepender depois, sabendo que não vai ter coragem de apagar algo que no futuro não fará mais sentido, é melhor pensar bem no agora, enquanto está em tempo de fazer ou não fazer. Meu espírito organizador de hoje queria organizar até as fotos em pastas, bem bonitinho, mas eu mesma não quero nem perder tempo com isso e nem perder todos esses registros originais. será que pelo menos eu entendo o que eu digo? Realmente escrever como um diário ajuda muito.
Fiz uma viagem pelo arquivo desse blog e por um lado eu era tão bonitinha! Mas por outro eu era tão patéticaaaa meu deus! Como alguém podia ler aquelas baboseiras? Fico pensando que a Luana ficava rindo das minhas maluquices. Mas eu era muito mais sincera! Fiquei pensando de certo modo eu mudei sim, é claro (fisicamente sim por causa dos 60 quilos), mas lendo todos aqueles registros senti que ainda sou exatamente a mesma e não dá pra falar na "Brunna daquela época" porque ainda sou eu.

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